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Varejo tem aumento de 1,2% nas vendas

24.11.2008
 
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Varejo tem aumento de 1,2% nas vendas

Em setembro, varejo tem aumento de 1,2% nas vendas e de 1,3% na receita nominal - Pesquisa Mensal de Comércio – Fonte IBGE - Base: Setembro de 2008

Em setembro, o comércio varejista alcançou mais um resultado positivo: na comparação com agosto, foram registrados aumentos de 1,2% no volume de vendas e de 1,3% na receita nominal de vendas. Foi o sétimo crescimento consecutivo na comparação mês/ mês anterior, com ajustamento sazonal. No ano, volume e receita de vendas acumulam aumentos de, respectivamente, 8,0% e 13,3%. Nas demais comparações, sem ajuste sazonal, o varejo teve taxas de variação de 9,4% para o volume de vendas, sobre setembro de 2007; 10,4% no acumulado janeiro-setembro sobre igual período de 2007; e de 10,3% no acumulado dos últimos 12 meses. Nas mesmas relações, a receita nominal de vendas apresentou acréscimos de 15,7%, 16,3% e 15,6%, respectivamente.

Para o volume de vendas, na série com ajuste sazonal, todas as dez atividades pesquisadas tiveram crescimento em setembro, na comparação com agosto: equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (6,9%); veículos e motos, partes e peças (5,5%); móveis e eletrodomésticos (3,1%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (2,9%); tecidos, vestuário e calçados (2,8%); livros, jornais, revistas e papelaria (2,2%); outros artigos de uso pessoal e doméstico (1,9%); material de construção (1,0%); hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,6%); e combustíveis e lubrificantes (0,1%).

Na relação setembro 08/ setembro 07 (sem ajuste sazonal), todas as atividades do varejo também registraram aumento no volume de vendas, cujas taxas, por ordem de importância no resultado global, foram de 21,3% para móveis e eletrodomésticos; 13,5% para combustíveis e lubrificantes; 17,0% para outros artigos de uso pessoal e doméstico; 15,9% para artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos; 50,6% para equipamentos e material para escritório, informática e comunicação; 9,5% para tecidos, vestuário e calçados; 1,4% para hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo; e 12,9% para livros, jornais, revistas e papelaria.

Na comparação com setembro de 2007, móveis e eletrodomésticos (aumento de 21,3% no volume de vendas) teve o maior impacto, sendo responsável por 35% da taxa de crescimento do varejo. Esse resultado pode estar refletindo antecipações de compra, principalmente dos eletroeletrônicos, em face das expectativas de aumentos de preços motivadas pela desvalorização do Real frente ao dólar. O segmento registra crescimentos acumulados de 18,3% nos nove meses de 2008, sobre igual período de 2007, e de 16,9% para os últimos 12 meses.

A segunda maior contribuição veio do segmento de combustíveis e lubrificantes (13,5% de variação), que teve participação de 16% na taxa global, o que pode ser atribuído à estabilização dos preços dos combustíveis, conjugada com a melhoria das condições econômicas do país, que reflete no aumento da frota de veículos. A atividade acumula variações de 10,0% de janeiro a setembro e de 8,8% nos últimos 12 meses.

Outros artigos de uso pessoal e doméstico (17,0% de crescimento nas vendas) tiveram o terceiro maior impacto, respondendo por 14% da taxa do varejo. Englobando segmentos como lojas de departamentos, óticas, joalheiras, artigos esportivos e brinquedos, a atividade tem seu desempenho influenciado também pela melhoria do quadro geral da economia e acumula, no ano e nos últimos 12 meses, taxas de 20,3% e 20,8%, respectivamente.

Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (taxa mensal de 15,9%), com a quarta maior participação na taxa global do varejo, apresentaram variações acumuladas de 12,9% no ano e de 12,5% nos últimos 12 meses. A expansão da massa de salários e a diversificação do mix de produtos comercializados são as principais explicações para o desempenho positivo do segmento.

Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (variação de 50,6%), quinto maior impacto na formação da taxa do varejo, é a atividade com o maior patamar de crescimento neste ano: um acumulado de 33,7%. Nos últimos 12 meses, a variação é de 34,9%. Dentre os fatores que vêm determinando esse desempenho, destacam-se a redução de preços dos produtos do gênero, conjugada com facilidades de financiamento e a crescente inserção dos produtos de informática e comunicação no hábito de consumo das famílias. O expressivo desempenho de setembro (em relação ao mesmo mês de 2007) pode ser justificado também por provável antecipação de compras em razão das expectativas de aumento de preços com a tendência de alta da taxa cambial.

A sexta maior contribuição para o resultado positivo do comércio varejista, em setembro, coube ao segmento de tecidos, vestuário e calçados (aumento de 9,5% no volume de vendas). Seu desempenho deve-se provavelmente à entrada da nova coleção primavera-verão. Em termos acumulados, as variações ficam em 10,1% no ano de 2008 e de 10,6% para os últimos 12 meses.

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