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Brasil: Pesquisa Anual de Comércio

24.06.2009
 
Pages: 123
Brasil: Pesquisa Anual de Comércio

Base: Ano de 2007 – Fonte IBGE

Comércio ofereceu mais empregos, mas com salários médios menores no período 2003-2007

No período 2003-2007, foi marcante o crescimento do número de postos de trabalho oferecidos pelo Comércio (crescimento de 2,4 milhões pessoas ocupadas), com destaque para os setores de Hipermercados e supermercados, que gerou 256.849 novos empregos, e Comércio varejista de materiais de construção, com aumento de 212.598 postos. Por outro lado, houve redução nos salários médios pagos pelo Comércio como um todo, de 2,1 salários mínimos, em 2003, para 1,8 salário mínimo. As atividades que tiveram reajustes salariais superiores aos efetuados no salário mínimo foram o comércio atacadista de eletrodomésticos e outros equipamentos de uso pessoal e doméstico (de 3,4 para 3,8 salários mínimos). No nível estadual, São Paulo absorveu a maior parcela do pessoal ocupado no comércio do País, tanto em 2003 como em 2007 (29,4% e 30,3%, respectivamente), enquanto Roraima e Tocantins responderam pelo menor percentual (0,1%). Essas e outras informações fazem parte da Pesquisa Anual de Comércio 2007, que tem como objetivo descrever as características estruturais básicas do comércio no país e suas transformações no tempo em três grandes divisões: comércio varejista, comércio por atacado e comércio de veículos automotores, peças e motocicletas

Entre 2003 e 2007, a ocupação no comércio cresceu de 6,0 milhões para 8,4 milhões de pessoas, bem como o montante dos salários, retiradas e outras remunerações, que cresceu de R$ 37 bilhões para R$ 73,9 bilhões. O crescimento da ocupação no comércio foi marcante na atividade de Hipermercados e Supermercados, que aumentou de 541.371 para 798.250 postos de trabalho, nos anos analisados, respondendo pelo pagamento de R$ 4 bilhões (2003) e R$ 7,1 bilhões (2007). Também teve impacto relevante na geração de emprego, o Comércio varejista de materiais de construção, influenciado pela recente expansão da construção civil. A ocupação no setor passou de 525.115 para 737.713 pessoas, enquanto o pagamento de salários somou R$ R$ 2,9 bilhões e R$ 5,6 bilhões, respectivamente.

Por outro lado, houve redução no salário médio pago pelo setor, nesse período, passando de 2,1 salários mínimos, em 2003, para 1,8 salário mínimo, em 2007. A maior queda na remuneração média em salários mínimos, nesse período, ocorreu no comércio atacadista de calçados, cujo salário médio passou de 5,4 para 3,4 salários-mínimos. A atividade vem enfrentando, nos últimos anos, um contexto econômico relativamente adverso, com aumento da concorrência externa na cadeia produtiva, via entrada de novos países no mercado internacional. Foram significativas, também, as reduções nos salários médios nos setores de Comércio atacadista de produtos agropecuários in natura e Produtos alimentícios para animais (de 3,2 para 2,2 salários mínimos, no período), e no Comércio varejista em hipermercados e supermercados (de 2,5 para 1,8 salários mínimos, no período).

As atividades que tiveram reajustes salariais superiores aos efetuados no salário mínimo foram o comércio atacadista de eletrodomésticos e outros equipamentos de uso pessoal e doméstico (de 3,4 para 3,8 salários mínimos), o atacado de produtos extrativos de origem mineral (de 2,2 para 2,3), o comércio varejista de tecidos e artigos de armarinho (de 1,3 para 1,4 salário mínimo) e o varejo de produtos alimentícios, bebidas e fumo (de 1,2 para 1,3).

As maiores proporções de gasto com pessoal em relação ao valor adicionado, em 2003, estavam nas atividades de comércio varejista de máquinas e aparelhos de uso doméstico e pessoal, discos, instrumentos, etc. (87,8%), calçados, artigos de couro e viagem (83,3%) e tecidos e artigos de armarinho (81,8%). Em 2007, os maiores destaques foram encontrados no varejo de produtos alimentícios, bebidas e fumo (76,6%), produtos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria, cosméticos e veterinários (75,5%) e máquinas e aparelhos de uso doméstico e pessoal, discos, instrumentos, etc. (72,4%).

Os segmentos que destinaram uma menor proporção do valor adicionado às despesas com pessoal, em 2003, foram as atividades atacadistas de produtos extrativos de origem mineral (27,5%), calçados (28,8%) e combustíveis e lubrificantes (29,2%). Em 2007, novamente aparecem o comércio atacadista de produtos de extração mineral (29,0%) e o de combustíveis e lubrificantes (32,1%), seguidos do atacado de produtos agropecuários in natura e produtos alimentícios para animais (32,9%).

Região Norte respondeu pela menor parcela de empregos e salários do Comércio

A estrutura de empregos e salários praticamente não se alterou entre 2003 e 2007. A região Sudeste era, nos dois anos pesquisados, responsável por mais da metade dos salários. Embora com queda na sua participação (de 58,8%, em 2003, para 57,9%, em 2007), o Sudeste absorvia a maior parcela da população ocupada (53,2% em 2003 e 53,1%, em 2007). A região Sul manteve-se estável, no período analisado, com cerca de 1/5 da massa salarial e da ocupação nas atividades comerciais.

No nível estadual, São Paulo absorveu a maior parcela do pessoal ocupado no comércio do País, tanto em 2003 como em 2007 (29,4% e 30,3%, respectivamente) e foi responsável pela maior parte dos salários, retiradas e outras remunerações (36,3% em 2003 e 37,0%, em 2007). Também foi o estado com maior remuneração média, 2,6 salários mínimos em 2003 e 2,2, em 2007.

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