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IBGE divulga as Contas Regionais 2003 - 2006

17.11.2008
 
Pages: 1234

Os aumentos das participações do Pará e Amazonas no PIB Brasil foram, aproximadamente, de 0,1 e 0,2 pp, respectivamente. No Norte, Pará e Amazonas são os estados em que a administração pública tem a menor importância no seu valor adicionado. Em 2006 a indústria amazonense respondia por 45,7% da economia local, dos quais 36,8% eram da indústria de transformação. No Pará, a indústria representava 33,4%, distribuídos entre a extrativa mineral (7,5%), indústria de transformação (13,8%), produção e distribuição de eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana (5,4%) e construção civil (6,6%).

Mato Grosso chegou a ter o 12º maior PIB em 2004, mas caiu para a 15ª posição em 2006, mesma do início da série. A perda de participação a partir de 2005 decorreu do mau desempenho da agropecuária que, em 2002, participava com 29,7% da economia do estado, caindo para 25,3% em 2006. A soja sofreu com a ferrugem asiática, que exigiu mais defensivos e ocasionou o “vazio sanitário” em 2006, que consiste em manter por noventa dias a ausência total de plantas vivas de soja, durante a entressafra. Também contribuiu a desvalorização do dólar frente ao real. Além disso, sofreram com o excesso de chuva o feijão e o arroz, e esta última cultura ainda teve sua classificação rebaixada de “longo fino” para “longo”.

Em 2003, o Maranhão inverteu a posição com o Mato Grosso do Sul e permaneceu na 16ª colocação nos demais anos da série. A economia maranhense baseia-se nos serviços, onde o setor público representa cerca de 20%. Mas sua indústria vem ganhando participação: com cerca de 16,7% da economia do estado em 2002, passou para 19,6% em 2006, com a produção de ferro gusa, alumina calcinada, alumínio não ligado e liga de alumínio. No Mato Groso do Sul a participação da agropecuária em sua economia reduziu cerca de 8% na série, com perdas expressivas na safra de grãos, decorrentes de secas e da dificuldade de comercialização, a partir de 2004, dos produtos de origem animal em função da febre aftosa.

A participação do Rio Grande do Norte no PIB (0,9%) avançou aproximadamente 0,1 ponto percentual em 2006, superando a Paraíba (0,8%) a partir de 2004. Essas duas economias são muito parecidas, exceto pela produção de petróleo, que faz do RN o segundo maior produtor do Brasil, atrás apenas do Rio de Janeiro. Na indústria de transformação potiguar, os setores de alimentos, bebidas, têxtil e vestuário pesam em torno de 68%, enquanto na indústria de transformação Paraíba predominam os setores têxteis, vestuário e couro (38%) e alimentos e bebidas (13%).

Alagoas, Sergipe, Rondônia, Piauí e Tocantins mantiveram suas posições no período. Somente Rondônia elevou sua participação no PIB brasileiro em 0,1 ponto percentual. Alagoas tem uma estrutura agrícola semelhante ao Rio G. do Norte e à Paraíba. Em 2006, o setor de alimentos e bebidas aumentou para 70% sua participação na indústria, em função do baixo desempenho da indústria química. Em Sergipe, a atividade industrial representa 31,4% da economia: 7,4% na extração de petróleo, 9,7% na indústria de transformação, 8,2% na geração e distribuição de energia elétrica (a hidrelétrica de Xingó pertence ao estado) e 6,0% na construção.

Rondônia, que nos últimos anos se destacou na pecuária e na produção de grãos (principalmente soja), tem sua economia baseada na produção agropecuária (19,4%) e nos serviços (66,3%), dos quais 31,1% correspondem a administração pública. O Piauí, com peso de 0,5% no PIB brasileiro, está na 23ª posição, sendo sua economia assim distribuída: 9,5% na agropecuária (feijão, milho e soja, que vem ganhando importância), 17% na indústria (alimentos e bebidas na indústria) e 73,5% nos serviços. Tocantins está na 24ª posição, com 0,4% do PIB nacional em todos os anos da série. Sua agropecuária representa 18,5% (arroz, milho, soja e bovinos), a indústria, 24,1% (dos quais 14,3% pertencem à construção civil) e os serviços, 54,7%, onde a administração pública participa com 24,6%. O peso da construção civil na economia de Tocantins, um estado criado recentemente, é o maior dentre as 27 unidades da federação.

Acre (25ª) e Amapá (26ª), muito próximos, trocaram de posição ao longo da série, e dependem muito do setor público. Amapá e Roraima têm cerca de 50% da economia ligada ao setor público. As taxas de crescimento de suas populações são as mais altas entre os estados, gerando grande demanda por serviços públicos e infra-estrutura. Roraima se mantém como o menor PIB dentre as 27 unidades da federação.

Distrito Federal continua com o maior PIB per capita do País

O maior PIB per capita continua sendo o do Distrito Federal (R$ 37.600), cerca de três vezes o PIB per capita nacional (R$ 12.688). No período, os três maiores PIB per capita permaneceram na mesma ordem: Distrito Federal, São Paulo e Rio de Janeiro. O mesmo ocorreu com os dois menores, Maranhão e Piauí.

Dos estados com PIB per capita inferior a média do país no primeiro ano da série, Mato Grosso foi o único a ultrapassar a média nacional nos anos posteriores: em 2002, o PIB per capita do estado equivalia a 90% do brasileiro passando a ser 10% maior que essa média em 2003, 30% maior que ela em 2004 e 10% maior que a mesma em 2005. Em 2006, ficou quase igual à média brasileira. Os demais estados com PIB per capita acima da média do Brasil eram: Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Espírito Santo, Rio G. de Sul, e Paraná.

Ceará lidera em volume (8,0%) enquanto Mato Grosso (-4,6%) teve a única queda

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