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Brasil: Análise Mensal do Comércio

17.06.2009
 
Pages: 12
Brasil: Análise Mensal do Comércio

Pesquisa Mensal de Comércio – Fonte IBGE Base: Abril de 2009

Em abril, vendas do varejo variam - 0,2% e receita nominal 0,2%

Ambas as taxas foram em relação a março, na série com ajuste sazonal. Esse resultado sinaliza uma estabilidade nas vendas do setor, em relação ao mês anterior. Na comparação com abril de 2008, o volume de vendas e a receita nominal do varejo cresceram 6,9% e 13,0%, respectivamente, bem acima das taxas observadas em março, devido ao deslocamento da Páscoa, de março para abril, entre 2008 e 2009. Nos quatro primeiros meses do ano, esses indicadores registraram elevação de 4,5% e 10,6%. Nos últimos doze meses, volume e receita acumularam crescimento de 7,1% e 13,4%.

Quanto ao Comércio Varejista Ampliado, na passagem de março para abril, houve queda de -4,0% para volume de vendas e -4,5% para a receita nominal, em razão do encolhimento das vendas de veículos e de material de construção. Em relação ao volume de vendas, o Comércio Varejista Ampliado também registrou variação negativa de -0,8%, em abril de 2009 frente a abril de 2008, obtendo taxas de crescimento de 2,5% no acumulado no ano, e de 6,0%, nos últimos doze meses. Para os mesmos indicadores, a receita nominal de vendas variou 1,6% (abril 2009/abril2008); 5,2% (acumulado no ano) e 10,6% (últimos doze meses).

Na comparação abril/março de 2009, apenas duas das oito atividades do Varejo apresentaram taxas de variação positivas para o volume de vendas: Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,8%) e Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (8,9%). Os resultados negativos foram de -0,8% para Combustíveis e lubrificantes; -1,7% em Tecidos, vestuário e calçados; - 2,0% para Móveis eletrodomésticos; -1,0% para Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos; -2,7% em Livros, jornais, revistas e papelaria; e -2,4% em Outros artigos de uso pessoal e doméstico. As duas outras atividades que formam o Varejo Ampliado registraram, também, resultados negativos, em abril em relação a março: Veículos e motos, partes e peças, com taxa de -5,6%; e Material de construção (-3,5%).

Em relação a abril de 2008, exatamente metade das 10 atividades pesquisadas obteve crescimento no volume de vendas.

Resultados setoriais

A atividade de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com crescimento de 14,1% em relação a abril de 2008, figura este mês como a segunda maior taxa de desempenho setorial do varejo. Tal resultado, assim como o desempenho de março (-0,2%), resulta consideravelmente do fator-calendário: o deslocamento da Páscoa, de março para abril, entre 2008 e 2009. Essa magnitude de crescimento, combinada com o elevado peso na estrutura do comércio, colocou o segmento como responsável, em abril, por 98% da taxa global do setor. Em termos de resultados acumulados, as variações foram de 6,5% para quatro primeiros meses do ano e de 5,5% para os últimos 12 meses. A estabilização dos preços dos alimentos e o crescimento da massa de rendimento real efetivo dos assalariados vêm mantendo a atividade num patamar de crescimento próximo daquele registrado antes de setembro do ano passado.

O segmento de Outros artigos de uso pessoal e doméstico, com expansão de 13,8% no volume de vendas em relação a abril de 2008, proporcionou o segundo maior impacto positivo na formação da taxa do varejo. O diferencial entre a taxa desse mês e a de março (4,7%) também resulta do Efeito-Páscoa, uma vez que as lojas de departamentos têm forte participação nas vendas de produtos relacionados à data. No acumulado dos quatro primeiros meses de 2009, em relação a igual período de 2008, a atividade revela taxa de crescimento da ordem de 8,3%, acumulando em 12 meses variação de 11,3%.

O segmento de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos; com 11,3% de variação no volume de vendas na relação abril09/abril08 exerceu a terceira maior contribuição à taxa geral do varejo. Com expansão da ordem de 12,0% no acumulado de janeiro a abril, sobre igual período de 2008, e aumento de 12,8% no acumulado dos últimos 12 meses, a atividade vem praticamente mantendo o ritmo de crescimento, o que pode ser justificado tanto pelo resultado positivo da massa real de salários como pelo caráter de uso essencial de seus produtos.

A atividade de Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação exerceu o quarto maior impacto positivo na formação da taxa do varejo em abril, com seus 27,0% de crescimento em relação a igual mês de 2008. Em termos de resultados acumulados, trata-se da atividade com o maior patamar de expansão do volume de vendas até agora: 18,1% na relação janeiro-abril09/janeiro-abril08, e 29,7% no acumulado dos últimos 12 meses. Aumento de renda e redução de preços são os principais fatores para este desempenho.

A quinta e última contribuição positiva ao desempenho do varejo, na relação abril09/abril08, veio de Combustíveis e lubrificantes, com crescimento no volume de vendas da ordem de 3,7%. Registrando taxas de variação de 3,2% e 8,3% nos acumulados dos quatro primeiros meses do ano, em relação a igual período do ano anterior, e nos últimos 12 meses, respectivamente, o segmento vem mantendo resultados próximos aos obtidos pelo varejo, mesmo coma redução da atividade econômica. Para isto, tem sido fundamental a estabilidade nos preços dos combustíveis, com variação abaixo da índice geral de inflação. De acordo com o IPCA, no acumulado de 12 meses até abril, os combustíveis automotivos variaram de preços em 1,1%, contra uma variação de 5,5% do índice geral.

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