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Famílias do NE já consomem mais energia que as do Sul

15.07.2008
 
Famílias do NE já consomem mais energia que as do Sul

Pela primeira vez, o consumo residencial de eletricidade da região Nordeste superou ao da região Sul e a taxa de atendimento do serviço de energia elétrica nos lares da região praticamente se iguala à média brasileira. A informação consta do estudo “Consumo Residencial de Energia Elétrica na Região Nordeste”, divulgado nesta quarta-feira (9) pela Empresa de Energia Elétrica (EPE).

Enquanto a cobertura do fornecimento passou de 92% para 96% entre 2003 e 2007, o crescimento observado no Nordeste foi de 86% para 95% no mesmo período. Segundo o estudo, a alteração gradual no retrato do consumo residencial nordestino de energia elétrica está alicerçada tanto na expansão do consumo médio dos domicílios, em função da renda e dos programas sociais de transferência de recursos do governo federal (em especial o Bolsa Família) quanto na evolução dos números de domicílios atendidos, decorrente do programa de inclusão elétrica Luz Para Todos.

De acordo com dados de 2004, e mesmo tendo o dobro de habitantes, onde reside 28% da população brasileira, o Nordeste compreendia menos de 13% da renda nacional e menos de 16% do consumo residencial de eletricidade. Enquanto no Sul, com pouco menos de 15% da população nacional, representava mais de 17% da renda bruta do Brasil e quase 18% da demanda por energia nas residências.


Tendência - A mudança desse quadro, que começou a se configurar em dezembro de 2007, e se consolidou este ano. Em 12 meses, o consumo residencial de eletricidade registrado no Nordeste foi de 15,4 mil GWh, enquanto a região Sul se fixou com 15,0 mil GWh. Embora a diferença se apresente pequena, ela é sustentável. Há seis meses se verifica tendência crescente na disparidade entre o consumo das duas regiões, demonstrando que a ultrapassagem do Sul pelo Nordeste no consumo residencial de energia elétrica não é episódica.

No que tange ao aumento do consumo médio por domicílios no Nordeste, o crescimento da renda aparece como principal explicação. Especialmente porque a região concentra metade das famílias pobres do País, o que condiciona grande relevância dada à expansão da renda do trabalho e aos ganhos reais do salário mínimo. De acordo com a Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios (Pnad) divulgada pelo IBGE em 2007, o ganho real do salário mínimo nacional foi de 35,7% desde 2003 (base INPC), o que equivale a aproximadamente 2/3 de todo o ganho real acumulado desde 1996.


Bolsa Família – Os programas sociais de transferência de renda do governo têm influenciado o consumo médio de eletricidade por consumidor no Nordeste. A região recebeu mais de R$ 13 bilhões por meio do Programa Bolsa Família desde 2003 – ano de criação do benefício. O volume de recursos equivale a cerca de 53% dos R$ 24,5 bilhões liberados para todo o país por este e por outros programas de inclusão social no mesmo período.


O crescimento da renda da população, motivado tanto pelos ganhos reais do salário mínimo quanto pela transferência de recursos advinda do Programa Bolsa Família, contribuiu efetivamente para a redução na desigualdade e, principalmente, para o avanço na renda na região Nordeste – o que, aliado à expansão do crédito, explica o acesso crescente a equipamentos eletrodomésticos.

Esta elevação na aquisição de aparelhos aumentou o consumo residencial de energia elétrica. A expansão da presença de refrigeradores e televisores nos lares nordestinos foi de mais de 6,5 p.p. entre 2002 e 2006, contra uma média nacional de 2,5 a 3 p.p. Ambos os equipamentos respondem, em média, por cerca de 30% do consumo de energia elétrica em uma residência.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República


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