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No Chile, o 11 de Setembro é marcado por luto e tensão

14.09.2014
 
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O Chile amanhece nesta quinta-feira (11) em um misto de luto e tensões com as atividades que marcam o 4º aniversário do golpe que banhou o país em sangue e criou um ambiente repleto de atos violentos e terroristas.Considerada uma das nações mais tranquilas e seguras da América Latina, a chegada do 11 de setembro tem outras matizes este ano.

No Palácio da Moeda a na Praça da Constituição, onde há uma estátua de Salvador Allende, haverá medidas extremas de segurança pública devido ao atentado terrorista que deixou 14 feridos na última segunda-feira (8), na capital Santiago. 


Na sede do governo a presidenta Michelle Bachelet recordará o golpe de Estado liderado por Augusto Pinochet para derrubar o presidente Salvador Allende em 11 de setembro de 1973. Esta data marca o início de uma ditadura, encabeçada pelos políticos de direita e pelos militares, que durou até 1990 e deixou mais de 3 mil mortos e 1.200 desparecidos. 


Além do ato solene do Palácio de La Moneda, a maioria dos chilenos realiza homenagens e tributos a seus mártires e recorda com tristeza o período que durou mais de 17 anos e promoveu sérias violações aos direitos humanos.  Na noite desta quarta-feira (10), em uma homenagem aos desaparecidos no Liceu Gabriela Mistral, a presidenta Bachelet reiterou o compromisso de seu governo com a busca pela verdade, justiça e reparação. "Criamos a subsecretaria de Direitos Humanos no Ministério da Justiça e reforçamos o Instituto Nacional de Direitos Humanos, para que tenha presença regional a partir de 2015", anunciou.  Afirmou ainda que "o Chile precisa de mais verdade e mais justiça, sentir que as feridas, por mais fundas que sejam, comecem a fechar (...), necessita saber que o reencontro é possível, e que a convivência democrática está acima de qualquer diferença". 


No sábado (13), na presença de Isabel Allende, atual senadora e filha do presidente Salvador Allende, será lançado o livro Allende em lembrança, de Oscar Soto Guzmán. 


Também nesta ocasião será levada a cabo a iniciativa denominada "Salvador Allende caminha pelas grandes alamedas", que servirá para trazer de volta aos chilenos a figura do relevante político socialista que ele foi. 


No entanto, a sombra da ditadura ronda o país, representantes de organizações de direita que respaldaram o golpe de Pinochet, como a União Democrata Independente, e a Renovação Nacional, saíram às ruas defender a ditadura militar. 


Outra afronta à democracia foi a publicação paga de um artigo assinado pelos militares no jornal La Tercera, em defesa dos oficiais que cumprem penas devido às violações dos direitos humanos cometidas durante o regime de Pinochet.

Fonte: Prensa Latinahttp://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=62ef6dc6cdbfc1c60305b7d3d9a420a6&cod=14333


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