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Record de Empregos Formais na Venezuela em 20 Anos

10.04.2016
 
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Record de Empregos Formais na Venezuela em 20 Anos

Feliz Ano Velho, Feliz Ano Novo. Está é a ordem na sociedade venezuelana a que pesem as guerras midiática, econômica e armada pela oposição e paramilitares colombianos. Após o presidente Nicolás Maduro ter entregue, pessoalmente, a moradia de número um milhão em 30 de dezembro de 2015 através do programa Gran Misión Vivienda Venezuela, no último dia 4 o vice-presidente de Planejamento da Venezuela, Ricardo Menéndez, informou que o índice de desemprego fechou, em janeiro deste ano, em 8,1 por cento. Já em fevereiro reduziu-se a 7,3 por cento. Em ambos os meses, configurou-se "o segundo valor mais baixo da serie dos últimos 20 anos".

Os indicadores de emprego e desemprego são, nas palavras do vice-presidente de Planejamento, "valores estacionais, e se comparam com a mesma data do ano
passado", ou seja, o aumento da ocupação se deve a políticas efetivas e não de algo meramente ocasional.

Para este ano, segundo Menéndez está prevista a geração de mais 406 mil postos de trabalho; para os próximos anos projeta-se a criação de 1,9 milhões de trabalhos para alcançar a meta de 2,3 milhões propostos no programa de Governo Plan de la Patria.

Quando Hugo Chávez assumiu a Presidência da República, a taxa de desemprego era de 11,3%. O governo bolivariano temelevado o salário mínimo em 10-20% a cada ano, corrigindo-o de acordo com a inflação oferecendo ganhos reais aos trabalhadores, desta maneira levando a Venezuela a possuir um dos salários mínimos mais altos da América Latina.

A Constituição Bolivariana e a Classe Trabalhadora

A nova Constituição de 1999, aprovada através de referendo popular realizado no primeiro ano de Hugo Chávez na Presidência, valorizou a classe trabalhadora como jamais antes no país, e como em poucos países do mundo hoje.

Os Direitos dos Trabalhadores adquiriram protagonismo reconhecido internacionalmente com a aprovação da Constituição bolivariana. Em nosso recente transcurso pelo país, foi sentida a satisfação da classe trabalhadora inversamente proporcional ao descontentamento raivoso das classes dominantes. É proibido por lei na Venezuela hoje, demitir um funcionário sem justa causa, entre tantas outras conquistas que mudaram a vida da nação bolivariana (artigos 89 a 97).

Passa a haver também a inédita garantia à equidade de gênero no exercício do direito do trabalho (artigo 87), e o Estado passou a reconhecer também o trabalho doméstico como atividade econômica, o que significa que empregadas e donas de casa têm direito à seguridade social (artigo 88).

As pensões estão garantidas após 25 anos de trabalho. Os que trabalham na economia informal também têm pensão do Estado garantida. Há ainda programas de capacitação profissional, e ajuda a pequenas e médias empresas na República Bolivariana da Venezuela.

Sobre isto, este autor também ouviu as pessoas nas ruas em seu giro pelo país caribenho. Este vendedor ambulante de frutas no bairro 23 de Enero em Caracas, em sua banca conta no vídeo de duas partes abaixo os ganhos (incomparáveis, segundo ele) proporcionados pelo governo aos trabalhadores, especialmente informais, antes do advento da Revolução Bolivariana discriminados, perseguidos e fortemente oprimidos.

Ele também comenta, diante da amadora e sem recursos porém atenta câmera, se estão corretos os grandes meios de comunicação internacionais, quando dizem que a Venezuela vive sob uma terrível ditadura e graves ferimentos aos direitos humanos.

https://www.youtube.com/watch?v=CWlpgT19fnI

https://www.youtube.com/watch?v=rE7SVrLG2yU

Esta cidadã, que no período pré-Revolução Bolivariana andava pelas ruas na informalidade, diz como Chávez a ajudou a ingressar no trabalho formal, jamais conseguido antes em sua sofrida vida em um dos bairros mais pobres da capital venezuelana.

Hoje dona de seu próprio negócio, conta também, em vídeoigualmente de duas partes a realidade venezuelana e o que significa Chávez seguido por Nicolás Maduro, desfazendo mitos na Capela Santo Hugo Chávez, a qual com sua comunidade ajudou a construir em frente ao Quartel da Montanha, bairro 23 de Enero, onde repousam os restos do Comandante Eterno Hugo Chávez.

https://www.youtube.com/watch?v=-UwVkQZKyJ0

https://www.youtube.com/watch?v=DJGoh1CFooo

Cidade de Barquisimeto, estado de Lara (centro). Entrevistacom senhora Margarita Oviedo, passadeira de roupas informal, ao lado de seu fiel cãozinho, responde se sua vida tem melhorado com a Eevolção Bolivariana, e se se maltrata as pessoas em seu país.

https://www.youtube.com/watch?v=c72SVIqx5cQ

Na estrada do estado de Lara (centro), limite com o estado de Yaracuy, entrevista com metalúrgico, 
atualmente dedicando-se ao comércio informal de utensílios de cozinha à beira da estrada.

https://www.youtube.com/watch?v=XRLj_g2MYKg

Ricos Protestam, Pobres Celebram: Moradia e Combate à Pobreza

Sobre a Gran Misión Vivienda Venezuela (GMVV), em dezembro o presidente Maduro cumpriu novamente uma promessa à sociedade, especialmente mais carente: naquela ocasião, de entregar a moradia um milhão, intensamente festejada pela sociedade (leia na Pravda: Chavismo construiu em quatro anos quase o mesmo número de moradias que a direita construiu em 40 (http://port.pravda.ru/news/desporto/05-01-2016/40119-chavismo_construiu-0/).

Vale destacar como a GMVV teve início: no final do ano de 2010, Caracas foi acometida por torrenciais chuvas que destruíram casas carentes nas periferias da cidade, deixando milhares de desabrigados. Pois Hugo Chávez tratou de abrigar, uma a uma, temporariamente e, não havendo mais lugar para 200 famílias, as recebeu no Palácio de Miraflores. Logo, construir-se-ia as primeiras moradias da GMVV para aquelas famílias, hoje somando-se um milhão de lares entregues às classes menos favorecidas.

Entrevista abaixo, no apartamento de família beneficiadapelo programGran Misión Vivienda Venezuela, residente no centro de Caracas após antiga casa na periferia da cidade ter ido ao chão levando-a a se tornar sem-teto, devido a torrenciais chuvas no ano de 2010. Um apartamento, aliás, de ótimo gosto com varandas, elevadores de excelente nível, instalações excelentes e estacionamento.

https://www.youtube.com/watch?v=2IaGP0-jxZw

 

Tais políticas, voltadas à justiça social e aos plenos direitos humanos, fizeram a Venezuela, segundo a Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e Caribe), ter saído de um dos países mais desiguais da América Latina pré-governo bolivariano, a ser hoje o menos desigual da região. A Venezuela possui hoje o melhor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) entre os países latino-americanos. 

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU) para a Alimentação e a Agricultura (FAO), sob a presidência de Chávez a Venezuela reduziu em 75% a proporção de pessoas em pobreza extrema, e com Maduro tornou-se exemplo mundial no combate à fome e à desnutrição: erradicou a primeira com mais de 3 anos de antecedência em relação às Metas do Milênio estipuladas pela ONU (2015), e a segunda já foi reduzida de 13,6 para 2,4 nos anos de governo bolivariano.

Entre 1999 e 2012, a pobreza extrema apresentou queda livre como em nenhum outro país da região: de 21%, despencou para 6% da sociedade. E os níveis de pobreza foram reduzidos de 49% a 25,4%, estando hoje a um taxa de 20% da sociedade.

Detalhe: este autor, em sua investigação à Venezuela de ponta a ponta, não constatou falta de alimentos, muito pelo contrário: fartura e preços acessíveis à população das classes inferiores, subsidiados pelo governo com os ingressos petrolíferos. Existe, sim, escassez de determinados produtos básicos devido ao boicote econômico que os estoca às toneladas (fato tão constatado quanto punido quando flagrado), além de contrabandeados rumo à Colômbia sob conivência de Bogotá (exatamente sobre isto, este autor entrevistou anônimo funcionário colombiano da fronteira, que quando daria início às denúncias da guerra econômica facilitada pelo governo de seu país, foi agressivamente interrompido; o vídeo pode ser visto no artigo Venezuela: Tentativa de Golpe e Guerra Econômica, através desta ligação: http://port.pravda.ru/busines/30-03-2016/40688-venezuela_golpe-0/) 

 

Em julho de 2014, o presidente Maduro foi premiado pelas Nações Unidas na Europa por tais conquistas: exemplo em políticas sociais e direitos humanos, para a ONU. Em contraposição ao silêncio midiático mestre na arte de inverter papeis, de transformar herois em bandidos e vice-versa, e de colocar em prática a máxima de Joseph Goebbels, ministro de Propaganda de Adolf Hitler: "Uma mentira repetida mil vezes, torna-se verdade".

Mentiras raivosa e irredutivelmente seguidas pelas camadas reacionárias das sociedades mundiais, que insistem em aceitar prazerosamente a (cômoda?) condição de seres manipuláveis.

Como diria o Comandante Supremo, na contagiante Caracas sob forte chuva cujo discurso inflamado de seu carismático líder, o último que faria às vésperas da eleição presidencial de 2012, não sai de sua memória: "A Venezuela mudou para sempre! Toda minha vida, por amor a um povo a dedicarei até o último segundo dela, em favor da luta pela democracia e pelo respeito aos direitos humanos. Eu juro!".

A República Bolivariana da Venezuela é uma nação livre e soberana, baseada na solidariedade e isso é algo que o Império e seu mesquinho sistema da competitividade impiedosa e do ganancioso acúmulo desenfreado, ecoado pela mídia oligárquica, não toleram.

 

Edu Montesanti

 


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