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Brasil: Recuo da produção industrial

09.02.2009
 
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No índice mensal, a produção paranaense caiu 6,7%, com nove das quatorze atividades pesquisadas com desempenho negativo. Veículos automotores (-46,1%), máquinas e equipamentos (-22,3%) e outros produtos químicos (-34,7%) exerceram os principais impactos negativos sobre a média global, influenciados, principalmente, pela menor fabricação de automóveis e caminhões; máquinas para colheita; e adubos ou fertilizantes. Por outro lado, as pressões positivas mais significativas vieram de edição e impressão (84,1%) e minerais não-metálicos (33,1%), decorrentes, sobretudo, dos aumentos de livros, brochuras ou impressos didáticos; e cimento.

Em bases trimestrais, observa-se a manutenção de resultados positivos há nove trimestres consecutivos, mas com significativa redução no ritmo de crescimento entre o terceiro (11,3%) e quarto (1,0%) trimestres de 2008, nas comparações contra igual período do ano anterior. Onze ramos acompanharam este movimento entre os dois períodos, com destaque para veículos automotores (de 36,1% para -3,4%), edição e impressão (de 50,8% para 18,3%) e máquinas e equipamentos (de 5,7% para -4,5%).

No indicador acumulado no ano (8,6%), nove ramos apresentaram taxas positivas, com as principais influências vindo de veículos automotores (23,8%), edição e impressão (32,3%) e celulose e papel (16,7%), impulsionados, em grande parte, pela produção de caminhões; livros, brochuras ou impressos didáticos; e cartolina, respectivamente. Por outro lado, as pressões negativas mais relevantes vieram de outros produtos químicos (-21,8%) e alimentos (-2,8%), com destaque para os decréscimos de adubos ou fertilizantes e açúcar cristal.

SANTA CATARINA

Em dezembro de 2008, o índice da produção industrial de Santa Catarina ajustado sazonalmente recuou 7,5% frente a novembro, acumulando nos últimos três meses de queda uma perda de 14,6%. No confronto com dezembro de 2008 o decréscimo foi de 10,8%, terceira taxa negativa consecutiva e a maior redução desde os 13,5% de abril de 2003. Com isso, o indicador acumulado no ano fecha 2008 com queda de 0,7%, revertendo os resultados positivos que eram observados neste tipo de comparação até novembro. Nos indicadores trimestrais, a produção no período outubro-dezembro de 2008, tanto na comparação com igual período do ano anterior (-7,5%) como em relação ao trimestre imediatamente anterior (-8,2%), foram negativos.

Em relação a dezembro de 2007, o setor industrial catarinense recua 10,8%, com perfil generalizado de queda que atinge dez das onze atividades pesquisadas. Nesta comparação, os impactos negativos mais significativos foram observados em máquinas e equipamentos (-21,5%), por conta principalmente da concessão de férias coletivas em importante empresa do setor, e veículos automotores (-29,2%). Nestes ramos, os itens que exerceram as principais pressões negativas foram, respectivamente, compressores para refrigeradores e congeladores; e carrocerias para caminhões e ônibus. Outras contribuições negativas relevantes foram dadas por máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-25,0%), borracha e plástico (-11,1%), minerais não-metálicos (-14,2%) e têxtil (-7,6%), influenciados em grande parte pelos itens: motores elétricos; peças e acessórios de plástico para indústria automobilística; ladrilhos e placas de cerâmica; e toalhas de banho, rosto e mãos. Por outro lado, o setor de alimentos (4,1%) foi a única atividade com resultado positivo, cabendo ao itens carnes de aves e de suínas as principais influências.

Na evolução por trimestres, a atividade fabril catarinense recuou 7,5% no quarto trimestre de 2008 frente a igual período do ano anterior, e interrompe uma sequência de nove trimestres de taxas positivas. A perda de dinamismo, na passagem do terceiro (2,4%) para o quarto trimestre (-7,5%), teve perfil abrangente e foi observada em dez dos onze ramos investigados, com destaque para a redução verificada nos ramos de veículos automotores, que passou de 8,4% no terceiro trimestre para -16,2%, no período outubro-dezembro, máquinas e equipamentos (de -2,7% para -16,7%) e borracha e plástico (de 17,3% para -7,4%).

No indicador acumulado no ano, a indústria de Santa Catarina fecha 2008 com queda de 0,7%, desempenho bem abaixo do observado no encerramento de 2007 (5,4%). Na formação deste resultado, quatro dos doze ramos investigados mostraram taxas negativas, cabendo os principais impactos sobre o índice global aos setores de madeira (-26,0%) e de máquinas e equipamentos (-7,0%). Nestas atividades, os itens que mais pressionaram negativamente foram madeira serrada, no primeiro ramo, e compressores e refrigeradores, no segundo. Por outro lado, a contribuição positiva mais importante veio de borracha e plástico (7,2%), explicado pelo aumento na fabricação de tubos, canos e mangueiras de plástico e de peças e acessórios plásticos para a indústria automobilística, seguido por veículos automotores (4,0%), por conta do item carrocerias para ônibus e caminhões, e alimentos (1,4%), sustentado pelo crescimento na produção de carnes de suínos e de aves.

Com o comportamento negativo da atividade industrial desde outubro, o índice de média móvel trimestral em dezembro (-5,1%) manteve a trajetória de queda e acelera o ritmo de perda frente o mês anterior (-2,4%). O índice trimestre contra trimestre imediatamente anterior, ajustado sazonalmente, apontou queda no quarto trimestre de 2008 (-8,2%), revertendo a taxa positiva observada no trimestre anterior (1,2%).

RIO GRANDE DO SUL

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