Pravda.ru

Negόcios

Análise da Produção Industrial no Brasil

08.07.2008
 
Pages: 123

O comportamento observado nessa classe de tamanho (1.000 ou mais pessoas ocupadas) tende a ser especialmente relevante nas atividades baseadas em economia de escala técnica, na diferenciação de produtos e no acesso a recursos naturais. No refino de petróleo e produção de álcool, por exemplo, as empresas com 1.000 ou mais pessoas ocupadas respondiam em 1996 por 83,4% do valor da transformação industrial, passando para 95,4% em 2006.

Vale citar também a evolução observada no setor de extração mineral: em 1996 as empresas com mais de 1.000 ocupados representavam 50,5% da produção, percentual que evoluiu para 71,9% em 2006. O movimento decorre do significativo aumento da produção interna de petróleo e minério de ferro e da crescente valorização desses produtos no mercado internacional.

No ranking das atividades com maior produtividade entre as empresas com mais de 1.000 pessoas ocupadas, o setor de refino de petróleo e produção de álcool ocupava a liderança em 2006 (R$ 1,019 milhão), seguido pelas indústrias extrativas (R$ 396 mil); metalurgia básica (R$ 328 mil); e de celulose e papel (R$ 280 mil). Na evolução do ranking , o primeiro segmento saltou do quarto lugar em 1996 para a liderança nos anos de 2000 e 2006, enquanto as indústrias extrativas, após ficarem em quinto em 1996, alcançaram o segundo lugar em 2000 e em 2006. A metalurgia básica também mostrou evolução, saindo de sétimo (1996) e oitavo (2000) para o terceiro lugar em 2006, enquanto celulose e papel teve ganho contínuo, de sexto (1996) para quinto (2000) e quarto lugar em 2006.


Maiores indústrias têm mais importância relativa no Nordeste e menos no Sul

Era na indústria nordestina que se observava, em 2006, a mais elevada participação das empresas com mais de 1.000 pessoas ocupadas tanto no valor da transformação industrial (68,4%), quanto no pessoal ocupado (43,8%). Nesse conjunto de empresas, os setores com o maior valor de transformação eram refino de petróleo e produção de álcool; alimentos e bebidas; produtos químicos; e indústrias extrativas, que concentravam 71,0% da produção total das empresas com mais de 1.000 ocupados.

No Sudeste, região com maior densidade e diversificação industrial, as empresas com mais de 1.000 pessoas ocupadas detinham 61,3% do valor da transformação industrial, 26,4% do pessoal ocupado e 1,8% do total de unidades locais, em 2006. Setorialmente, a presença desse grupo de empresas era bastante relevante em refino de petróleo e produção de álcool (95,2% do valor de transformação do setor) e indústrias extrativas (89,3%).

Já a região Sul caracterizava-se como a de menor importância relativa da produção das empresas com mais de 1.000 pessoas ocupadas. Em 2006, esse grupo respondia por praticamente a metade do valor da transformação industrial (50,2%), 27,5% do pessoal ocupado e por 1,7% das unidades locais. Cabe destacar, como exceção, a relevância das maiores empresas na indústria fumageira, setor onde alcançavam 29,7% das unidades locais, 69,8% do pessoal ocupado e 91,0% do valor de transformação.


Em dez anos, Sudeste perde participação na produção das maiores indústrias

Ao longo dos anos, a região Sudeste perdeu participação no valor da transformação industrial nacional das empresas com mais de 1.000 pessoas ocupadas, saindo de 71,6% em 1996, para 68,6% em 2000 e chegando aos 64,4% em 2006. O mesmo ocorreu com a região Sul, ao passar de 15,5% em 1996 para 14,7% em 2006. As demais regiões ganharam participação: Centro-Oeste, de 1,2% em 1996 para 3,3% em 2006; Nordeste, de 7,1% para 11,3%; e Norte, de 4,5% para 6,3%. Sudeste e Sul concentravam 48,1% e 24,0% do total do pessoal ocupado entre as empresas com mais de 1.000 pessoas ocupadas em 2006, percentuais inferiores aos registrados por essas regiões no universo da pesquisa (53,6% e 25,6%). Por outro lado, no Nordeste (18,8%) e Centro-Oeste (5,5%) havia maior participação do pessoal ocupado nessa classe de empresa (12,6%) que no total da indústria (4,6%), provavelmente refletindo uma maior presença de empresas mais intensivas no fator trabalho.

No valor da transformação industrial, as diferenças eram menos marcantes: as empresas com mais de 1.000 pessoas ocupadas nas regiões Sudeste (64,4%), Nordeste (11,3%) e Norte (6,3%) tinham participação próxima ao observado no total da indústria (63,1%, 9,9% e 6,0%, respectivamente).

Nas regiões Centro-Oeste e Norte, onde o parque fabril é formado por um conjunto menor de setores industriais, as empresas com mais de 1.000 pessoas ocupadas “determinavam” o perfil da atividade industrial. No Centro-Oeste, essa classe de empresas estava concentrada na atividade de alimentos e bebidas, com 77,1% do valor da transformação industrial, 78,0% do número de pessoas ocupadas e 59,7% das de unidades locais. Na região Norte, os setores predominantes eram os de indústrias extrativas; material eletrônico e de aparelhos e equipamentos de comunicações; refino de petróleo e produção de álcool; e outros equipamentos de transporte, que concentravam 75,7% do valor da transformação industrial das empresas com mais de 1.000 pessoas ocupadas, 58,1% do pessoal ocupado e 35,6% do número de unidades locais.


56,8% das vendas industriais são gerados pelas empresas de maior porte

Pages: 123

Fotos popular