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Despesas militares voltam ao nível do tempo da guerra fria

06.05.2014
 
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Enquanto a estratégia EUA/OTAN tenha com a crise ucraniana provocado uma confrontação Ocidente/Oriente que leva a Europa de volta a uma situação em muitos aspectos semelhante a do tempo da guerra fria, os dados publicados ontem pela SIPRI confirmam que a despesa militar mundial ( com cálculo líquido inflaçionário para permitir comparação através de diversos períodos) voltou ao nível do tempo da guerra fria; depois de ter diminuido entre 1991 e 1998, ela aumentou a um nível superior aquele do último período da confrontação Ocidente/Oriente.

Por Manlio DinucciTradução Anna Malm* - Correspondente de Pátria Latina na Europa

Os dados, a respeito de 2013, mostram que se gasta no mundo num objetivo militar 3,3 milhões de dólares por minuto, 198 milhões de dólares por hora, quase 4,8 bilhões de dólares por dia, o que equivale a 1747 bilhões de dólares por ano.A despesa militar mundial é na verdade mais elevada do que a calculada pelo SIPRI de quando fazendo a soma dos orçamentos da defesa de vários países: a esses orçamentos se juntam diversas outras despesas de carácter militar, inclusive as que se apresentam dentro de outros capítulos do orçamento desses países.

Nos Estados Unidos, a despesa para as armas nucleares (23 bilhões de dólares anuais) não está inscrita abaixo do Departamento de Defesa, mas abaixo do Departamento de Energia; a despesa dos militares em reforma (cerca de 170 bilhões anuais) está inscrita abaixo do Departamento das Aposentadorias; as despesas para ajudas militares e econômicas a aliados estratégicamente importantes (cerca de 50 bilhões anuais) estão inscritas no orçamento do Departamento do Estado e de alguns outros. No orçamento federal, 97 bilhões anuais são alocados para um "fundo unificado da Defesa, do Departamento do Estado e da USAID", fundo esse destinado para operações além-mar (Overseas contingency operation). Outros 40 bilhões anuais são despendidos para a "segurança da pátria".

Finalmente ainda se tem a despesa secreta dos serviços secretos, onde a única sifra "não classificada" (1,6 bilhões anuais) não é mais que o pico do icebergue. Juntando-se esse, e os outros postos acima mencionados, ao orçamento oficial do Pentágono (640 bilhões em 2013), a despesa militar dos Estados Unidos chega a quase 1 trilhão (1000 bilhões) de dólares anuais.

Isso significa que cerca de um dólar em quatro, do orçamento federal, é despendido com um objetivo militar.Mesmo contando-se sómente com as sifras do SIPRI, as quais dão o total de 640 bilhões de dólares, os Estados Unidos se manteriam claramente a frente da classificação dos 15 países tendo a maior despesa militar do mundo.

Os que seguem os Estados Unidos nessa classificação seriam, como para em 2012, a China e a Rússia, com uma despesa avaliada respectivamente em 188 e 88 bilhões de dólares em 2013. A ordem dessa classificação foi mudada sómente na parte restante da classificação. A Arábia Saudita passou em relação a 2012, do sétimo ao quarto lugar.

Depois dessa vem a França no quinto lugar, a Grã Bretanha no sexto, a Alemanha (que avançou do nono ao sétimo lugar), o Japão, a Índia, a Coréia do Sul, a Itália (com uma despesa avaliada em 32,7 bilhões de dólares em 2013), o Brasil, a Austrália, a Turquia, e os Emirados Árabes Unidos. As despesas desses 15 países representam 80% da despesa militar mundial.Os dados do SIPRI põe em evidência grandes aumentos dos orçamentos militares de vários outros países, especialmente daqueles nos quais os Estados Unidos exercem sua influência. Na Europa do Leste, o orçamento militar da Ucrânia aumentou de 16% em relação a 2012. Na África, em um ano, Gana aumentou seu orçamento de 129%, a Angola de 36% enquanto o Congo (Rep. Dem.) o aumentou de 34%. No Oriente Médio os orçamentos militares do Iraque e Barém aumentaram cerca de 27%.

Na Ásia o orçamento militar do Afeganistão aumentou de 77% em relação a 2012 e o da Fillipina de 17%. Na América do Sul os orçamentos militares do Paraguai e Honduras aumentaram em um ano 33% e 22%, respectivamente.A despesa militar dá impulso a um novo curso de armamentos que, conduzida pelos grandes poderes ocidentais tem um efeito de tracção numa escala mundial. Não se trata aqui dos F-35, sobre os quais se concentram hoje em dia a atenção da mídia, mas de vários outros sistemas de armas, todos também de alto custo, mas pouco conhecidos. A seis meses atrás foi lançado pelos Estados Unidos o super porta-aviões Gerald Ford (o primeiro de uma série),

O navio de guerra mais caro que já se construiu, chegando a 14 bilhões de dólares. Graças a novos tipos de catapultas, os 75 aviões (dos quais o custo deverá juntar-se ao do navio) poderão efetuar mais 25% de ataques, do que os aviões atualmente embarcados no porta-aviões Nimitz. No próximo 4 de julho será lançado na Inglaterra o super porta-aviões HMS Queen Elizabeth, HMS Rainha Elizabete, de 65.000 toneladas (o que significa o triplo da atual classe Invincible - Invencível), o qual será seguido de uma unidade de navios gêmeos, por um custo de 12 bilhões de dólares, mais o custo dos aviões neles embarcados; os F-35, que poderão chegar do hangar ao ponto de decolagem em 60 segundos. Esse porta-aviões, anuncia a Marinha Real, poderá também "do mar projetar o poder aéreo a qualquer momento, e de todos os lugares do mundo, onde quer que isso seja necessário".

O império continua tendo capacidade de ataque.Referências e Notas:Manlio Dinucci, A arte da Guerra, https://www.google.fr/url?q=http://ilmanifesto.it/spesa-militare-numeri-da-guerra-fredda / edição de terça-feira 15 de abril de 2014 de il manifestoCopyright Mondialisation.ca / ilmanifesto.itAnna Malm* - http://artigospoliticos.wordpress.com
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