Pravda.ru

Negόcios

Brasil: Recuo na produção industrial

03.02.2009
 
Pages: 12
Brasil: Recuo na produção industrial

Pesquisa Industrial Mensal Produção Física - d e novembro para dezembro, produção industrial recuou 12,4% - Na série sem ajuste sazonal, houve queda de 14,5% em relação a dezembro de 2007. A produção industrial acumulou 3,1% em 2008, ficando abaixo do crescimento acumulado em 2007 (6,0%).

Na série sem ajuste sazonal, houve queda de 14,5% em relação a dezembro de 2007. A produção industrial acumulou 3,1% em 2008, ficando abaixo do crescimento acumulado em 2007 (6,0%).

Em dezembro de 2008, a produção industrial recuou 12,4% frente a novembro, na série com ajuste sazonal. Foi o terceiro resultado negativo consecutivo nessa comparação, acumulando perda de 19,8% de setembro a dezembro. Em relação a dezembro de 2007, o decréscimo foi de 14,5% contra os –6,4% registrados em novembro. Com isso, o resultado para o fechamento do ano ficou em 3,1%, bem abaixo do resultado acumulado até setembro (6,4%). A produção no último trimestre de 2008 recuou 9,4% na comparação com o período imediatamente anterior e 6,2% em relação ao quarto trimestre de 2007.

A redução de 12,4% observada na passagem de novembro para dezembro de 2008 foi a mais acentuada da série histórica (iniciada em 1991), e levou o patamar de produção ao nível observado em março de 2004. O resultado refletiu o comportamento negativo dos 27 ramos pesquisados, à exceção de celulose e papel (0,4%) e outros equipamentos de transporte (6,7%). O desempenho da indústria de veículos automotores, com queda de 39,7%, foi o principal impacto negativo no índice global, seguido por máquinas e equipamentos (-19,2%), material eletrônico e equipamentos de comunicações (-48,8%), metalurgia básica (-18,3%), borracha e plástico (-20,1%), indústria extrativa (-11,8%) e outros produtos químicos (-9,0%). Esse quadro de queda generalizada foi especialmente marcado pelo movimento de setores mais sensíveis à restrição de crédito e a queda das exportações de commodities.

Ainda em relação ao mês de novembro, a desaceleração da atividade industrial se acentuou em dezembro, como confirmam os índices por categorias de uso, com destaque para bens de consumo duráveis (-20,4% em novembro e –34,3% em dezembro) e bens de capital (-3,9% e –22,2%), cujas quedas foram recordes. Em bens intermediários (-4,0% e -12,1%), o resultado de dezembro foi o menor desde os –13,5% de maio de 1995 e o quinto recuo consecutivo, acumulando perda de 20,6% entre julho e dezembro; e em bens de consumo semi e não duráveis (-1,0% e –4,2%), a taxa de dezembro foi a menor desde os –4,6% de fevereiro de 2005.

Em relação a dezembro de 2007 , o setor industrial recuou 14,5%, menor marca de toda série histórica. Esse quadro evidencia o aprofundamento do ritmo de queda e um alargamento do conjunto de segmentos com taxas negativas, como mostra o índice de difusão: 70% dos 755 produtos investigados apresentaram recuo na produção, nível recorde na série histórica desse indicador, mesmo com a diferença de dois dias úteis a mais em dezembro de 2008 em relação a igual mês de 2007. Nessa comparação, 23 dos 27 ramos pesquisados apresentaram queda com o maior impacto na formação da taxa global vindo de veículos automotores (-49,5%), seguido por material eletrônico e equipamentos de comunicações (-60,3%), outros produtos químicos (-21,8%), metalurgia básica (-24,5%), indústrias extrativas (-21,3%) e borracha e plástico (-31,1%). Vale ressaltar a manutenção de férias coletivas em alguns destes segmentos, particularmente no automobilístico, setor de forte relação intra-industrial.

Ainda na comparação com dezembro de 2007 todas as categorias apresentaram taxas negativas. Bens de consumo duráveis (-42,2%), com queda recorde para o setor, registrou o recuo mais elevado entre as categorias, impactado pelos itens automóveis (-59,1%), celulares (-61,4%) e eletrodomésticos (-17,5%), que igualmente registraram reduções recordes. A produção de bens intermediários (-18,2%) também assinalou a menor marca histórica, apoiada na redução generalizada dos seus subsetores, com as principais pressões negativas vindas dos produtos associados às atividades de metalurgia básica (-24,5%), veículos automotores (-49,4%), indústrias extrativas (-21,4%), outros produtos químicos (-21,5%) e borracha e plástico (-31,9%). Esses números sugerem que os ajustes mais intensos se concentraram justamente em bens de consumo duráveis e intermediários.

A redução assinalada no segmento de bens de capital (-13,1%) foi influenciada, sobretudo, por máquinas e equipamentos para fins industriais (-31,5%) e para uso misto (-35,0%), este pressionado principalmente por itens das áreas de informática e de telefonia celular. O subsetor de bens de capital para transporte (23,3%) manteve sinal positivo, com a produção de aviões respondendo por quase a totalidade do crescimento, mas não impediu que o recuo observado na categoria interrompesse a sequência de vinte e nove meses de expansão. A produção de bens de consumo semi e não duráveis (-1,8%) foi negativa, ainda que tenha ficado bem acima do recuo observado na média da indústria. As principais pressões negativas vieram dos grupamentos de semiduráveis (-12,0%), com reduções em itens dos setores têxtil e calçados; e em outros não-duráveis (-3,4%), com quedas em livros e medicamentos. Por outro lado, o crescimento de 10,3% no subsetor de carburantes, influenciado pelo aumento na produção de álcool, contribuiu para atenuar a queda global do setor.

Pages: 12

Loading. Please wait...

Fotos popular