Os relatórios da ONU sobre a situação na Libéria e Costa de marfim pintam um quadro dramático de sofrimento humano, que afecta dezenas de milhares de pessoas.
O relatório do secretário-geral da ONU sobre a Libéria menciona actividades mercenários e serviços sociais em colapso, enquanto civis deslocados das suas áreas de residência estão apanhados entre as forças armadas da Libéria e as que lutam a favor do LURD (Liberianos Unidos para a Reconciliação e Democracia) que controla 60% do território nacional, de acordo com fontes da ONU.
O relatório elaborado por Kofi Annan, baseado em informações proferidas por ECOWAS (Comunidade Económica para os Estados da África ocidental), o escritório da ONU na Libéria e UNAMSIL (Missão da ONU na Serra Leoa), afirma que é impossível fazer chegar alimentos ás populações internamente deslocadas.
Referindo a situação de segurança grave e volátil, o relatório menciona a urgente necessidade de encontrar uma solução rápida para o conflito na Libéria, cujo efeito nocivo se faz sentir nesta sub-região, que já estava instável.
A ECOWAS recomenda que uma força de manutenção de paz internacional seja enviada à região.
Entretanto, na Costa de Marfim, dezenas de milhares de pessoas estão internamente deslocadas na parte ocidental do país, onde dois grupos novos de rebeldes iniciaram hostilidades em Novembro passado.
Carolyn McAskie, a enviada da ONU para assuntos humanitários para a Costa de Marfim, está especialmente preocupada por relatórios sobre a violação dos direitos humanos nas áreas a volta das vilas de Man e Giuglo.
O Apelo Consolidado Inter-Agências da ONU foi hoje lançado. Porém, num mundo onde se gasta bilhões de USD numa guerra ilegal e onde o respeito pela vida humana está ficando nulo, resta poucas esperanças que este apelo consiga os fundos necessários, o que aliás está a ser a norma noutras regiões da África.
Timothy BANCROFT-HINCHEY PRAVDA.Ru
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