Author`s name Timothy Bancroft-Hinchey

Sul-americana – Peñarol 2 x Barcelona de Guaiaquil 1. Goiás rival dos uruguaios nas oitavas

Uns 40 mil torcedores do Peñarol vestiram as arquibancadas do Estádio Centenario de Montevidéu de jalde-negro e acabaram comemorando a vitória e classificação nas Oitavas da Sul-Americana. O grande destaque da noitada do reencontro dos torcedores com o futebol internacional foi a bate palmas estrondoso que desceu da torcida oferecendo-lhe a despedida ao jogador do Nacional de Montevidéu, Jorge «Orelha» Rodríguez que acabou falecendo sábado retrasado por causa duma batida de carros na orla montevideana. Uma faixa carregada pelos jogadores do Peñarol antes do início do jogo refletiu sua despedida: «Até mais Jorge».

Este último comentário é mais um sintoma que o futebol uruguaio e tomara que a própria cabeça dos torcedores mais «malucos» que são os responsáveis de estragar aquele ambiente familiar que houve ontem, está evoluindo. Sem dúvida que essa marcação foi á partir desse mergulho gostoso que seleção acabou dando nas Semis da África do Sul 2010 e o agir dos 23 jogadores que acabou contribuindo para que isso bem aconchegante acontecesse.

Por incrível que pareça, nessa que vai acabar sendo uma noitada inesquecível para o ambiente do futebol uruguaio, á partir de uma morte, a lembrança de um jogador de 22 anos foi mais forte que tudo e veículo para que no mínimo as camisas do planeta que fazem acontecer a cada edição um clássico ÚNICO com oito Taças do Mundo no gramado, consigam se abraçar no decorrer de um minuto, que nesta oportunidade foi mesmo um minuto sem apitos, barulho, gritaria, piadas nem babaquices. Respeito absoluto que desceu em cachoeira pelo leito dos degraus das arquibancadas e levando em consideração que o painel eletrônico do Estádio Centenario mostrou a foto do Jorge Rodríguez com a CAMISA do NACIONAL e um laço de luto tão grande quanto á foto é extremamente emocionante fazer este comentário para os nossos leitores. Sem sequer sabê-lo, o «Orelha» sacrificou a própria vida para que as maiores torcidas uruguaias ficassem de braços dados no mínimo um minuto.

Quanto ao jogo, quase que fica num degrau por baixo. Embora, confira agora o nosso comentário.

Terça 14 de Setembro de 2010

Estádio Centenario de Montevidéu.

Hora: 19:15 – Temperatura: 9ºC – Lotação: 40 mil.

PEÑAROL: (01) Sebastián Sosa, (03) Gerardo Alcoba, (06) Guillermo Rodríguez, (24) Emiliano Albín, (05) Egídio «Cacha» Arévalo Ríos (capitão), (18) «Pato» Sosa, (10) Alejandro «Portenho» Martinuccio, (13) Matías Aguirregaray, (20) Palacios, (17) Matías Corujo e (09) Diego «Furacão» Alonso.

PLANTÃO: (12) Ernesto Hernández, (08) Antonio «Toni» Pacheco, (04) Alejandro González, (22) Darío Rodríguez, (25) Nicolás Domingos, (19) Jonhatan Ramis e (7) Mejía.

Treinador: Manuel Keosseian.

BARCELONA: (01) Máximo Banguera, (02) Jonathan Montenegro, (05) José Luis Perlaza, (04) Jefferson Hurtado, (11) Giovanni Nazareno, (08) Fernando Hidalgo, (23) Dennis Quiñones, (18) Matías Oyola, (17) Pablo Palacios, (09) Juan Samudio e (15) Ricardo Noir.

PLANTÃO: (25) Daniel Vitteri, (14) Jorge Cevallos, (16) Henry León, (03) Edison Valdiviezo, (07) Mike Rodríguez, (06) Christian Sánchez Prette e (19) Vinicio Angulo.

Treinador Principal: Juan Manuel Llop. Treinador adito: Jorge Gabrich.

Tendo feito o balanço final, tal vez o resultado de empate tivesse sido o mais justo pois até desarrumado, o Barcelona na segunda metade tentou sempre, primeiro o empate 1 x 1 e logo conquistar o segundo gol que acabasse lhe dando a vitória e a classificação nas Oitavas da Sul-Americana.

Temos que levar em consideração que nos mata-matas da Taça Sul-Americana, trata-se de um jogo de 180 minutos e a primeira metade em Guaiaquil foi vitória do Peñarol.

Fora algumas carícias mornas nas grandes áreas, o artilheiro Diego Alonso conseguiu a bola entrando na grande área pela faixa esquerda batendo para o gol mas sem sucesso...a melindrosa saiu quicando pela linha de fundo.

O primeiro grande chute de longa distância saiu da chuteira do argentino Ricardo Noir que fez voar o guardião fluo limão do Peñarol, Sebastián Sosa rumo ao ângulo superior – esquerdo da cidadela jalde-negra dando um toque com a luva por cima do travessão, encaminhando a bola para o escanteio nos 21 minutos da partida.

Quase em paralelo, houve alteração no Barcelona, pulando em campo o Jorge Cevallos (14) na vaga Jonathan Montenegro (02).

Três minutos depois, após uma bola conquistada pelo «Pato» Sosa quase na metade da quadra, encaminhou cruzamento rumo ao atacante canhoto argentino Alejandro Martinuccio que ia subindo pela faixa esquerda e ziguezagueando um zagueiro, colocou bola rasa na área pequena que nem o juvenil Palacios e o veterano centroavante Alonso, alcançaram tocar para furar a rede visitante.

Andando quase a meia-hora de jogo, o argentino Noir ganhou cartão amarelo.

No eixo dos 40 minutos, primeira cabeçada extremamente perigosa do centroavante equatoriano Juan Samudio que foi, foi, foi, quase gol...mas tudo continuou igualzinho.

Mais um minuto e o Dennis Quiñones equatoriano ganhou cartão amarelo, segundo para o time.

Não tinha transcorrido um minuto dessa jogada que o centroavante do Peñarol, Alonso chutou com classe uma cobrança 10 metros fora da grande área que o goleiro Banguera mandou para escanteio por cima.

Quase no apito final do primeiro tempo o conhecido internacional equatoriano José Luis Perlaza fez que o árbitro central careca e brasileiro enfiasse a mão no bolso da camisa bracejando de novo o cartão amarelo para os visitantes.

A segunda metade nasceu com uma alteração no time equatoriano, entrando em campo o Christian Sánchez Prette (06) na vaga do Dennis Quiñones.

Com certeza, o artilheiro jalde-negro, Alonso machucou pois aos 3 minutos, foi substituído pelo Jonhatan Ramis (19).

Tendo andado mais 5 minutos, o goleiro Banguera do Barcelona S. C. que jogou os noventa minutos de chapeuzinho branco, ganha o quarto cartão amarelo para o time equatoriano...

No eixo dos 10 minutos, o goleiro fluo do Peñarol concretiza uma grande defesa mergulhando-se nas chuteiras do atacante rival.

Quase três minutos depois, um dos melhores jogadores da partida, de cabelo riçado, Matías Corujo, vindo do Montevideo Wanderers, entrou driblando rivais pela faixa direita da grande área equatoriana até que fez o cruzamento e o juvenil Palacios chuta provocando uma boa defensa do goleiro Banguera que deu escanteio sem maiores riscos.

O Barcelona tinha começado evoluir com mais força no campo uruguaio na procura da vitória neste jogo e o empate no mata-mata. Isso fez que o treinador do Peñarol, o armênio-uruguaio, Manuel Keosseián «empurrasse» o jogador com mais torcedores na torcida, o Antonio «Toni» Pacheco, ainda com lesão desde o jogo em Guaiaquil que tinha deixado ele fora da partida pelo Torneio Uruguaio perante Mirarar Misiones. Com certeza o Keosseián tentou que o experiente Pacheco segurasse a bola embaixo da chuteira fazendo que o ponteiro do relógio andasse mais rápido.

Quase o empate do Barça equatoriano por conta do centroavante Juan Samudio que curvou-se na marcação do pênalti e a bola saiu «esticando as mãos» tentando segurar a coluna direita do Sebastián Sosa e dar uma de espião embaixo das malhas uruguaias.

O azar ficou do lado do Peñarol.

Ainda com o sufoco dos torcedores do Peñarol pela cabeçada do Samudio, mais uma vez o Matías Corujo sobe pela faixa direita do ataque, entrando na grande área e ziguezagueando rivais, acaba concretizando o cruzamento para o epicentro da área para que o Jonathan Ramis, tocasse a bola com a chuteira dando a primeira alegria á torcida do Peñarol. O mata-mata assemelhava encerrado.

O «Pato» Sosa, mais uma vez «homenzarrão» em campo, do jeito que os torcedores do Peñarol gostam, acabou ganhando primeiro cartão amarelo do time perto da meia-hora.

Agora sim, ultrapassando apenas as meia-hora, o único jogador titular da «celeste» na África do Sul 2010, Egídio «Cacha» Arévalo Ríos, rouba uma bola apenas fora da grande área uruguaia para começar correr muito rápido fazendo tabelinhas com o Pacheco e Ramis até o último cruzamento na grande área do Banguera que atinge o Toni Pacheco entrando pela faixa direita e chutando por cima do travessão. O Peñarol poderia ter encerrado mesmo o jogo e o mata-mata.

33 minutos e mais uma alteração equatoriana. O conhecido treinador argentino Juan Manuel Llop, manda no relvado o Vinicio Angulo (19) pelo Jorge Cevallos (14) e aos poucos, um chute parabólico de longa distância vindo da chuteira do Ricardo Noir da faixa esquerda do ataque do Barcelona, encontra o goleiro do Peñarol, segurando a bola com as duas mãos sem problemas apenas fora da linha de fundo «embaixo do travessão» e regride tanto assim que leva a bola ultrapassar a «terrível» linha de fundo e sob reclamo dos jogadores equatorianos, o segundo bandeirinha brasileiro começou correr pela faixa lateral rumo á linha que divide as duas metades. Gol do Barcelona, até justo pelo esforço feito.

39´ 40” uma grandíssima defesa do goleiro do Peñarol que encaminhou a bola para o escanteio mais uma vez por cima do travessão, após cabeçada extremamente difícil.

Peñarol regride em campo, pois o ex zagueiro internacional uruguaio, Darío Rodríguez (22) mergulha no gramado na vaga do Matías Corujo, que foi peça importante.

O quarto árbitro, arvorou o painel eletrônico com mais três minutos de tempo suplementar. O primeiro desses três minutos fez que o Matías Aguirregaray logo tentar segurar a bola no ângulo dum dos escanteios, ganhou cartão vermelho.

Quase no final, o Jonhatan Ramis sobe como se fosse falcão pela faixa esquerda e o brasileiro apita pênalti e joga mais um amarelo para o zagueiro Jefferson Hurtado.

O Antonio Pacheco, do jeito que sempre acontece quando o Peñarol tem cobrança de pênalti, chuta do lado direito do goleiro Banguera que mergulha para a outra beira.

Sofrendo bem mais do que os torcedores tivessem acreditado antes do início do jogo, Peñarol venceu o Barcelona de Guaiaquil 2 x 1 e agora vai se topar perante o Goiás Esporte Clube em Outubro, Quarta 6 em Goiânia e Quarta 20 no Estádio Centenario, com certeza desta vez lotado.

O PRAVDA agracece a gestão dos senhores Ruben González e Gonzalo Massa, responsáveis pela distribuição dos ingressos para a imprensa internacional cadastrada por ter contribuído com a TV SENADO do Brasil que no início tinha pensado assistir ao jogo com as camarinhas para montar um clipe da história do Estádio Centenerio num dia de festa futebolística.

Também para o Sr. Daniel Ríos – Imprensa do Peñarol que tentou tudo para que a tal matéria da TV SENADO desse certinho.

Os Direitos Reservados da Sul-Americana são da FOX SPORT e não tendo tempo para concretizar contato com essa empresa tentando que a TV SENADO tirasse imagens das arquibancadas, vestiários e como parte do ambiente, de alguns clipes do jogo, decidiram deixar essa montagem da matéria do Estádio Centenario para sua próxima vinda em Outubro, desta vez sem jogo. É bom salientar que não foi responsabilidade da FOX que nem soube deste assunto.

O PRAVDA compartilhou um bate papo interessante antes do início do jogo com o Gerente de MKT do Barcelona S. C., Sr. Enrique Avellán.

Na hora de salientar, os parabéns para o repórter do Canal 6 e Equador, duma cidade distante apenas 45 km de Guaiaquil pois acabou surpreendendo-me pela grandíssima fluência na hora de enfiar os microfone e as perguntas para os alvos das reportagens. Apenas 17, e junto com o pai na camarinha e o irmãozinho de 11 anos como testemunha, visitaram o vestiário do Barcelona após o final da partida.

Valeu Víctor Josue !!!

Fotos: - Matías Corujo – Pato Sosa

Gustavo Espiñeira

Correspondente PRAVDA.ru

Montevidéu – Uruguai