Author`s name Timothy Bancroft-Hinchey

Garotas da paraíba campeãs

Só pra começar, este correspondente agradece á Escola de Samba Salgueiro do Rio de Janeiro por ter feito uma das músicas mais lindas e lembradas do Brasil para o mundo, de Hontem, hoje e amanhã, que acabou escorregando só um pouquinho e “intitulando” esta matéria.

É uma dessas músicas que nem só andou pela Sapucaí naquele ano, sinão que continua sendo das preferidas dos tenores de banheiro e daqueles que são carimbados de malucos por ter o privilégio de lembrar a letra e cantá-la calcorreando pelas ruas das cidades do país que for pois não é propriedade da Salgueiro só, sinão Património Artístico da Humanidade.

Tivemos o raro privilégio de conhecer o Ricardo Prado numa das Salas de Conferências do Hotel Sheraton Four Points de Montevidéu, na qual aconteceu a Reunião de Abertura do Sul-Americano Cadete Sub-17 quase no finalzinho do 2006, acabando com a vitória brasileira dos treinados por César Guidetti numa final inesquecível perante Argentina com vantagem de dois pontos para a verde-amarela.

Assim que acabaram os discursos dos palestrantes da Consubasket como o Carmelo Cortés (Venezuela), Eduardo Dagnino (Peru) e o Dr.. Ney Castillo (Uruguai) do Comité Organizador do Torneio, começamos confraternizar com os representantes brasileiros, Ricardo Prado, paraibano ele e Presidente da Delegação, e o Supervisor de todas as Seleções além de Treinador da Principal, Aloíso “Lula” Ferreira, que juntos vistoriavam que tudo esteja dando certo para o Brasil no plano da organização do torneio do jeito que só os brasileiros conseguem fazê-lo.

Ricardo e Lula foram os únicos nessa reunião montada para delegações e imprensa que vestiam seus macacões monstrando com orgulho o país que estavam representando.

Os seus foram da cor cinza com a palavra BRASIL no peito ou nas costas, tanto faz.

Nosso primeiro encontro continuou logo após uma hora na “churrascaria” da concentração do Defensor Sporting Club, do lado da arquibancada preferencial do Estádio Luis Franzini, propriedade do clube que ficou fora da Taça Libertadores 2007 perante o Grêmio porto-alegrense nas quartas no Estádio Olímpico.

Foi então que os três acabaramos compartilhamos uma mesa e um bate-papo descontraido com o delegado argentino até que uma picanha saborosa que decolou da grelha fez pouso acima dos Ó VNIS de argamassa branca que já tinham feito pouso nessa nossa mesa.

Estava nascendo um relacionamento ótimo que ia continuar no decorrer do Sul-Americano até hoje com intercâmbio de emeios permanentes que aprimoram-no a cada dia.

Num dos entretempos das partidas do Sul, sendo apenas um correspondente dum jornal (mesmo que dos famosos do mundo), receberamos do Ricardo o “pin” oficial da Confederação Brasileira de Basquete como presente que fica conosco numa gaveta das pequenas-grandes lembranças que o esporte vai oferecendo-nos.

Da para fechar os olhos e se lembrar do capitão brasileiro arvorando o caneco do Sul-Americano no Ginásio Antonio María Borderes do clube Atenas sendo que o delegado dessa seleção foi o Ricardo Prado.

Alguns meses depois houve algumas mudanças.

O “garotos verde-amarelos” campeões na cidade de Montevidéu pelas “garotas paraibanas” comemorando com epicínios o sucesso dos Torneios ganhos em Campina Grande e Recife nos últimos dias, mas o talismã foi o mesmo, o Ricardo Prado, aquele homem magrinho que nem palito e bigode pequenininho com estilo de agir extremamente simples.

Do lado do Pravda, tinhamos “assinado” o compromisso com o Ricardo que iamos divulgar eventos destaque da Federação Paraibana de Basquete e da CBB, fora tudo quanto o Ricardo seja parte duma engrenagem de sucessos pois trata-se dum cara legal.

Hoje por causa destas Campeãs, a matéria ganha seu espaço no jornal.

Num ida e volta com o Ricardo Prado, o Pravda conseguiu montar esta matéria em homenagem do basquete feminino da Paraiba.

Por enquanto as garotas paraibanas fizeram que os torcedores do basquete e a população toda desse Estado esteja feliz por causa do sucesso inédito nesta região.

Desde Recife boas notícias para a Paraiba!!

Acabou de encerrar com sucesso para as paraibanas o 31º. Campeonato Brasileiro de Base – Grupo 2 – 1ª. Divisão na Categoría juvenil femenino como o mesmo time que a faz duas semanas venceu o infanto-juvenil em Campina Grande.

Após ter perdido na estréia para o Rio Grande do Norte ( 49x36 ), a equipe paraibana começou andar acima dos trilhos ganhando as últimas quatro partidas em cachoeira vencendo a Bahia (66x39), Ceará (56x53), Pernambuco (71x65) e Alagoas (72x51) monstrando muita garra e dando um jeito perantes rivais “idosas” pois tratava-se dum torneio Juvenil e as representantes da Paraiba foram na grande maioria infanto-juvenil.

Fato histórico para a Federação que nunca tinha sentido o gosto da Divisão Especial e agora num abrir e fechar de olhos leva dois canecos para casa, infanto-juvenil e juvenil.

En Recife a classifacação final do torneio na categoría juvenil foi a seguinte:

PARAIBA CAMPEÃ, Ceará Vice, Pernambuco levou o bronze, Rio Grande do Norte, Alagoas e Bahia completaram a tabela.

Regredindo duas semanas e de olho na categoría infanto-juvenil com sede em Campina Grande, mesmo que não acredite a PARAIBA mais uma vez CAMPEÃ, Ceará levou a prata, Rio Grande do Norte no terceiro degrau do pódio, seguindo logo Alagoas, Bahia e Piaui.

Estes triunfos conseguem que os times campeões após das comemorações, com muitos ou poucos foguetes, acreditem nas suas possibilidades e fiquem com vontade de começar os treinos para mais um torneio assim que passaram algumas horas de ter arvorado o caneco.

Na maioria dos casos os grandes sucesos sustentam-se á partir duma pirámide perfecta que envolve jogadores dentro da quadra e fora dela.

Também e verdade que nestas categorias de base é fundamental salientar o esforço daqueles que perderam e aplaudir os vencedores pois são aqueles que estão precisando o apoio sempre, trata-se duma fase da vida com muitos sobe e desce!!

É por isso, que agora vem uma descrição dos verdadeiros destaques desta turma de sucessos inéditos para o basquete paraibano.

Pega caneta amigo leitor…talvez veja alguma destas garotas com a verde-amarela sendo as caçulas da turma nos Jogos Olímpicos Londres 2012.

O que mais gosta a torcida na arquibancada ?…os arremessos de três pontos, né ?

A Paraiba tem duas mocinhas encarregadas de furar as redes de fora os 6,25 metros.

A Emanuella Freitas como armadora mostrando técnica enxuta além da Jessica Lobo jogando encostada nos laterais.

Está precisando de garra ?

Temos o “time” das Oliveira !!

A Debora embaixo da argola horizontal…uma sugestão ? Fica longe !!

A Bianca, mais uma pra ficar longe embaixo do cristal…liderança é fundamental ?

Foi, foi, foi ela, lider e tanto !!!

E no final a Sarah, desde os laterais, trasmite mesmo !!

A Bruna Souza, que não é Oliveira mas melhor pegar o ônibus longe do garrafão…ela mora lá perto.

Agora é a hora H, da Helena Bastos mais uma que anda pela zona quente do basquete com sucesso tendo apenas 14 anos, a grande revelação da turma.

Natalie Lola, ela mora nos “subúrbios” da quadra mas trabalha no garrafão, sempre da um jeito.

A Elvira Macedo, na hora que percebeu que a bola está nas suas mãozinhas, ela sumiu, acabou de colocá-la dentro da argola, percebeu ? Infiltra-se ótimo.

Caso quiser levar algumas carícias dessas desconfortáveis dentro da quadra ou na pior hipótese sentir alguém expelindo ar quente por perto, pode ligar para o celular da Jessica Freire, ela está dando aulas. Marcação fica por conta da Jessica.

Administrar a bola é fundamental no basquete mas caso tiver uma jogadora só na cabeça o time poderia ter problemas. Na hora das estratégias, plenejando tudo temos três destaques.

As armadoras campeãs são…Confira conosco !!!

A Natalia Pinto, jovem revelação e técnica apurada.

A Mariana Dias arremessa muito bem além duma é ótima marcadora.

Agora é a vez da Erica Prado, determinada táticamente e excelente nos arremessos.

As “matusalêmicas” da turma são duas J.

Juliette Urtiga, ala com asas pois tem muita velocidade e boa técnica.

Jessica Louise, ala-pivô, com aplicação técnica e tática. Fica sempre na hora certa, no lugar certo, como o Pravda.

A Jessica Milk, é boa na quadra, tanto quanto o leite para o recém-nascido.

O basquete paraibano femenino é TRI no Brasil quanto a categoría de base se refer.

Além do título juvenil e infanto-juvenil, também segurou o caneco nos Jogos Escolares, que com certeza não é privilégio de muitos.

A grande ascensão veio de mãos dadas com tudo aquelo que planejou o Professor Adriano Lucena, que trabalhou nos EUA tendo dirigido seleções universitárias brasileiras sendo que no ano passado estagiou na seleção brasileira juvenil feminina.

Ele acreditou no potencial das atletas paraibanas, aliás com atletas bem fundamentados as conquistas são mais fáceis.

O Adriano Lucero agora é professor do Colégio das Lourdinas e Marista Pio X.

Neste instante é impossível esquecer o Prof. Jean Pieri , dos Colégios Geo Sul e CNEC que tem vasta experiência no basquete pois já foi treinador da equipe adulta campeã de Cabo Branco na antita Copa Brasil da região nordeste.

É bom salientar o excelente trabalho feito pela Professora Elisangela Toledo, nas Lourdinas, Meta e Marista Pio X, principalmente nas categorias de base.

A Elvira Lucia foi chefe de delegação desta última turma vitoriosa.

Desde o início o trabalho para conquistar o sucesso foi planejado pelo Prof. Luiz Roberto ( Beco ) como diretor de seleções e a comissão técnica das seleções femininas, mas fica claro que o trabalho envolve a diretoria toda.

Para conseguir o alvo temos tido apenas a colaboração da Confederação Brasileira, dos técnicos com abnegação extrema, dos atletas que dedicam-se duma forma incrível, de alguns colégios e clubes como a irmã Sueli, diretora das Lourdinas o Cabo Branco que cedem as instalações para os treinamentos.

Os pais dos atletas acreditam cegamente em nossa proposta de aprimoramento, confiando-nos seus filhos para treinamentos ou viagens.

O projeto Bolsa Atleta é uma ajuda mas atinge apenas 5 casos com uns 360 reais cada.

Porém, dividimos com os professores procurando o beneficiamento de uns 40 atletas e aqueles mais carentes tenham tenha passagem, lanche e possan comprar um tenis adecuado.

Na parte técnica, como membro da diretoria de seleções temos o Prof. Rogério Batista que nos últimos dois anos montou campeonatos com mais de 60 times e no eixo dos 400 jogos por ano melhorando a qualidade dos atletas e treinando e jogando de março a dezembro.

Continua a fase de reciclagem dos professores nas Clínicas Técnicas e de Arbitragem que são proporcionadas pela CBB, atraves do grande apoio de seu presidente Gerasime Nicolas o Grego.

Com o Sebastião Júnior como árbitro paraibano apitando na Liga Nacional do ano passado, a arbitragem do Estado é considerado das melhores do Nordeste.

Com a Lei do Incentivo Fiscal é objetivo fundamental ter o Centro de Treinamento que vai refletir para bem.

No caso do Ricardo Prado, a atividade e os sucesos envolvem a familia toda pois sua filha Erica e aluna do Colégio Lourdinas, sendo integrante do time e da seleção onde obtuve os três títulos nacionais.

Sua esposa Elvira acompanha as delegações femininas, cuidando de tudo, remédios, alimentação e orientando-as nos estudos.

Tudo isso é parte de nosso alvo que está querendo o basquete paraibano brilhando no cenário nacional.

Correspondente Pravda.ru

Gustavo Espiñeira

Montevidéu – Uruguay

Domingo 1 de julio de 2007