Author`s name Timothy Bancroft-Hinchey

Brasil: Rendas e receita a subir

Pesquisa Mensal de Comércio – Fonte IBGE Base: Setembro de 2007 - Em setembro, volume de vendas do comércio cresceu 1,4% e receita subiu 1,7%. Em relação ao mês anterior, f oi o nono crescimento consecutivo. No trimestre, o volume de vendas cresceu 9,3%, pouco menos que no trimestre anterior (9,9%).

Em relação ao mês anterior, f oi o nono crescimento consecutivo. No trimestre, o volume de vendas cresceu 9,3%, pouco menos que no trimestre anterior (9,9%). Em relação a setembro de 2006, as vendas cresceram 8,5%, e suas taxas acumuladas subiram 9,6% (ano) e 8,9% (12 meses). As mesmas taxas, para a receita nominal, foram de 12,2%, de 11,2% e 10,0%, respectivamente

Em setembro, o Comércio Varejista do País teve mais um resultado positivo: em relação a agosto, o volume de vendas cresceu 1,4%, e a receita nominal 1,7%. Foi a nona alta consecutiva na comparação com o mês anterior, na série com ajuste sazonal. Nesses nove meses, o volume e a receita acumularam 8,5% e 12,2%, respectivamente. Nas demais comparações, o volume de vendas cresceu 8,5% sobre setembro de 2006; 9,6% no acumulado janeiro-setembro sobre igual período de 2006 e 8,9% no acumulado dos últimos 12 meses. Nas mesmas relações, a receita nominal cresceu 12,2%, de 11,2% e de 10,0%, respectivamente.

Das cinco atividades ajustadas sazonalmente, duas cresceram em relação a setembro: Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com variações 3,0% e 3,4% respectivamente para o volume e receita nominal vendas, e Móveis e eletrodomésticos (0,1% e 1,2%). Houve quedas em Combustíveis e lubrificantes (-0,4% e -1,2%); Tecidos, vestuário e calçados (-2,1% e -0,4%); e Veículos, motos, partes e peças (-1,1% e -0,1%) (Tabela 1). O segmento com a maior expansão no ano foi Móveis e eletrodomésticos (20,1% no volume e 21,0% na receita), seguindo por Veículos e motos, peças e partes (15,8% e 20,5%); Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (7,5% e 15,9%); Tecidos, vestuário e calçados (6,4% e 9,8%); e Combustíveis e lubrificantes (1,9% e 1,3%).

Em relação a setembro de 2006, todas as atividades do varejo tiveram altas no volume de vendas, cujas taxas, por ordem de importância no resultado global, foram: 6,2% para Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo; 12,7% em Móveis e eletrodomésticos; 20,0% para Outros artigos de uso pessoal e doméstico; 6,9% em Tecidos, vestuário e calçados; 9,4% para Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos; 4,0% em Combustíveis e lubrificantes; 30,4% para Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação; e 4,8 % para Livros, jornais, revistas e papelaria .

RESULTADOS SETORIAIS

O segmento de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, mesmo registrando resultado abaixo da média (6,2% no volume de vendas em setembro com relação a igual mês do ano anterior), foi responsável pela principal contribuição (37%) da taxa global do varejo. Em termos acumulados, a atividade apresenta crescimento de 6,6% e 6,8% no ano e nos últimos 12 meses, respectivamente. Este desempenho reflete o aumento do poder de compra da população e a expansão do crédito, principalmente no que diz respeito ao uso de cartões de crédito patrocinados pelas próprias redes do ramo.

A atividade de Móveis e eletrodomésticos, com variação de 12,7% no volume de vendas em relação a setembro do ano passado, proporcionou o segundo maior impacto no desempenho do varejo, sendo responsável por 22% da sua magnitude. termos acumulados, o segmento cresceu 16,3% no ano , sobre igual período de 2006, e 15,0% nos últimos 12 meses. Este resultado, superior à média do setor, deve-se à expansão do crédito; redução de preços e à melhoria da massa de salários da população ocupada.

O volume de vendas da atividade de Outros artigos de uso pessoal e doméstico, terceiro maior impacto sobre o varejo, cresceu 20,0% em relação a setembro de 2006, respondendo por 17% da taxa geral. Englobando lojas de departamentos, ótica, joalheira, artigos esportivos, brinquedos etc., esta atividade vem sendo influenciada pela melhoria do quadro econômico. No ano e nos últimos 12 meses, a atividade acumulou taxas de 23,4% e 22,1%, respectivamente e, em 2007, segue com o segundo maior crescimento em volume de vendas.

A quarta maior contribuição para o resultado do varejo, em setembro, coube ao segmento de Tecidos, vestuário e calçados, cujo volume de vendas cresceu 6,9% com relação a igual mês do ano anterior. Esta taxa de desempenho, no entanto, ficou abaixo da média do varejo , ao contrário de agosto , quando o crescimento atingiu 13,0%, motivado pela comemoração do Dias dos Pais e pela entrada no mercado da coleção primavera-verão. Em termos acumulados, a atividade registrou patamares de variação de 10,1% para os primeiros nove meses de 2007, em relação ao mesmo período de 2006; e em 7,6% para os últimos 12 meses.

A atividade de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, com a quinta maiorparticipação na taxa do varejo, cresceu 9,4% na comparação com setembro de 2006, e taxas acumuladas de 8,1% no ano e de 6,8% nos últimos 12 meses. A expansão da massa de salários e a diversificação do mix de produtos comercializados são os principais fatores explicativos do desempenho positivo do segmento.

A sexta maior contribuição sobre o volume de vendas do varejo veio de Combustíveis e lubrificantes, que com 4,0% em relação a setembro de 2006, teve sua nona taxa mensal consecutiva de crescimento, depois de dois anos de resultados negativos, e acumulou taxas de 5,0% no ano e 2,5% nos últimos 12 meses. Este comportamento pode ser atribuído à queda de preços dos combustíveis (-4,0% nos últimos 12 meses, segundo o IPCA), conjugada à melhoria das condições econômicas do País.

O segmento de Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação foi a atividade com o maior patamar de crescimento, no ano, exerceu o sétimo maior impacto sobre o varejo e seu volume de vendas cresceu 30,4% sobre igual mês de 2006. Os acumulados no ano e em 12 meses foram, respectivamente, de 25,9% e de 24,3%. Tal desempenho deve-se à redução de preços, às facilidades de financiamento e à crescente inserção dos produtos de informática e comunicação no hábito de consumo das famílias.

A atividade de Livros, jornais, revistas e papelaria foi, de novo, a menor influência sobre o varejo, com aumento no volume de vendas de 4,8% sobre setembro de 2006. As taxas no acumulado do ano e no dos últimos 12 meses foram de 7,1% e de 5,1%, respectivamente.

Para o Comércio varejista ampliado ( varejo mais as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção) , em relação a igual mês de 2006, o volume de vendas cresceu 11,9% e a receita 15,0%. Nos acumulados do ano e dos últimos 12 meses, respectivamente, o setor cresceu 13,6% e 12,2% em volume de vendas e 14,4% e 12,8% em receita nominal.

O volume de vendas de Veículos, motos, partes e peças cresceu 19,8% em relação a agosto de 2006, acumulando 22,9% no ano e 20,2% nos últimos doze meses. Tais resultados refletem a queda dos juros e o aumento de prazos de financiamento. Já as variações de Material de construção foram de 9,1% em relação a setembro de 2006, de 9,6% no ano e de 9,1% nos últimos 12 meses, devido às condições favoráveis da economia e aos incentivos oficiais à construção civil.

RESULTADOS REGIONAIS

Em relação a setembro de 2006, houve quedas em quatro estados: Roraima (-12,2%); Rondônia (-8,6%); Acre (-6,5%); e Piauí (-2,2%). As maiores altas foram em Alagoas (16,5%); Mato Grosso do Sul (14,7%); Mato Grosso (13,4%); São Paulo (13,1%) e Maranhão (12,2%). As maiores participações na taxa do varejo foram São Paulo (13,1%); Rio de Janeiro (3,9%); Minas Gerais (4,2%); Bahia (9,1%); e Paraná (6,2%).

Em relação ao varejo ampliado, os maiores volumes de vendas foram em Mato Grosso do Sul (22,7%); Tocantins (22,4%); Amapá (21,1%); Alagoas (18,7%); e Maranhão (17,7%), e os maiores impactos na taxa global foram em São Paulo (13,6%); Paraná (15,0%); MG (8,5%); RJ (6,6%); e Santa Catarina (15,1%).

Em relação ao mês anterior, com ajuste sazonal, o volume de vendas cresceu em 22 estados e caiu em cinco, sendo os principais acréscimos no Maranhão (5,7%); Alagoas (3,5%); Piauí (2,7%); Amapá (2,4%); e no Rio Grande do Sul (2,2%). Já as maiores quedas se estabeleceram em Sergipe (-1,3%) e Mato Grosso (-0,8%).

Na comparação trimestral, varejo tem leve desaceleração

Desacelerou-se levemente o crescimento do volume de vendas, na passagem do segundo para o terceiro trimestre do ano, tanto no Varejo (de 9,9% para 9,3%), quanto no Comércio varejista ampliado ( de 15,4% para 13,5%).

Das dez atividades pesquisadas, seis revelaram perda de ritmo de crescimento no terceiro trimestre do ano: Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios bebidas e fumo (de 6,8% de variação no segundo trimestre para 5,7% no terceiro); Combustíveis e lubrificantes (de 6,1% para 4,3%); Tecidos, vestuário e calçados (de 12,6% para 10,1%); Outros artigos de uso pessoal e doméstico (de 25,6% para 22,8%); Veículos e motos, partes e peças (de 28,5% para 22,9%), e Material de construção (de 13,2% para 9,4%).

Com aumentos no ritmo de crescimento do volume de vendas, figuram Móveis e eletrodomésticos, com 13,0% de variação no segundo trimestre e 16,0% no terceiro; Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (de 8,7% para 10,1%); Equipamentos e material de escritório, informática e comunicação (de 23,4% para 33,2%); e L ivros, jornais, revistas e papelaria (de 7,9% para 8,8%).

Ricardo Bergamini
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