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Tomás Hirsch lança livro na UFRJ

23.06.2008
 
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Tomás Hirsch lança livro na UFRJ

De 27 de junho a 01 de julho, Rio e São Paulo recebem a visita de Tomás Hirsch, candidato a presidência do Chile e porta-voz do humanismo para a América Latina. Na foto ele aparece com Noam Chomsky, considerado um dos maiores intelectuais do século XX.

Texto de Rubens Turci


Após ter lançado o seu livro pelas Américas e Europa, agora é a vez do Brasil receber "O Fim da Pré-História". O prefácio da edição em espanhol foi escrito por ninguém menos que Evo Morales, Presidente da Bolívia. O autor estará autografando "O Fim da Pré-História" (prefácio de Jõao Pedro Stédile), livro obrigatório para os ativistas socioambientais interessados em compreender o momento político atual da América Latina, na terça-feira, dia 01 de julho, a partir das 15h00, na UFRJ, no SALÃO NOBRE DO CENTRO CULTURAL HORÁCIO MACEDO, localizado em frente ao Bloco A do Centro de Tecnologia, no Fundão


O título é uma referência direta a "O Fim da História", de Francis Fukuyama, texto que Tomás Hirsch alfineta. Segundo Tomás Hirsch, o próximo capítulo da história da humanidade nos levará a compreender a via da não-violência como o caminho libertário que porá um fim à pré-história caracterizada pela violência em todas as formas.

Destaques da visita no eixo Rio-São Paulo


Dentre as diversas atividades agendadas para essa visita, destacamos a participação no debate "O Papel das Esquerdas no Momento Atual da América Latina", a ser realizado nesta sexta-feira, dia 27 de junho, a partir das 15h no SALÃO NOBRE DO INSTITUTO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS SOCIAIS (Largo de São Francisco de Paula, n. 1, no centro do Rio), gentilmente cedido pela diretora, Profa. Jessie Jane, a pedido do Prof. Franklin Trein, do Programa de Pós-Graduação em Filosofia Política


Destaque também para a participação de Tomás Hirsch na "Homenagem a Salvador Allende", em São Paulo, na segunda-feira, dia 30 de Junho, às 19h, no Auditório do Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo, na Rua Genebra, 25, Anhangabaú. O evento contará ainda com a presença dos seguintes palestrantes: Aldo Rebelo, João Pedro Stédile e Ivan Valente. Na ocasião, Tomás Hirsch estará também lançando o seu livro para o público paulista. Maiores informações no site www.centenarioallende.org.


Candidato da coligação "Juntos Podemos"


Tomás Hirsch concorreu à presidência do Chile duas vezes: a primeira em 1999 e a segunda em 2005, pela coligação de esquerda "Juntos Podemos". Agora candidato pela terceira vez, Tomás Hirsch confirma a trajetória impressionante de alguém que ressurge mais forte após a derrota. Pouco após as eleições, iniciara um longo ciclo de viagens pela América Latina e Europa, denunciando a violência estrutural existente na América Latina, sob a forma da concentração de renda e da exclusão social e étnica, com os povos nativos sendo cada vez mais ameaçados de perderem as suas terras.


O vídeo disponível aqui registra os principais momentos do giro de Tomás Hirsch pela América Latina em 2006: Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Honduras, México, Panamá e Paraguai. Por essa ocasião, na qualidade de membro da Internacional Humanista, ajuda na formação da Regional Latinoamericana de Partidos Humanistas e de Organizações Sociais.


Esteve em São Paulo em julho de 2006, quando se reuniu com autoridades governamentais, lideranças do PCB e representantes dos humanistas. Nesse mesmo mês ainda participou, no Rio, do "Forum Brasileiro: Rumo à Nação Humana Latinoamericana".


De acordo com as suas idéias, a construção de uma democracia real depende não apenas do sistema eleitoral e instituições como o Congresso, mas principalmente de iniciativas populares onde cada indivíduo se torne um protagonista dentro do processo social. Isso implicaria criar, de imediato, mecanismos para o desenvolvimento do midiativismo e da redistribuição da riqueza, um pouco no sentido pretendido também por Evo Morales.


Considerando as suas preocupações com o meio ambiente, com os povos indígenas e também com a condição das mulheres, Tomás Hirsch não pode ser considerado de esquerda no sentido tradicional do termo. Ele se alinha com aqueles que estão sincronizando a experiência no mundo exterior com a interior, mais psicológica, para, a partir daí, construir novos caminhos.
Num sentido abrangente do termo "humanismo", tanto quanto Tomás Hirsch, como também outros governos da América Latina, estariam em busca dessa via humanista - os governos de Equador, Bolívia, Venezuela e Paraguai, por exemplo. O que Tomás Hirsch nos ajuda a compreender é que a expressão "humanista" agora define um novo tipo de esquerda, não necessariamente marxista, conforme se dá com Evo Morales, por exemplo, para quem o termo "humanista" se liga à essa vontade política de integração latino-americana.


Descendente de judeus-alemães, Tomás Hirsch, 50 anos, participa do movimento humanista desde a sua juventude, quando se interessou pela obra do escritor Silo, espécie de patrono do Partido Humanista.

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