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PSDB : O PT é o bicho

26.02.2004 | Fonte de informações:

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O que mais preocupa o Governo - e por que não dizer o País - nesse caso do escândalo do assessor Waldomiro Diniz é o chamado de tráfico de influência, o famoso 'sabe com quem está falando?'. No jornal O Estado de S. Paulo de hoje, matéria na página 6-B retrata bem a dimensão desse problema. A matéria registra uma frase do deputado Antonio Carlos Biscaia, do PT, onde ele afirma: "disseram que quem quisesse falar com o Dirceu, tinha de falar com o Waldomiro. Não gostei. Respondi que tenho princípios".

Se ficar o bicho come

Mesmo com o Presidente do PT, José Genoíno, insistindo em tapar o sol com a peneira ao afirmar que Waldomiro não é do PT e já foi demitido do Governo, a coisa não pode ser vista assim. Primeiro, há que se esclarecer até onde vai essa intimidade, e autoridade, permitida pelo Ministro Dirceu a um assessor tipo biombo de suas causas. Se a ele foi dado tanto poder, qual o volume de informações os dois juntos não devem reunir?

Bicho, esse é o nome do jogo

O advogado do sr. Waldomiro, pelo que a mídia publica hoje, inocenta os garotinhos Anthony e Rosinha, mas não livra a cara de Geraldo Magela, candidato que o Presidente Lula disse querer ver no comando do Governo de Brasília, em cerimônia pública. Magela, que com pose de vestal se diz prejudicado pelas fraudes das eleições no DF, nega que tenha recebido dinheiro do bicho, mas não sabe explicar se alguém na campanha dele viu esse dinheiro chegar. Quem diria, o PT tendo quem explicar onde está o dinheiro.

Social vai mal e a cultura também

Isso tem cheiro de escândalo, mas para o Planalto até que não. Se o Governo já não vai lá bem das pernas na área social, no setor cultural a coisa não é muito diferente. Como explicar o corte de R$ 21,5 milhões para construir centros de arte em áreas pobres? A idéia da construção dos centros partiu de amigos do Ministro Gilberto Gil, mas a assessoria jurídica do Ministério viu irregularidades e vetou a verba. Ha uma penumbra no ar, uma investigação em curso e o meio cultural curioso para ver no que vai dar. Para que surgisse o veto, sob a alegação de houve erros, esses erros têm que aparecer. O mínimo que se espera é que o Ministro Gilberto Gil venha a público e conte de fato o que aconteceu.

Aniversário inesquecível

Na sexta-feira 13 (o numero do PT), dia da festa dos 24 anos do partido, o sr. Waldomiro Diniz deu o presente que muitos não queriam receber. Trouxe à tona coisas que, até anos atrás, seriam inconcebíveis se cogitar ou admitir. O tão puro e purificado Partido dos Trabalhadores envolvido com falcatruas, corrupção, propinas e tráfico de influências? Absurdo, isso jamais fez parte da história desse partido, um exemplo de filosofia e prática partidária a serviço da Nação.

Pois é, trabalhando por debaixo dos panos, nas barbas do Palácio do Planalto, o sr. Waldomiro, réu confesso de um crime contra o próprio patrimônio, desvirginou a casta e imaculada figura do Partido dos Trabalhadores. Um presente que pelos próximos 24 anos o PT não esquecerá.

Na ante-sala do poder

Experiente em lidar com as causas públicas e corajosa o suficiente para prender bandidos de colarinho branco, a Deputada e Juíza Denise Frossard (PSDB), disse na sexta-feira uma frase que está incomodando os mais próximos à crise e aos moralistas de plantão: o crime organizado chegou a ante-sala do Presidente da República. E, segundo ela, a demissão do assessor da bicharada não encera o caso, é preciso ir mais fundo, e quem sabe buscar até peixes mais graúdos nessa tramóia. Pois é.

Transformações do PT - I

A propósito das transformações do PT nos últimos tempos, veja o que escreveu Vinicius Torres em sua coluna "Pregos no caixão do petismo" Folha de S. Paulo - 16/02/04.

"Mesmo em gente cética sobre as coisas da política havia causado impressão o excesso de vulgaridade despudorada com que o PT trocara a roupa ideológica em público, entre a campanha eleitoral de 2002 e o início do governo Lula."

Transformações do PT - II

E mais, segundo Vinicius: "Foi impressionante a velocidade com que o petismo-lulismo passou de partido operário a uma burocracia de quadros políticos profissionalizados e daí ao arrivismo do neopoderoso, ao seu cinismo ávido de prebendas, à patranhice desavergonhada."

Transformações do PT - III

Vinicius Torres concluiu: "Agora está para se ver escárnio ainda maior. O PT, até outro dia ponta-de-lança do moralismo jacobino pé-de-chinelo, está prestes a se passar ao vexame de dizer que o corrupto que acharam no Planalto é "um caso isolado", que CPI é "oportunismo político da oposição" (mas o "caso isolado", o seu Waldomiro, era o prático-mor de fisiologia petista)."

Governo do PT faz a pauta da mídia

Os jornais não podem se queixar, o PT continua abastecendo todas as editorias, movimentando repórteres de todas as áreas. E como coisa boa raramente é notícia, os jornalistas deitam e rolam, está fácil fazer a pauta do dia a dia. Tá pintando pepino pra todo lado, da política à cultura, da economia à área internacional e não faltam notícias, críticas, desmentidos. Sem exagero, se o leitor quiser conferir é só abrir os jornais e vai concluir que 90% do noticiário gira em torno das mazelas e das trapalhadas petistas.

A mídia do PT - 2

O noticiário político, com algum ingrediente policial, ocupa páginas e páginas com o escandalo do caso Waldomiro Diniz, cria do Ministro José Dirceu e protegido do Presidente petista José Genoino. Tratando a mídia como se todos fossem estudantes a cúpula petista afirma que o assessor não é petista, que o caso aconteceu antes de Lula assumir e por isso o governo não tem nada com isso. Mesmo assim, com tantos argumentos que podem inocentar o partido ninguém no governo quer uma CPI. Claro que não, uma CPI agora pode revelar estragos maiores.

O que é isso companheiro?

Os editores de economia, até semana passada, estavam às voltas com a possível saída do presidente do Banco Central. O governo fez uma operação abafa e a coisa está sob controle, ainda. Porém, tem mais. Desde onrtem as editorias de cultura dos jornais estão buscando mais informações sob essa estranha demissão que o ministro Gilberto Gil teve que fazer, quando surprendeu um companheiro-assessor conjugando verbos fora da cartilha. O que se sabe é que a demissão foi dolorosa, e o que vai ser prejudicado é o setor cultural. Projetos tiveram verbas cortadas e a arte perde um incentivo que estava esperando há meses.

Estamos na mídia internacional

Não contente em inundar as redações dos jornais brasileiros, com toda ordem de notícias e críticas, o PT também cuida de levar o nome do governo brasileiro à mídia internacional, sempre com fatos que nada enobrecem. Hoje o Brasil é noticia no "Le Monde", no "El Pais", no "Clarim", no 'La Nacion", no " New York Times" e na BBC de Londres. E, apesar de estarmos pertinho do carnaval nenhuma notícia é sobre a Sapucaí ou a Luma de Oliveira. Todas elas se refrem ao escândalo do caso Waldomiro Diniz, o assessor privilegiado do governo.

E o bingo ?

Os editores de esporte, por enquanto, estão de fora. Mas o governo promete novidades na regulamentação dos jogos de bingo. Quem sabe não sobra uma trapalhada nova para o deleite da equipe?

Amigo dos bingos

- Painel da FSP - 15/02/04 "Os bingos, cujos interesses eram defendidos por Waldomiro Diniz no Congresso Nacional, funcionam em Mato Grosso do Sul por força de um decreto do governador Zeca do PT, que também autorizou a operação no Estado das máquinas conhecidas como caça-níqueis." Qualquer semelhança é mera coincidência...

O PT é o bicho

Em sua coluna de domingo na Folha S.P, Dimenstein assim se referiu ao escândalo das propinas para campanhas do PT: "Por falar em bichos e escândalo, um notável exemplo de como o país ainda está indefeso diante das falcatruas foi o que se viu na semana passada. Segundo a denúncia da revista 'Época', Waldomiro Diniz, que tomava dinheiro de bicheiros e transferia parte ao PT, forjava concorrências públicas e conseguiu transformar-se na ponte entre o Palácio do Planalto e o Congresso, negociando emendas parlamentares e cargos. Só fico imaginando como o PT viraria agora uma fera se estivesse na oposição."

Promessa abandonada

Deu na Folha Online: "Um ano e meio depois de assinar o 'Compromisso Anticorrupção', quando ainda era candidato à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva pouco fez para combater o mau uso da máquina pública. A opinião é do secretário-geral da ONG Transparência Brasil, Cláudio Weber Abramo, responsável pelo documento subscrito pelo então candidato em setembro de 2002".

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