As autoridades da Geórgia organizaram um show para todo o mundo da detenção dos militares russos. Em resultado desencadeou um crise entre os dois países, que, a qualquer momento, poderá passar de diplomática a militar.
A Rússia na segunda-feira suspendeu todas as comunicações de transporte e postal com Geórgia . Mesmo ontem o presidente da Duma Estatal (câmara baixa) do Parlamento russo, Boris Grizlov, anunciou que este órgão em 4 de outubro vai examinar um projeto de lei destinado a "proibir as transferências bancárias e envio postal de dinheiro à Geórgia ", informa a agência Praim- Tass.
Segundo os cálculos oficiais, na Rússia trabalham cerca de 320 mil georgianos , dos quais apenas 1 por cento legalmente. As transferências bancárias para a Geórgia equivalem a mais de 20 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) da Geórgia. De acordo com o Banco Nacional da Geórgia em 8 meses deste ano da Rússia foram transferidos ao país 219 milhões de dólares.
Outra alavanca de pressão economica poderá ser o corte no abastecimento de combustíveis e energia eléctrica. Tal posição unánime têm os líderes de todos grupos parlementares da Rússia . A Geórgia depende quase totalmente dos fornecimentos do gás russo - 1.800 milhões de metros cúbicos por ano, ao preço actual de 110 dólares americanos por mil metros cúbicos.
Posteriormente, o Presidente russo, Vladimir Putin, acusou a Geórgia de "terrorismo de Estado", e Andrei Popov, chefe das tropas russas na Transcaucásia, ameaçou "disparar a matar", caso as autoridades georgianas tentassem entrar nos quartéis e bases militares russos na Geórgia.
Na actual crise, o Presidente georgiano está a realizar, segundo analistas russos , um jogo muito arriscado, porque as possibilidades de apoio da NATO e da União Europeia à sua política são muito limitadas. A Aliança Atlântica e a UE não estão interessados numa guerra com a Rússia, a Europa está dependente do gás e do petróleo russo e daí a confiança do Kremlin de que esta crise termine a seu favor.
Pravda.ru
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