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Governo francês muda estratégia contra a Covid-19 e gera polêmica

24.09.2020
 
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Governo francês muda estratégia contra a Covid-19 e gera polêmica

Paris, 24 Set (Prensa Latina) O avanço contínuo do surto de Covid-19 na França levou o governo a mudar sua estratégia de controle de local para nacional, em meio a críticas por não consultar os territórios.

 

As estatísticas confirmam a deterioração da situação epidemiológica no país, com mais de 13 mil novas infecções pelo coronavírus SARS-Cov-2 notificadas ontem, número ultrapassado pela terceira vez nos últimos dias, nunca antes registado desde o início da pandemia, Em 1ú de março.

Segundo dados do portal Santé Publique France, não há dúvidas sobre a gravidade da crise sanitária, com mil fontes ativas de transmissão do patógeno, quase 200 delas em lares de idosos, 90 dos 101 departamentos classificados como vulneráveis e uma taxa de positividade em relação aos testes diagnósticos acima de seis por cento.

Desde o final de julho, a França enfrenta o agravamento progressivo de uma doença responsável por cerca de 31.500 mortes, para a qual o governo havia deixado a resposta para as prefeituras departamentais.

Após o Conselho de Defesa de 11 de setembro, o Primeiro-Ministro Jean Castex encarregou as autoridades locais de adotar medidas para conter a propagação do vírus, além de admitir a gravidade da situação e insistir no apelo ao respeito às ações barreiras, como higiene, distanciamento social e uso de máscara.

Na véspera, o ministro da Saúde, Olivier Véran, anunciou uma postura mais dura, exigida por médicos e especialistas preocupados com a proliferação da Covid-19, principalmente em ambientes festivos, mas questionada por deputados e prefeitos, que rejeitaram sua adoção unilateral.

Segundo Véran, territórios metropolitanos e ultramarinos em cenário de avanço da pandemia são classificados em zonas de alerta (pelo menos 50 casos por 100. 000 habitantes), alerta reforçado (150 por 100.000) e alerta máximo (250 por 100.000), com ações dependendo do nível definido.

O encerramento de bares e restaurantes, a limitação de pessoas reunidas em espaços públicos ou participantes em celebrações, teletrabalho e a redução de 5.000 para 1.000 em eventos são algumas decisões.

No momento, apenas a cidade meridional de Marselha, a segunda mais populosa do país, e o território ultramarino de Guadalupe, se encaixam na escada de alerta mais alta, enquanto esta capital, Lille, Toulouse, Saint-Etienne, Rouen, Montpellier e outros estão localizados imediatamente abaixo.

As reações foram imediatas, e a recém-eleita prefeita ecologista de Marselha, Michèle Rubirola, declarou no Twitter surpresa e contrariada.

'Não nos consultaram, nada justifica este anúncio na situação atual da saúde. Não aceito que o povo de Marselha seja vítima de decisões políticas que ninguém entende', escreveu.

Por sua vez, o secretário nacional do Partido Comunista e deputado pelo departamento do Norte, Fabien Roussel, alertou na própria rede social que não houve reuniões ou esclarecimentos para apresentar e estudar as medidas.

Um dia antes do anúncio de Véran, o primeiro-ministro Castex declarou que o governo enfrentará a Covid-19 em um ambiente de confiança e transparência com as autoridades eleitas do país.

agp / wmr / bm

 

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