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Homem libertou 32 reféns na Via Dutra

10.11.2006
 
Homem libertou 32 reféns na Via Dutra

 Um homem armado que mantem refens  desde manhã desta sexta-feira (10) na Via Dutra, na altura de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense libertou mais treze pessoas. A libertação ocorreu por volta das 15h50, quase oito horas depois do início do seqüestro. Outras 19 pessoas já haviam sido liberadas anteriormente. O homem, idenfitifcado pela polícia como André Luis Ribeiro da Silva, ainda mantém a ex-mulher e possivelmente outros reféns presos no ônibus, comunica Globo.


O homem embarcou acompanhado da ex-mulher a quem ameaça com um revólver calibre 38. Relatos de passageiros, liberados depois de negociações entre o motorista, o homem e a Polícia Militar, informam que mulher foi espancada por tê-lo "traído". Ele teria dito que não faria mal aos outros passageiros, enquanto a ex-mulher nega ter traído o marido.

De acordo com a cunhada de André, Eloísa Ribeiro, casada com o irmão dele, ele se teria 35 anos, morador de Nova Iguaçu, no bairro de Santa Eugênia. A mulher ameaçada seria Cristina Ribeiro, e seria ex-mulher dele. O casal teria três filhos. Cristina é do lar e estaria fazendo um curso de enfermagem. André Luis teria tentado o suicídio, sem sucesso e, depois de um mês fora do Rio, a pedido da família, André teria retornado ao estado disposto a reatar o casamento. Os familiares de André Luis dizem que ele tem um ciúme doentio pela mulher.

 
Segundo a CBN, Cristina está sentada em um banco na parte traseira do ônibus, perto da porta. André continua de pé, em frente a ela. Um policial se aproximou e conversou com ele. André está de pé. A expectativa da policia nesse momento é sobre a reação de André. Neste momento três policiais à paisana estão próximos à janela.

A mãe de André, Nair, foi chamada para ajudar, mas, ao chegar no local, passou mal e não pôde colaborar. Ela tem mais 11 filhos. Nair foi para a ambulância em estado de choque, com pressão alta. Quem também está ajudando nas negociações é o ex-cantor Vaguinho, que agora é pastor de uma igreja.

O motorista do ônibus, Flávio Teles de Menezes, explicou como começou o seqüestro. Segundo Menezes, ele vinha na linha normal, quando parou no ponto para o casal subir. "Ele (André) vinha agarrado com a mulher com a arma na cabeça dela. Ele mandou fechar a porta e seguir viagem, não parar mais para ninguém. Foi quando a patrulha veio atrás. Ele deu ordem para desembarcar uma senhora idosa que estava atrás de mim. Quando ele viu o bloqueio na Dutra ficou nervoso e me mandou passar pelo bloqueio. Ele falava da traição dos filhos, que ela acabou com a vida dele e a ameaçava de morte", explica o motorista.

 
O comandante geral da Polícia Militar, coronel Hudson Aguiar, diz que as negociações continuam. "Ampliamos o raio de isolamento porque precisamos ter espaço em caso da necessidade de uma intervenção. A situação dentro do ônibus é de tranqüilidade aparentemente. Ele diz que o problema é dele com a ex-mulher", conta o coronel.

O coronel Hudson Aguiar disse pediu a ele para dar uma garantia de q tudo ia ocorrer dentro das normas. "Ele não diz coisa com coisa, não aparenta estar em seu juízo. Só fica junto ao corpo dela, com a arma apontada. Os outros passageiros também correm riscos porque não sabemos que atitude ele pode tomar num momento de tensão. Nós não temos a visão detalhada do interior do ônibus porque as cortinas. Seriam cerca de 20 mais a mulher e o André", detalhou o coronel.

Segundo a polícia, os reféns estavam concentrados na parte traseira do ônibus. O seqüestro, que dura mais de oito horas, já é mais longo que o caso do ônibus 174, que durou quatro horas e meia.

Uma dificuldade é o fato de o homem não apresentar uma lista de exigência, por não se tratar de um roubo. A governadora Rosinha Matheus designou o comandante do Bope - o Batalhão de Operações Especiais - para chefiar as negociações. O Batalhão esteve envolvido no polêmico caso do ônibus 174, no Jardim Botânico, na Zona Sul, no ano de 2000, em que uma refém e o assaltante Sandro do Nascimento morreram.
Dezenove pessoas que estavam no coletivo, liberados na primeira leva, mais dois PMs que escoltaram o ônibus até ele parar, foram levadas para 52ª DP (Mesquita) para prestar depoimento. Segundo o delegado Paulo Roberto da Silva, André Luis será indiciado, por enquanto, por seqüestro e cárcere privado - que são crimes hediondos.

Segundo a rádio CBN, os primeiros reféns liberados foram trocados por um litro de água. O coletivo está sem ar-condicionado e com um pneu dianteiro esvaziado.

A Rodovia Presidente Dutra está com trânsito liberado, mas apresenta engarrafamento de três quilômetros sentido Rio e seis quilômetros no sentido São Paulo, na altura de São João de Meriti, na Baixada Fluminense.


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