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Estudos Científicos Apontam Religião como Histórico Fator de Tensão Social

07.12.2016
 
Estudos Científicos Apontam Religião como Histórico Fator de Tensão Social. 25594.jpeg

Novos estudos científicos negam histórico mito pacificador das grandes religiões. Uma síntese da realidade, histórica, política, social e religiosa (reforçada por exposição de documentos secretos dos porões do poder), explica por que, ainda assim, elas crescem vertiginosamente e, quanto mais se multiplicam, mais geram divisões ferozes e muita guerra - sob a bênção dos poderes políticos 

Os frágeis alicerces psicológicos das religiões dominantes e dominadoras, que manipulam como poucas instituições o imaginário coletivo, 
são inversamente proporcionais aos alicerces materiais de suas cúpulas e a todo o aparato à disposição - incluindo instituições estatais, 
a mídia e a propaganda. Tudo isso a fim de dominar e acumular riquezas, em um blindado sistema de privilégios completamente verticalizado e bem menos transparente que o próprio sistema político corrupto

Aliança histórica, Estado e religião apoiam-se um no outro cinicamente em nome do bem-estar social e de Deus, sob o velado contrato social: roubalheira indiscriminada por anestesia da consciência. O uso equivocado da religião para retirar das pessoas a consciência cidadã, que tanto amedronta os podres poderes

"Não existe organização criminosa mais bem-sucedida, que a que conta com apoio estatal"
(Misha Glenny em
 McMáfia - Crime sem Fronteiras)

 

por Edu Montesanti

 

Recentes estudos arqueológicos (se não bastassem incontáveis evidências cotidianas) contradizem mito de que religião une sociedades, e leva paz às nações. Pelo contrário: provoca divisões e enfrentamentos, segundo várias escavações desde, ao menos, 700 anos antes de Cristo (a.C.). 

Realizadas no México pelo professor Arthur A. Joyce e pela professora Sarah Barber nos vales de Rio Verde e de Oaxaca (costa pacífica do México), as últimas pesquisas científicas que avaliaram o período de 700 a.C. a 22 d.C., apontam a religião como fator agravante para confrontos, fortalecendo de maneira ínfima a união das comunidades locais além de servir como obstáculo para o desenvolvimento de grandes instituições. 

Os estudos demonstraram claramente que aqueles que controlavam a vida espiritual e os rituais religiosos, com grande frequência confrontavam-se com líderes seculares por interesses pessoais (alguma semelhança com os dias de hoje, e com o que conhecemos da pobre e mal-contada história?).

Os professores das universidades de Colorado e da Central Flórida, ambas nos Estados Unidos, contradizendo crenças históricas, acreditam que a religião não uniu sociedades passadas, mas que tem produzido exatamente o efeito reverso.

"Considerando o papel da religião na vida social e na política hoje, tal fato não deveria ser uma grande surpresa", afirmou o professor Joyce ao jornal britânico The Independent meses atrás.

Curiosamente, a educação e a cultura em todo o mundo se deterioram desenfreadamente além da fome crônica, das mortes por doenças facilmente tratáveis, da corrupção e das guerras que crescem tão vertiginosamente a nível global quanto as religiões. 

No caso do Brasil, tem crescido meteoricamente o número de adeptos das religiões cristãs, tanto de católicos - através da Renovação Carismática - quanto, principalmente, de protestantes cujas igrejas se proliferam destacadamente no País - sendo estes 22,2% da população total brasileira em 2010, o que representa 42,3 milhões de pessoas de acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), um crescimento de 61,43% de aumento em 10 anos já que em 1991, o percentual de evangélicos era de apenas 9% da sociedade brasileira. Neste frenético ritmo têm sido transformados em confrarias religiosas teatros, cinemas, livrarias, centros culturais em geral, estádios e ginásios esportivos, botecos, etc.

Contudo, paralelamente ao que se denomina de "avivamento do Evangelho" entre as religiões brasileiras predominantes, o país sul-americano piorou no quesito corrupção nos últimos anos segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Transparency International. O preconceito é alarmantemente agressivo, atingindo níveis cada vez mais assustadores no Brasil. Segundo a Unesco, de 1979 a 2003 o índice de homicídios na população brasileira cresceu 542,7%, e 742,9% entre os jovens, sendo motivo de óbito de um em cada três destes. Em curva ascendente na última década, o número de mortes violentas tem estado na cifra de 55 mil anualmente (índice de grave guerra civil, segundo a ONU). Isso tudo, além da realidade nua e crua do dia-a-dia que dispensa medidores estatísticos. 

A que se deve tal fenômeno mundial? Apenas por uma questão de lógica, mínima que seja, a equação não deveria apontar, exatamente, ao sentido contrário considerando o crescimento da religiosidade global?

Conectando Fatos: A Quem Interessa 'Self-Service' de Religiões, Mundo Afora?

 

"Um fanático é alguém que não consegue mudar de opinião, e tampouco muda de assunto.
É um ponto de exclamação ambulante: tem todas as respostas, e não está interessado nas perguntas"

(Amos Oz, escritor israelense)



Quando se lê este telegrama confidencial emitido em em 22.12.2009 pela "Embaixada" (centro de espionagem) norte-americana em Brasília, liberado por WikiLeaks à Imprensa em 6.2.2011, algo chama profundamente a atenção até dos mais distraídos:

(...) O Estado de S. Paulo e O Globo, além da revista Veja, podem se dedicar a informar sobre os riscos que podem advir de se punir quem difame religiões, sobretudo entre a elite do país. Esta Missão [Embaixada dos Estados Unidos em Brasília] tem obtido significativo sucesso em implantar entrevistas encomendadas a jornalistas, com altos funcionários do governo dos EUA e intelectuais respeitados. Visitas ao Brasil de altos funcionários do governo dos EUA, seriam uma excelente oportunidade para pautar a questão junto à Imprensa brasileira. (...) Aumentar a atividade pela mídia e o alcance das comunidades religiosas parceiras [do governo de Washington]: até agora, nenhum grupo religioso no Brasil assumiu a defesa da difamação de religiões. (...) Essa campanha também deve ser orientada às comunidades religiosas que parecem ter influência sobre o governo do Brasil [Grifos nossos].


O financiamento com subsequente controle direto de Washington sobre os subservientes meios de desinformação em massa tupiniquins, mencionado explicitamente no trecho do telegrama acima, não se trata de nenhuma novidade - embora, depois desta importante revelação, tornou-se fato incontestável diante da cínica atmosfera brasileira, que prima como poucas sociedades ao redor do globo pelo autoengano.

Na mensagem confidencial, o que gera muita estranheza mesmo nos mais distraídos e ingênuos é que comunidades religiosas brasileiras sejam (secretamente) consideradas "parceiras" dos impiedosos donos do poder imperialista, tratadas pela autora do telegrama confidencial, a "diplomata" Lisa Kubiske, como perfeitas lacaias de Tio Sam (entre uma sociedade com fortes raízes reacionárias), exercendo inclusive poderoso lobby sobre o governo local. Tal lobby é muito simples de ser compreendido: dá-se pela manipulação das massas por parte das auto-reivindicadas autoridades religiosas, o que garante também a estas o poder de barganhar e exercer chantagem sobre governos. 

Alguns fatos, históricos e contemporâneos, servem muito bem como pista para se desvendar o porquê do interesse imperialista nas comunidades religiosas: um deles, as palavras de nada menos que o ex-presidente dos Estados Unidos Richard Nixon (1969-1974), ainda em campanha presidencial, o qual viria a ser um dos políticos mais baixos da história norte-americana, que renunciaria para não ser cassado após escândalos de corrupção e espionagem, especialmente naquele conhecido como Watergate (em que o então ocupante da Casa Branca havia ordenado a instalação de escutas em escritórios de diversos oponentes políticos), curiosamente demonstrando profundo apreço por cidadãos religiosos de seu país através desta "célebre" frase, peça-chave na montagem deste quebra-cabeça ao lado do telegrama confidencial enviado de Brasília em dezembro de 2009, pela espiã Kubiske:

[Devemos prezar por] Aqueles que não violam as leis, que pagam impostos e vão 
trabalhar, mandam suas crianças à escola, vão às igrejas [grifo nosso], gente que ama seu país.


Sem mencionar o autor da recomendação acima, poder-se-ia, muito bem, pensar que ela havia saído da boca de cidadãos norte-americanos como Thomas Jefferson, considerado o pai da independência local e um dos redatores da Constituição mais democrática do mundo à época, ou o carismático líder de movimentos anti-racistas e pacifistas dos EUA, o pastor evangélico Martin Luther King Jr. que se tornou célebre nos anos de 1960 por defender a igualdade racial, assassinado por seus ressonantes discursos que contagiavam o país [após perseguição que envolveu espionagem por parte do FBI (Federal Bureau of Investigation), Polícia Federal e secreta doméstica norte-americana] em um dos países mais discriminatórios do mundo e, ironicamente, "berço evangélico" do continente americano, em tese. 

Conforme o conteúdo dos telegramas emitidos pelas embaixadas dos EUA em todo o mundo liberados por WikiLeaks deixam claro, não apenas embaixadores de carreira daquele país fazem as vezes de agentes secretos, como muitos deles são, propriamente, funcionários da CIA (Central Intelligence Agency, Inteligência internacional norte-americana) travestidos de diplomatas enviados para espionar, conspirar, boicotar, aplicar golpes e assassinar, histórias muito bem conhecidas da América Latina que não ficaram para um passado remoto.

Daí, aliado ao fato de que aos norte-americanos pouco importa o que acontece fora de suas fronteiras a não ser quando seus próprios interesses econômicos estão em questão, vem a pergunta que jamais quis se calar: por que o interesse dos porões do poder estadunidenses nas religiões - no caso do telegrama confidencial aqui exposto, em não se aprovar internacionalmente a lei que condena difamação contra religiões?, Por outro lado, por que paradoxalmente tanta defesa de religiosos, a começar dentro de seu país? 

Uma simples conexão dos fatos somada à realidade religiosa predominante, sustentadora de Estados oligárquicos, pode trazer, por si só, as respostas.

No caso da primeira questão, os Estados Unidos estão promovendo forte polarização justamente entre as duas maiores religiões do planeta, Cristianismo contra Islamismo, rotulada por seus tomadores de decisão de luta do bem (a primeira) contra o mal (a segunda), que inclui agressiva islamofobia a começar entre os norte-americanos, espalhando-a ao mundo a fim de justificar sucessivas invasões ao Oriente Médio, região mais rica em petróleo do globo, a ampliação de suas bases militares, ali e em todos os lugares, providenciando assim a Nova Ordem Mundial, grande projeto das organizações secretas que governam de maneira sombria este mundo. 

Quanto á segunda questão, as chefias religiosas (mal chamadas de "lideranças") e as políticas formam velha e canalha aliança na arte de corromper, dominar e acumular riquezas. As multidões religiosas têm funcionado como massas de manobra aos amos deste mundo corrupto, sobretudo à estratégia coercitivo-expansionista, de dominação global perpetrada pelos Estados Unidos e pelas grandes potências. Mesmo nos países fora desse eixo, as religiões reacionárias servem aos corruptos poderes, usando-as indiscriminadamente para seus inescrupulosos fins.

Historicamente, é assim. A religião elitista que fez do Evangelho da igualdade, solidariedade e liberdade o maldito Cristianismo (vídeo: Cristianismo, Maior Inimigo do Evangelho), transformou Jesus - carismático, apaixonado, servil, prático por excelência, conquistador das camadas populares, socorredor de vidas humanas - em um ser igualzinho aos fieis de suas igrejas, mundo afora: frio, calculista e reacionário, sisudo, apático, indiferente e sem vida, enclausurado em retóricas, intolerantes teorias dogmáticas de pouco ou nenhum efeito prático, que não aceitam diferenças, priorizando a retórica defesa doutrinária dando à vida prática importância inferior, inculcando nos seguidores - incapazes de refletir e de agir segundo suas próprias experiências e convicções - a ideia de que o sucesso religioso reside no conhecimento teológico, na capacidade oratória, persuasiva e no convencimento do próximo em detrimento da conscientização advinda dos sentimentos reais, dos valores e dos exemplos mais práticos no dia-a-dia, que levam à pura, simples e salutar conscientização. 

Subproduto inevitável também das metodologias adotadas para sistematizar a vida de Jesus, de profetas e apóstolos - e embaralhar o entendimento coletivo fazendo do Evangelho algo de dificílima compreensão, reservada a poucos privilegiados: o amplo uso de trechos isolados, muitas vezes metade de verso ou até ¹/3 de verso (!) através da qual montam a peculiar insensatez e muita inconsequência que molda o comportamento em todos os segmentos da vida. 

Dentro desta sistematização absurda que retira a capacidade analítica do indivíduo, em nada ou muito pouco acabam importando as características dos personagens tidos como heróis pelas religiões, tais como força de caráter, determinação, bondade, espírito serviçal, mas a defesa da "fé" (isto é, a assimilação doutrinária) comunitária. Tudo isso servindo perfeitamente para que as enormes massas, esquizofrenicamente tomadas com embates doutrinários, acabem distraídas dos sérios problemas os mais diversos segmentos societários, domésticos e globais. 

Vale destacar que a indisfarçável guerra doutrinária (declarada abertamente entre religiosos, desconversada cínica e pateticamente diante de quem está de fora) é fomentada pelas chefias religiosas, desde cursinhos e faculdades teológicas até os tablados, onde se realiza o "ápice" da espiritualidade, isto é, a oratória com forte apelo moralista.

Tais personagens historicamente heroicos são transformados em uma espécie de ícones muito distantes da realidade cotidiana de cada um, e os tão controversos quanto infindáveis e raivosos debates doutrinário-religiosos acabam medindo o "grau de espiritualidade", relegando a prática e a essência do ser a posições menos importantes na vida de indivíduos famosos por carecer de autonomia reflexiva e exceder na busca esquizofrênica por "ajudar" teoricamente ao próximo, ensinando aos "bebês na fé" que "nada sabem de Deus" (não importando seu passado e presente se estes não incluírem determinada frequência à comunidade religiosa em questão, e seus inúmeros cursinhos) o caminho a seguir. 

A ordem religiosa preponderante é, sabidamente, "ensinar as nações" teoricamente, jamais compartilhar entre os seus e nas diferentes culturas valores e experiências mais práticas enfim, um convívio mais producente que se interesse, de fato, pela outra vida. Isso somado ao que virá ao longo do presente texto, explica por que as religiões predominantes não apresentam respostas práticas para dar quando grandes catástrofes ocorrem, quando muitos tanto delas esperam, e nada recebem. Em geral, mantêm-se caladas e inertes, simplesmente não há resposta para dar, ocupadas em demasia com divisões teóricas internas. Mergulhadas em uma profunda guerra doutrinária e em nome dos interesses de cada paróquia, como se poderia esperar das confrarias religiosas preponderantes atuação efetiva em favor da paz e da justiça?

Veja animação que, em um minuto e meio, retrata tão desgraçada quanto perfeitamente o cenário religioso ocidental predominante, mais especificamente cristão-protestante.

 

Decorrente da inversão de papeis, tal postura é peculiar em mentalidades reacionárias que, conforme evidenciam outros recentes estudos científicos (aqui, aqui, aqui, aqui e aqui), indivíduos conservadores, sem muitas perspectivas ao olhar para trás, possuem subconsciente temeroso, enxergam um mundo mais hostil a ser combatido, castigado, e não transformado. Por isso, ao contrário de visões progressistas, tendem à reação, ao choque, não à conscientização.

Assim, não apenas Jesus mas diversos líderes que deveriam ter marcado a história pelo conteúdo de seu caráter, pela essência de sua mensagem e não pela intenção de fundar uma nova religião, são assassinados pela segunda vez.

Sobre isso tudo, Clodovis Boff muito bem observa em Atuação Política de Jesus:  

O Posicionamento de Jesus - Havia dois dados nos Evangelhos em torno dos quais não há qualquer contestação: 

Jesus vivia na companhia dos pobres, dos oprimidos. Sua base social eram os oprimidos e marginalizados daquela sociedade. No capitulo 8 de São Mateus, vemos que Seus primeiros milagres são curas de pessoas muito marginalizadas; Jesus, aqui, reata com a boa tradição profética que é a defesa dos pequenos.

A tradição farisaica dizia, 'Afasta-te dos pobres, dos pecadores, porque são malditos'. A condição de vida dos pobres lhes impedia de praticar a Lei. Portanto, concluía-se que eram pecadores. 

Cristo diz o contrário. Ele se aproxima, defende os pequenos. Do partido dos pobres, dos oprimidos, Cristo tem uma atitude crítica frente aos poderosos. O conflito entre Jesus e os di-rigentes do povo atravessa os Evangelhos de ponta a ponta. 

No Evangelho de São Marcos, o mais antigo dos Evangelhos (embora apareça em segunda posição no livro do Novo Testamento), percebemos um progresso na oposição entre Cristo e os dirigentes. 

No capítulo 2, quando cura um paralítico, os fariseus cochicham entre si e dizem. 'Esse homem blasfema porque perdoa pecados'. Neste mesmo capítulo, Jesus está jantando com os publicanos. Os fariseus conversam com os discípulos e dizem: 'Como é que o mestre de vocês almoça com os publicanos?'. 

Logo em seguida, quando os discípulos infringem o sábado descascando as espigas de trigo e comendo, aparece o ataque direto a Cristo: 'Como seus discípulos infringem o sábado?'. Mais adiante, atacam-No porque não lava as mãos antes de comer, desrespeitando a tradição.

Em Jerusalém, o conflito é aberto. Jesus ataca diretamente os escribas, fariseus, o sumo sacerdotes e os saduceus. Expulsa os vendilhões do Templo, e declara que este vai acabar. O Templo significa o sistema da época. Amaldiçoa também a figueira, símbolo do sistema Judaico, A maldição da figueira significa maldição daquela sociedade. Foi logo entendido esse gesto profético de Jesus. É claro, uma semana após ela é levado ao tribunal, e condenado a morte na cruz. 

Houve um grande teólogo judeu que escreveu um livro chamado 'Jesus e os judeus'. Ele mostra, de maneira clara, que quem matou Jesus não foi o povo judeu: foram os dirigentes, os chefes do povo de Israel. O povo judeu, ao contrário, estava ao lado de Cristo. Vemos inclusive que os chefes somente conseguiram pegar Jesus escondidos do povo, traindo-o, comprando um discípulo. 

Jesus não exerceu uma posição política, direta, e sim profética. Ele não tinha programa político definido, como o tinham os zelotes, os saduceus e os fariseus. Ele também não fundou uma corrente política que visasse diretamente o poder. (...) 


Jesus Era um Ser Apolítico? Alienado? - Por outro lado, Jesus não era um ser alienado, indiferente. O poder é uma tentação satânica, mas o poder em questão era o de dominação. Jesus nunca foi contra o poder como tal, enquanto poder de serviço [grifo nosso]. 
"Ele foi contra o poder de dominação. E se guardava o poder messiânico, era porque o povo fazia uma ideia mística do Messias. Uma ideia mágica de um Messias milagreiro, demagógico, paternalista, portanto uma ideia não libertadora, não autêntica. 

Cristo teve uma atuação política verdadeira, mas a nível profético. Foi um revolucionário profético. Sua grande ideia é a do Reino de Deus, um projeto radical total de transformação da sociedade. Quando prega o Reino de Deus, prega revolução integral, revolução absoluta. 

A raiz da proposta de Cristo é, na verdade, profética. Mas tinha implicações e efeitos claramente políticos. Essa proposta leva-o a atacar o Templo, cérebro central da exploração do sistema. Porque era profética, Sua proposta possuía implicação política, e os efeitos disso também são políticos. 

Vemos que Cristo é perseguido continuamente durante toda a vida pública; é julgado por dois tribunais pelo religioso, declarado blásfemo; pelo romano, condenado exatamente como Messias, como revolucionário. Basta olharmos a cruz para darmo-nos conta de que esse símbolo da nossa fé é um símbolo originariamente político.


Servindo unicamente para transformar homens como Jesus em mitos sem muita vida prática conforme apontado mais acima, além de tornar seres humanos agressivamente viciados em religião, os dogmas que norteiam as confrarias religiosas em geral são, justamente, as grandes armas para não se formar líderes mas sim autoridades eclesiásticas (formadas em escolas de Teologia na imensa maioria pautadas pelo controle global invisível, conforme será abordado detalhadamente, e com apresentação de provas, mais abaixo) apoiadas no medo e nas fobias impostas às massas, capazes de dominar e de desfrutar de privilégios em nome de grandes religiões promotoras de vaidades, intrigas e muita rivalidade - a começar dentro das quatro paredes de si mesmas.

As políticas oligárquicas ao redor do mundo, desde os tempos de Jesus (as que mataram Este, apoiadas exatamente na religião), têm sido alimentadas pelo medo da constante ameaça do inimigo (geralmente, inexistente ou criado artificialmente), tanto quanto as religiões se apoiam na intolerância e nas fobias decorrentes do imaginário coletivo exercitado por suas cúpulas. O imperialismo mesmo tem, historicamente, se apoiado na religião reacionária a fim de promover sua política coercitivo-expansionista. 

Basta recordar que desde 1961, às vésperas do golpe militar no Brasil em que a conspiração norte-americana já efervescia nos bastidores da política brasileira, houve multiplicação fora do comum de pedidos de visto de cidadãos norte-americanos no Departamento de Estado daquele país à nação sul-americana, onde entravam como jornalistas, comerciantes, empreendedores e milhares como religiosos ("missionários" ou "autoridades espirituais" que instalariam suas comunidades no Brasil a fim de ganhar mentes e corações locais, conforme palavras de políticos dos Estados Unidos à época). 

Há registros do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de que apenas em 1963, chegaram ao país 5 mil norte-americanos, somente dentre os que entraram legalmente. O embaixador dos EUA no Brasil naquele período, Lincoln Gordon, afirmou que à época do golpe de 64 havia "dezenas de milhares" de norte-americanos no Brasil. 

No início dos anos 1960, chegou ao Brasil Daniel Mitrioni, que houvera chefiado a Polícia de Richmond, Indiana, EUA. Tendo sido treinado pelo FBI, Mitrioni era especialista em técnicas de tortura - encerraria sua missão no Brasil, justamente, em 1964. 

Eis um pouco da versão contemporânea do genocídio americano em nome de Deus, mais silencioso que contra os povos originários da região. Desde 1492, a religião servindo como a maior arma sanguinária em toda a América.

Donos dos templos e usurpadores do poder político apoiam-se, direta ou indiretamente, uns nos outros sendo que os primeiros, de caráter fortemente opressor - os quais se servem ao invés de servir, bem ao contrário da retórica e dos exemplos práticos dos mestres que dizem seguir -, possuem sistema absolutamente verticalizado, bem menos transparente que o próprio sistema político e sem nenhum tipo de oposição, algo incapaz de ser modificado, ainda que minimamente. 

Os bem-intencionados, esperançosos com mudanças positivas que tentam cordialmente dialogar neste sentido dentro das autoritárias confrarias religiosas, são invariavelmente mais achincalhados que Judas em Sábado de Aleluia - os que vão um pouco além e alegam discordar do sistema de imposições e excessiva hipocrisia, acabam lançados nas "fogueiras santas" promovidas pelo alto clero, entusiasticamente aplaudido pelo "rebanho", com peculiar irritação decorrente justamente dos medos e das fobias impostos: tachados de "perigosos", execrados, difamados, caluniados, esquecidos, boicotados ou até espancados e assassinados. 

Desta maneira a religião reacionária, dentro da fortaleza dogmática criada por ela, blinda-se das críticas não importando se construtivas, nega a autoanálise, fecha-se ao progressismo formando seres retrógrados, de alma petrificada, sem a menor capacidade analítica e nenhum senso cidadão - aspectos bastante diferentes do caráter do (pacífico mas jamais passivo) Jesus que muitos afirmam seguir, enquanto se configuram características prediletas para a ação dos usurpadores do poder e para deixar o terreno cada vez mais arado à vindoura Nova Ordem Mundial, planejada secretamente pelos poucos tomadores de decisão global tais como os reunidos nas organizações secretas Illuminati (mais poderosa do mundo) e o Clube de Bilderberg (leia "The True Story of the Bilderberg Group" and What They May Be Planning Now, contando com a ausência do exercício da cidadania para impor suas regras, além de "pegar carona" nos apelos histéricos e na mentalidade ultraconservadora da religião de massas, dos medos e da apatia, sobre os quais se também blindam os poderes ocultos.

Um vídeo em que líder Illuminati recebe e orienta novos membros na sociedade secreta mais poderosa do mundo, evidencia como a organização controla todas as esferas da sociedade, desde a economia até a mídia, passando pela educação e pela própria religião - sobre esta, é revelado interesse muito particular e domínio completo: nas próprias escolas de Teologia é exercida influência, ditando em que se deve acreditar e como se proceder.

A seguir, transcrição da passagem em que se explica o domínio sobre as instituições religiosas cristãs, em tradução livre do inglês ao português:

A religião tem servido aos nossos objetivos de uma maneira incrível. É a mais antiga e talvez a mais gloriosa forma de controle social utilizada pelo Corpo [Illuminati].

A religião perdeu seu controle sobre as pessoas, de maneira que o fanatismo é resultado de tal declínio, o que ajuda o Corpo. Nossa influência invisível sobre as igrejas ajuda a criar cristãos fundamentalistas, para manipular suas opiniões sobre acontecimentos atuais de acordo com a política do Corpo. 

Eles [líderes religiosos] são enviados a nossos ministros que lhes interpretam a Bíblia, e eles pregam isso a seus seguidores. A fé cega deles é utilizada para lhes transformar em soldados voluntários para defender nossa causa durante a catástrofe que está por vir.

(...) A ascensão do fundamentalismo islamita é uma vantagem ao Corpo Illuminati, através de ameaças de violentos ataques. Nos próximos anos, os ataques terroristas justificarão retaliação, iniciando a fase final do Grande Projeto [Nova Ordem Mundial].

Os cristãos apoiarão nossas ações, visto que a crença deles será demonstrada como verdadeira para as profecias do fim do tempo, criadas diretamente pelos líderes religiosos do Corpo Illuminati.


Os demais pontos em que se explica domínio e funcionamento de diversas instituições, bancos e negócios, complexo militar e Inteligência, política, educação e meios de comunicação, podem ser assistidos em inglês e francês aqui no blog Uma Questão de Liberdade, no vídeo Nova Ordem Mundial (Secreta), com transcrição integral ao português (role a tela).

O lema que molda a estratégia Illuminati é "dividir para conquistar". Assim, o imperialismo é praticado século após século não apenas sob absoluto silêncio omisso religioso, mas diversas vezes sob aprouve e até participação direta deste.

Ainda sobre a essência do lema Illuminati, dos sombrios governos globais e sua íntima relação com as religiões reacionárias, lembremo-nos aqui de alguns fatos importantes:

● Da (mais que inconstitucional: criminosa) "Guerra ao Terror", proclamada entre salmos bíblicos em 2001 por George W. Bush de uma catedral em Nova Iorque, abençoado - para iniciar guerra de agressão (crime de guerra) contra um Estado (Afeganistão) que jamais atacou os Estados Unidos - sob fortes emoções por um padre católico, por um pastor evangélico e por um rabino judeu, sob emocionados aplausos de uma plateia predominantemente religiosa. 

Bush nunca apresentaria sequer uma prova de absolutamente nada daquilo que afirmava, pelo contrário: o que não se confirmaria como orquestrada mentira, tais como as supostas bombas de destruição em massa no Iraque, acabaria logo pairando nas mais fortes contradições jamais contestadas por ele, porém sempre evitadas - inclusive pela mídia. Uma delas foi o comprovado fato de que os ataques do 11 de Setembro partiram de dentro dos Estados Unidos.

Contudo, Bush tinha "a seu favor" a inspiração nas ideias teológicas do pastor William Branham (1909 - 1965), levada às últimas consequências nos primeiros anos do século XXI. Branham defendia a superioridade civilizatória norte-americana, afirmando ainda que esta estava predestinada por Deus a salvar o mundo "atrasado e perverso", através da espada (intervenções, invasões e guerras). 

Para sustentar esta tese, o "pastor da guerra" baseava-se em trechos selecionados da Bíblia, especialmente através de "cacos bíblicos", isto é, tomava versos isolados, em grande parte metade ou mesmo ¹/3 de verso (!), sistematização bíblica imperante nas igrejas ditas protestantes desde suas origens até hoje, de maneira bem marcante, evitando ao máximo a contextualização das palavras e da vida de quem dizem seguir, tendo no Evangelho (razão de ser da Bíblia, do início ao fim) a chave hermenêutica. 

Sem exceção, as comunidades religiosas prestam, uniformemente, remota atenção ao Evangelho como um todo, relembrado, quando muito, em momentos mais formais de suas liturgias, tais como breves releituras sem muitos comentários, sem merecer, nem de longe, o mesmo aprofundamento de outros trechos que, escolhidos de acordo com a visão doutrinária de cada confraria, moldam o comportamento desses religiosos em todos o segmentos da vida. Pois a "teologia" de Branham tem pautado a maioria protestante branca norte-americana, levada a histerias que têm marcado sua história belicista (a começar dentro de casa com a sangrenta Guerra de Secessão, de 1861 a 1865, que matou mais de 600 mil combatentes).

Retornando a Bush e sua "Guerra ao Terror", com todas as evidências de ferimento às leis (a começar pela própria Constituição norte-americana) e ausência de provas (o que torna tal posição passiva dos religiosos a Bush um tanto surpreendente, dado o caráter excessivamente legalista das confrarias religiosas, e seu discurso com forte apelo moralista), o mundo tomou e toma até hoje como verdade absoluta grande parte das versões daquele presidente que, ao mesmo tempo que se dizia fervoroso cristão pertencente à Igreja Metodista, também se gabava pública e categoricamente de ser "o presidente da guerra". 

Pois o presidente da guerra que também afirmou que suas "políticas seriam, sem dúvida, mais facilmente implementadas sob regime de ditadura", limitou-se a jurar em nome de Deus ser verdade tanta acusação precedida de invasão e morticínio (não tinha obrigação de ir além das meras afirmações nem dentro nem fora do país, segundo seu secretário de Defesa, Donald Rumsfeld, dada a posição "excepcional" dos Estados Unidos em relação ao mundo). Juramento, evidentemente, incrementado pela mídia predominante, o suficiente para que na religião de manipulação das massas Bush encontrasse seu grande apoio, assim como ocorre com seu sucessor Barack Obama hoje). 

Este foi o emblemático poeticismo bíblico-belicista de Bush, menos de 12 horas após os atentados de 11 de setembro de 2001, que o tirou de baixíssima popularidade local por comprovados casos de corrupção (a começar fraude eleitoral que o havia dado vitória presidencial no ano anterior), agravados ainda por séria crise econômica que já atingia o país (adiada devido à guerra que, através do complexo militar-industrial, a reaqueceria por algum tempo) aos mais altos índices de aprovação do mundo então, como em um passe de mágica:

Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum.

 

A própria liberdade foi atacada nesta manhã, e a liberdade será defendida. Não se 
enganem, os Estados Unidos vão caçar e punir os responsáveis por esses atos covardes.


E Bush concluiu desta maneira a emotiva mensagem: 

A determinação de nossa grande nação está sendo provada. Mas não se enganem: vamos mostrar ao mundo 
que passaremos neste teste. Deus nos abençoe" (fonte: The New York Times, 12 de setembro de 2001).


No dia seguinte, dia 13, na catedral declarando guerra ao lado de autoridades religiosas, Bush fez este discurso:

Nossa responsabilidade com a história já está clara: responder a esses ataques e livrar o mundo do mal [grifo nosso]. A guerra tem sido travada contra nós pelo roubo, pela fraude e pelo assassinato. Este país é pacífico, mas feroz quando se incita sua raiva... Em cada geração, o mundo produziu inimigos da liberdade humana. 

Eles atacaram os Estados Unidos porque somos o lar defensor da liberdade. E o compromisso de nossos pais é agora o chamado da nossa era... E pedir ao Deus Todo-Poderoso que vele por nossa nação, e que nos conceda paciência e determinação em tudo o que está por vir... 

E que Ele [Deus] possa sempre guiar nosso país. Deus abençoe os Estados Unidos


Desta maneira, bem original segundo a história dos inescrupulosos poderes que governam este mundo sombrio, George W. Bush declara, em nome de Deus, uma guerra de agressão que contraria a Constituição norte-americana e, unilateralmente, fere as leis e tratados internacionais (assinadas e ratificadas pelos próprios Estados Unidos, além de romper as relações internacionais em quase 400 anos. 

Tudo isso, bem à semelhança do nazismo em meados do século passado com o agravante de que nem mesmo Adolf Hitler ousou contrariar as abertamente leis internacionais, como Washington sob os governos de Bush e Barack Obama têm feito nas últimas décadas;

● Do entusiástico apoio das igrejas ditas cristãs, das mais diversas vertentes, ao nazismo de Adolf Hitler na Alemanha (1933 - 1945), especialmente por parte do Vaticano;

● Nos anos de 1950, após a queda do nazismo, o funcionário nazista Adolf Eichmann, declarado culpado por 15 crimes de guerra e de lesa humanidade pelo Tribunal de Nuremberg (marco nas relações internacionais), fugiu da Alemanha à Argentina com passaporte falsificado para evitar a justiça internacional, colaborado para isso diretamente pela Cruz Vermelha e por ela mesma: a Igreja Católica (o que joga por terra a já frágil argumentação por parte do Vaticano, de não ter tido conhecimento dos crimes nazistas á época que ocorreram). 

Eichmann foi responsabilizado pela logística de extermínio de milhões de pessoas no final da Segunda Guerra Mundial: organizou a identificação e o transporte de pessoas para os diferentes campos de concentração, fato que o tornou amplamente conhecido como o executor-chefe do Terceiro Reich;

● Do apoio das igrejas ditas cristãs, das mais diversas vertentes, ao fascismo de Benito Mussolini na Itália (1922 - 1945), especialmente por parte do Vaticano;

● Dos Golpes Militares na América Latina, por exemplo:

No Brasil, além do que representaram os religiosos norte-americanos no maior país sul-americano conforme mencionado mais acima, a bênção católica local ao golpe contra um presidente democraticamente eleito, João Goulart (nome bastante estranho à atual geração brasileira), através da patética Marcha da Família com Deus, pela Liberdade, além da colaboração por parte da Universidade Presbiteriana Mackenzie de São Paulo à violenta repressão física dentro de suas dependências, sobre estudantes pacificamente contrários ao militarismo.

"Que sejam feitas reformas, mas pela liberdade. Senão, não! Pela Constituição. Senão, não! Pela consciência cristã do nosso povo. Senão, não!", foi o discurso de Auro Soares de Moura, presidente do Congresso Nacional na Marcha da Família com Deus, pela Liberdade a 19 de março de 1964, convocada pelo ultraconservador jornal O Estado de S. Paulo que reuniu meio milhão de pessoas na região central de São Paulo entre freiras, padres e religiosos em geral das classes média e alta, duas semanas antes do Golpe Militar que se daria na calada da noite do dia 31, sobre uma sociedade local completamente passiva.

Na vizinha Argentina, por sua vez, a colaboração direta do então  cardeal Jorge Bergoglio - hoje papa Francisco I - aos militares locais que tomaram o poder através de golpe de Estado apoiados secretamente por Washington (confira reportagens, com menção de telegramas secretos emitidos por "embaixadores" norte-americanos revelados por WikiLeaks, além de testemunhas argentinas aqui e aqui que, entre outras coisas em favor dos interesses dos privilégios das elites locais e do capital norte-americano, lançaram inúmeros jovens sedados, com mãos e pés amarrados do alto dos helicópteros ao mar, que se somariam a um total de mais de 30 mil inocentes assassinados e desaparecidos por meras questões ideológicas, que acabavam representando ameaça aos covardes portadores da patologia do poder, político e religioso, no país do Sol de Maio que, em sete anos de ditadura (imagem ao lado: cardeal Bergoglio ao lado de Rafael Videla, sanguinário militar que governou ditatorialmente a Argentina de 1976 a 1983).

O jornal argentino Página 12 revelou em 23.7.2012:

O ex-ditador Jorge Videla disse que o ex-núncio apostólico Pio Laghi, o ex-presidente da Igreja Católica da Argentina Raúl Primatesta, e outros bispos da Conferência Episcopal assessoraram o seu governo sobre a forma de manejar a situação das pessoas detidas-desaparecidas.

 

Segundo Videla, a Igreja "ofereceu seus bons ofícios" para que o governo de fato informasse da morte de seus filhos a famílias que não vieram a público, de modo que pararam de buscá-los. Isso confirma o conhecimento em primeira mão que essa instituição tinha sobre os crimes da ditadura militar, como consta nos documentos secretos cuja autenticidade o Episcopado reconheceu, perante a Justiça, há dois meses. 

Além disso, mostra o envolvimento episcopal ativo para que essa informação não viesse a público, 
por meio de comentários dos familiares das vítimas; a Igreja era garantidora desse silêncio (...).


Na realidade o papa Francisco I, hoje com discurso progressista e de defesa à Teologia da Libertação, sempre possuiu estreita relação com o imperialismo norte-americano desde os sombrios anos do golpe militar na Argentina, e assim foi durante os lingos sete anos de Guerra Suja, como ficou conhecido aquele período mais cruel da história argentina. 

Outras evidências apontam, irrefutavelmente, ao apoio direto dos altos escalões da Igreja católica argentina e até do Vaticano aos militares argentinos apoiados, financiados e treinados pela CIA, que atualmente contam cerca de 200 condenados por crimes de lesa humanidade.

Quando os militares aplicaram golpe contra a presidente democraticamente eleita, Isabela Perón em 1976, Jorge Bergoglio transformou-se no jesuíta do mais alto escalão na Argentina: de "provinciano" (chefe) da denominada Sociedade de Jesus em 1973, Bergoglio veio a ser bispo e arcebispo de Buenos Aires mais tarde. Em 2001, o então papa João Paulo II o elevaria à posição de cardeal.

Quando "provinciano" da Sociedade de Jesus, Bergoglio delatou dois sacerdotes com tendências de esquerda, Francisco Jalics e Orlando Yorio, aos militares. Ambos acabaram presos e trorturados, enquanto outros seis religiosos da mesma paróquia figuram entre os milhares de desaparecidos pelo regime militar argentino.

O padre Yorio, após ter sido solto, acusou Bergoglio de tê-lo entregue aos "Esquadrões da Morte". Já Jalics, recuou-se a discutir a denúncia após sua reclusão em monastério alemão (leia reportagem da Associated Press de 13 de março de 2013). "Tenho certeza que ele mesmo entregou a lista com nosso nome à ESMA (Escola Superior de Mecânica da Armada, unidade da Marinha que também servia aos ditadores como centro secreto de torturas, nos arredores da capital argentina de Buenos Aires]", declarou Yorio.

 

Anos mais tarde, diversos sobreviventes da ditadura argentina acusariam abertamente Bergoglio de participação no sequestro de ambos os sacerdotes, bem como de seus outros seis colegas paroquiais (El Mundo, 8 de novembro de 2010).

Este método de perseguição com base também em grampos telefônicos e delação, ficou conhecido como Operação Condor e envolvia todos os regimes ditatoriais latino-americanos (com exceção de Cuba) que experimentaram golpes militares apoiados, financiados e treinados pelos Estados Unidos.

 

 

Nada disso é mencionado pela mídia predominante, nem pela história oficial envolvendo a Guerra Suja na Argentina. E nem Bergoglio, jamais, defendeu-se e nem sequer comentou nenhuma das evidências de seus envolvimentos com o maior genocídio da história do Estado argentino: chamado a depor em 2005 e em 2006 na Comissão da Verdade argentina para apurar e julgar os crimes cometidos nos anos da ditadura militar, não apareceu valendo-se das leis argentinas que garantem direito de não comparecimento em tribunais abertos.

Isso tudo para não retornarmos ainda mais no tempo e seus inúmeros capítulos de horror político-religioso, mencionando entre outras tantas as sangrentas Cruzadas "Santas" (as quais, aliás, já estão muito bem atualizadas pelo agonizante Império de turno e por seus vassalos, mundo afora).

A sociedade secreta mais influente do mundo ao longo de toda a história - através das ações de bancos privados, proprietária do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos - faz-nos também relembrar o famoso discurso de John Kennedy em 27 de abril de 1961(assista-o legendado em português, aqui), quem prometia banir as organizações ocultas e a própria CIA (esta, ligada intimamente àquela) de seu país.

Dois anos e meio depois, em 23 de novembro de 1963 o presidente Kennedy seria "misteriosamente" assassinado, tendo a agência de Inteligência mais bem equipada do mundo falhado grotescamente em dar proteção ao carro presidencial - pela primeira e última vez na história a CIA "atrapalhou-se" na proteção a um presidente dos Estados Unidos, "coincidentemente" no dia em que o assassinato de Kennedy estava planejado para ser executado, segundo peritos, por exímio atirador profissional jamais identificado.

Pois Kennedy agonizou com balas na cabeça, morreu poucos minutos depois, jamais o crime seria devidamente esclarecido, e aí estão a CIA e as sociedades secretas, sutilmente livres, sem nenhum questionamento em um mundo escancarada e crescentemente hostil, dividido, dominado por 1% que ostenta metade da riqueza mundial, devendo em 2016 ultrapassar a dos outros 99% (leia na BBC).

Em meio a esta defesa mordaz dos podres poderes às religiões ao mesmo tempo que a usa para invadir, provocar guerras e pilhar riquezas alheias, vale ressaltar que: 

● A mesma CIA "falhou" ao não impedir os ataques do 11 de Setembro perpetrados de uma "caverna no Afeganistão": até a data dos atentados, a comunidade de Inteligência e o governo local foram alertada de dentro e de fora dos Estados Unidos, inclusive por funcionários da própria CIA, de que havia ataques iminentes em solo norte-americano, os quais fariam uso de aviões para serem usados como bombas; 

● A segurança aérea dos Estados Unidos "falhou" clamorosamente uma única vez na história do país: exatamente no dia 11 de setembro de 2001. 

Justamente neste dia, os Standard Operating Procedures (defesa aérea do país, a mais potente do mundo) estiveram inexplicavelmente suspensos, algo jamais ocorrido na história dos Estados Unidos não podendo, assim, enviar jatos que impedissem os supostos aviões (que por meia hora sobrevoaram os espaço aéreo mais seguros do mundo) de executarem seus ataques (tal omissão nunca seria explicada, nem aparecido o responsável por ela e, ainda mais intrigante, os controladores de voo e funcionários do FBI responsáveis pela questão não apenas não seriam demitidos, como seriam ainda promovidos). 

Também seriam logo constatadas graves "falhas" ao permitir os sequestros de quatro aviões e seus relativamente longos trajetos dos quatro aviões, com três ataques a alvos norte-americanos por parte da North American Aerospace Defence (defesa aérea dos EUA), da Federal Aviation Administration (controle de voos) e da National Manufacturing Competitiveness Council (Comando Militar Nacional), com base em gravações de áudio desses próprios serviços do país. 

Diversos funcionários de alto escalão viriam a ser promovidos profissionalmente após o maior fracasso conjunto da história da segurança norte-americana, enquanto a lógica aponta que deveriam ser, no mínimo, advertidos pelos "equívocos" que permitiram o maior ataque dentro dos Estados Unidos em toda a história;

● O Pentágono, supostamente local mais seguro do mundo, foi "incapaz" de impedir ataque ao próprio edifício naquele dia;

● A CIA foi igualmente "incapaz" de capturar Osama bin Laden por quase 10 anos, enquanto, sob tratamento de hemodiálise que envolve grandes aparatos, o líder saudita de origem iemenita "fugia" subindo e descendo as enormes montanhas afegãs rumo ao Paquistão - as mesmas montanhas que simplesmente, pela inacessibilidade, haviam dado vitória aos afegãos contra as invasões russa e britânica no século XIX - à época, exércitos mais poderosos do mundo;

● A tal "Guerra ao Terror", perpetrada pelas maiores potências mundiais, não apenas "não conseguiu" derrotar o Taliban, pequeno grupo de iletrados mal-armados, como ainda tem permitido seu enorme fortalecimento e expansão - os próprios tomadores de decisão de Washington e seus cínicos think-tanks consideram que o Taliban hoje representa ameaça muito maior que às vésperas do 11 de Setembro, e que o número de adeptos da organização terrorista afegã se multiplicou em muitas vezes, atualmente na casa dos nada menos que 60 mil combatentes;

Tudo isso, justificando e perpetuando a "Guerra Santa" contemporânea, que alimenta o complexo militar-industrial estadunidense.

Especificamente sobre Taliban e Al-Qaeda, vale recordar que, à época da Guerra Fria, os Estados Unidos criaram, financiaram e armaram tais grupos em nome do extremismo religioso - elaborado nos laboratórios da CIA - a fim de combater a ex-União Soviética. 

Este vídeo flagra Zbigniew Brzezinski, conselheiro de Segurança Nacional do presidente norte-americano Jimmy Carter (1977 - 1981) em solo afegão, entre mujahideen incitando-os ao combate "heroicamente" violento em nome da religião - e dos interesses dos Estados Unidos. 

O então conselheiro da Casa Branca orienta os novos combatentes religiosos afegãos cheio de emoção, pousando de um helicóptero à semelhança de um semi-deus, ou pelo menos de um grande profeta.



Este vídeo revela tal encontro, em que Reagan compara publicamente os combatentes jihadistas afegãos aos pais fundadores de seu país.

Nada disso é contado pela versão oficial. Todos os documentos e os próprios relatos dos envolvidos (como Brzezinski e o então presidente norte-americano à época, Jimmy Carter, entre outros membros de alto escalão do governo de Washington então), registra que a entrada dos Estados Unidos no Afeganistão em 1979 foi posterior à soviética, a fim de defender a população local dos comunistas. Uma vez mais, neste caso a história real é exatamente ao contrário.

Brzezinski disse em entrevista ao jornal francês Le Nouvel Observateur, em janeiro de 1988, e também à CNN em novembro de 1997:

Segundo a versão oficial, o apoio da CIA aos mujahideen começou em 1980, ou seja, 
após a invasão do exército soviético ao Afeganistão, em 24 de dezembro de 1979. 

Mas a realidade, mantida em segredo até hoje, é completamente diferente. Na verdade, em 3 de Julho 1979 
o presidente Carter assinou a primeira diretiva para o apoio secreto da oposição contra o regime pró-soviético de Cabul.

E no mesmo dia escrevi uma nota, em que expliquei ao presidente que este apoio iria, 
na minha opinião, levar a uma intervenção militar por parte dos soviéticos.


A intenção da Casa Branca era, segundo Brzezinski e o próprio presidente Carter, atolar a então União Soviética no Afeganistão dando àquela "seu Vietnã" de acordo com o então conselheiro de segurança da Casa Branca, desgastando a outra superpotência concorrente de Washington tal qual havia ocorrido com a vergonhosa derrota dos próprios Estados Unidos no Vietnã, anos antes. Assim, surgiram os jihadistas que hoje conhecemos, tachados desesperadamente pelos norte-americanos de terroristas - fomentados por eles mesmos.

Hoje, não apenas o Taliban está bem mais fortalecido e ampliado que antes do 11 de Setembro, mas a própria Al-Qaeda além da criação de outra organização terrorista com ideologia semelhante à daquelas porém ainda mais maléfica, igualmente criada, financiada, treinada e armada diretamente por Washington e seus aliados (tais como França, Turquia, Catar e Arábia Saudita): o autodenominado Estado Islamita. 

Tudo isso cumprindo o propósito inicial da "Guerra ao Terror", vendida ao mundo como "luta do bem contra o mal (aceita majoritariamente entre igrejas cristãs), projetada antes dos atentados em Nova Iorque e em Washington para ser infinita justificando, assim, a permanência e ampliação de bases militares dos Estados Unidos e das grandes potências mundiais no Oriente Médio, e em todo o mundo, o que tem ocorrido nos últimos 14 anos sem precedentes na história global. Para isso tudo, apoiada fielmente pela religião elitista, dominante e dominadora que exercem controle sobre as sociedades mundiais como nenhuma outra instituição, nem mesmo a própria mídia.

As próprias madrassas (escolas do fundamentalismo islamita que formam jihadistas, iniciadas no Afeganistão e no Paquistão, fortemente presentes em ambos os países, especialmente no segundo até os dias de hoje) são, igualmente, criação secreta de Washington (leia aqui).

O jornal The Washington Post publicou em 23 de março de 2002, fato desconhecido do público norte-americano e mundial, que os EUA espalharam ensinamentos da jihad islamita nos livros didáticos Made in America, desenvolvidos na Universidade de Nebraska:

(...) Os Estados Unidos gastaram milhões de dólares para fornecer às crianças das escolas afegãs livros cheios de imagens violentas e de ensinamentos militantes islamitas, como parte das tentativas secretas a fim de estimular a resistência à ocupação soviética.

Os mais importantes, preenchidos com a ideia de jihad e com desenhos cheios de armas, de balas, de soldados e de minas terrestres, têm servido desde então como grade curricular do sistema escolar afegão. Até mesmo o Taliban usou os livros produzidos pelos norte-americanos.

A Casa Branca defende o conteúdo religioso dizendo que os princípios islamitas permeiam a cultura afegã, e que os livros "estão em plena conformidade com a legislação dos EUA e de sua política." Os especialistas jurídicos, no entanto, questionam se os livros violam alguma proibição constitucional [norte-americana] sobre o uso do dinheiro dos impostos para promover religião.

(...) Os oficiais da USAID [ONG de fachada da CIA] disseram em entrevistas que deixaram os materiais islamitas lacrados pois temiam que educadores afegãos rejeitassem os livros, já que carecem fortemente do centro do pensamento muçulmano. A agência removeu seu logotipo e qualquer menção do governo dos EUA a partir dos textos religiosos, disse a porta-voz da USAID, Kathryn Stratos.

"Não é política da USAID apoiar a instrução religiosa", disse Stratos. "Mas fomos em frente com esse projeto, porque o objetivo principal (...) é educar as crianças, o que se trata de atividade predominantemente secular.

(...) Publicado em línguas afegãs predominantes, dari e pashtun, os livros didáticos foram desenvolvidos no início de 1980 no âmbito de um auxílio em favor da Universidade de Nebraska - Omaha e seu Centro de Estudos Sobre o Afeganistão. A agência gastou 51 milhões de dólares nos programas da universidade voltados à educação [grifo nosso] no Afeganistão, de 1984 a 1994.


● Velhos parceiros, CIA e Mossad (serviço de Inteligência do Estado de Israel) fomentaram (e seguem fomentando) a feroz divisão entre muçulmanos sunitas e xiitas no Oriente Médio (leia: US post-9/11 Strategy in the Muslim World: Promote Sunni, Shiite, Arab and non-Arab Divides, e Who is Abu Musab Al-Zarqawi? From Al-Zarqawi to Al-Bagdahdi: "The Islamic State" is a CIA-Mossad-MI6 "Intelligence Asset");

● A CIA e o Mossad, em nome dos interesses econômicos e estratégicos sionista-norte-americanos escondidos detrás dos valores judaico-cristãos, têm gerado instabilidade social, econômica e política no Oriente Médio (por exemplo, na Síria hoje), perpetrando inclusive assassinatos (mais recente exemplo, contra o ex-presidente líbio Muammar Gadaffi em 2011) guerras (como a Irã - Iraque, 1980 - 1988, mais sangrenta pós-II Guerra Mundial) e golpes [a começar por aquele contra o primeiro-ministro iraniano, Mohammad Mosaddeq, em 1953, fato este confirmado pela própria CIA 60 anos mais tarde, em 2013, registrado no National Security Archive dos Estados Unidos (leia CIA Confirms Role in 1953 Iran Coup)].

Tudo isso, impondo marionetes locais pró-interesses das grandes potências sob o precário disfarce de "defensores da liberdade e da moral";

● A CIA "fundou" a organização terrorista nigeriana Boko Haram, em 2002: dado que o Irã ameaça possíveis retaliações com o fechamento do Estreito de Hormuz, por onde passam 17 milhões de barris de petróleo por dia, o que representa 35% do produto comercializado internacionalmente, em 1998 a administração do presidente norte-americano Bill Clinton deixou claro que entrar na Nigéria era vital à economia dos EUA. 

O Boko Haram segue as premissas do Taliban, da Al-Qaeda e do Estado Islamita, ao tentar impor em seus domínios a sharia (lei islamita) levada às últimas consequências. Desta maneira, para desestabilizar a região africana e justificar mais "intervenção humanitária" das grandes potências lideradas por Washington, a CIA tem financiado e treinado os "terroristas islamitas", versão africana. Isso faz parte também da velha tática de dividir para conquistar, bem como para reforçar a "política" (eufemismo para crime contra todas as leis internacionais) de expansão das bases militares norte-americanas por todo o planeta. Leia: CIA Covert Ops in Nigeria: Fertile Ground for US Sponsored Balkanization, no Global Research (Canadá). 

São histórias que os livros de História não contam - nem muito menos os "inofensivos" como pombas, chefes da religião das imposições e das fobias que difundem a errônea ideia (não por mera incompetência conceitual e nem religiosa) de que pacifismo passa longe de renúncia, responsabilidades - especialmente daqueles em posição de poder - e de resistência (estas últimas, exatamente as grandes características do Evangelho de Jesus, centro de sua mensagem de paz e libertação dos povos oprimidos, cuja fome e dor não podem esperar, nem Jesus jamais esperou, nem se conformou, nem nunca se ocupou primeiro do ativismo religioso e muito menos dos esquizofrênicos debates doutrinários, em gritante detrimento do bem-estar humano).

Disse Mahatma Gandhi que "a violência é o medo dos ideais dos demais".

Profetas e Arquitetos de 'Guerras Santas' sem Fim

 

As Roupas Novas do Rei

Todos os súditos estavam de joelhos, admirando as roupas novas do rei. 
Aos milhares, os plebeus o aplaudiam. Nunca tinham visto algo tão bonito.

De repente, uma garotinha que segurava a mão da mãe em meio à multidão apontou 
o dedo ao rei e disse: - Mamãe, o rei está nu! Ele não está usando roupa nenhuma!

Ninguém acreditou na garotinha. Sua mãe pediu que ficasse quieta e todos esqueceram dela. As pessoas continuaram a admirar as 
roupas novas do rei (...). Todos os outros agiram motivados por seus interesses, por seus medos ou por uma combinação de ambos.

(Romance norte-americano "Síndrome de Pinóquio", David Zeman, editora Planeta, 2003)



Pensando mais um pouco por dentro das religiões, pelo menos a cada década surge um novo "profeta" trazendo "novas verdades" - com um q de descobertas científicas que, mais tarde, comprovam-se para delírio dos seguidores aumentando, assim, a credibilidade da suposta voz oficial de Deus contemporânea. 

Afinal, se o "profeta" antecipou-se sobremaneira à ciência e revelou, por exemplo, que a cevada pode ser nociva ao estômago humano, ou que determinado chá natural pode funcionar como libertador da alma humana, ou ainda que as montanhas são mais extensas debaixo que fora d'água, ou mesmo que, com pouco ou nenhum estudo, redigiu livros tão cheios de ensinamentos e músicas sacras tão profundas, o enviado especial só poderia mesmo ter sido inspirado por Deus para fazer os auspícios celestiais, e uma nova religião ou ao menos uma seita, está criada.

Este último fenômeno é também bastante intrigante: quanto mais "profetas" (base das religiões dominantes e dominadoras) trazem suas mensagens tidas como divinas, mais as religiões se dividem - a começar dentro delas mesmas. 

E consequentemente, as sociedades acabam ferozmente fracionadas conforme os próprios estudos científicos mais recentes revelam - além da própria realidade cotidiana. Tanto quanto há grandes homens e mulheres, há a criação artificial de religiões e de mitos - tanto quanto há grandes homens e mulheres falsamente transformados em vilões. 

Os podres poderes são mestres milenares na arte de inverter os papeis, de desconstruir a realidade social e de criar mecanismos para o aprimoramento de sua roubalheira indiscriminada.

Pois os estudos dos professores Arthur Joyce e Sarah Barber no México vêm, igualmente, confirmar as impressões ao se ler e reler o telegrama enviado pela "embaixadora" Kubiske a Washington: a parceria de sucesso com comunidades religiosas brasileiras, certamente, não se deve a um profundo amor à fé coletiva por parte da "boa samaritana" gringa à época residente na capital brasileira, dos funcionários da CIA e das sociedades secretas em geral, e nem à mera postura política da Casa Branca.

Os mesmos fomentadores de religiões e de todas as lendas que muitas vezes as envolvem, tratam de dividi-la dentro delas mesmas e jogar umas contra as outras, especialmente as dominantes e dominadoras. 

Basta reconsiderar o que a CIA tem feito com o Islã - a partir do próprio Islã ou em nome dele - no Oriente Médio, desde a criação dos mujahideen no final da década de 1970 que formaria seres como Osama bin Laden, Saddam Hussein, e grupos terroristas como Al-Qaeda, Taliban e Estado Islamita, além da feroz divisão sectária especialmente entre sunitas e xiitas, isso tudo já abordado.

O espírito reacionário está na raiz das religiões dominantes e dominadoras. A própria Igreja autodenominada protestante, inclui-se neste setor por mais que tente negar. Os "protestantes" primitivos, sob aprouve das lideranças, trataram de lançar à fogueira os que julgavam 'hereges', praticando o mesmo que tanto haviam condenado em relação aos católicos, e que lhes valeu justamente o título de protestantes.

No campo social mais amplo, Lutero apoiou os príncipes alemães contra os trabalhadores do campo que, vivendo em completa miséria e sob profunda exploração, clamavam por melhorias das condições de 'vida' (guarde esta palavra) - em nada obediente aos apelos de Jesus em favor dos pobres e injustiçados, mas oportunisticamente favorável aos mais poderosos da época. Alguma semelhança da maioria das ditas igrejas cristãs de hoje em relação a seu grande mestre fundador?

Foram ainda calvinistas (correspondentes aos presbiterianos de hoje) ingleses os que financiaram a colonização da América do Norte em meados do século XVI, sob o manto de povo eleito, predestinado a se apropriar daquele território após exterminar quase por completo seus milhões de habitantes "retrógrados", através de ataques com requintes de extrema crueldade que torturavam e assassinavam em massa, enquanto se apoderavam das diversas riquezas naturais de uma terra muito mais rica que a britânica.

Enfim, a fundação, a manutenção ea expansão de uma nova religião, no caso a dos "protestantes" (que não são e nem nunca foram sequer protestantes, quanto mais evangélicos na essência do termo), religião opressora por excelência tanto quanto a católica, valiam a vida alheia, passavam por cima dela indiscriminadamente. Trata-se de mais uma evidência do sectarismo religioso, a teoria, a filosofia religiosa que ao longo dos séculos até os tempos atuais enferma, aprisiona, explora, mata corpos e almas.

Tratando novamente da Igreja Católica, a América hispânica e lusófona foi em nome de Deus invadida com seus habitantes originários (índios) levados quase à extinção: de 90 milhões no início do século XVI, em apenas um século e meio os povos nativos "selvagens" foram reduzidos a três milhões e meio (!), pelos donos do poder "civilizado" sob aos bênçãos do Vaticano bem como da Igreja católica na Espanha e em Portugal que o representavam, em nome da expansão dos impérios que, ao seu bel-prazer, aniquilaram vidas e jogaram por terra, para sempre, culturas milenares além de terem deixado um continente que é hoje, desde a "independência" de cada uma das respectivas nações, o mais desigual do planeta muito embora seja o mais rico em biodiversidade, por outro lado uma terra profundamente desgastada por seu uso excessivo - o que afeta profundamente o clima - e sociedades oprimidas ainda hoje sob as feridas ainda não cicatrizadas do genocídio que durou séculos.

Diante disso tudo, não surpreende que os mais ferrenhos apoiantes da Nova Ordem Mundial sejam, consciente em alguns casos e inconscientemente em outros tantos, os próprios seguidores das religiões multitudinárias. No primeiro caso, encaixam-se notadamente os chefes da religião, muitos metidos em sociedades secretas e até com o narcotráfico, o que tampouco se trata de mera especulação e nem de grande novidade; no segundo, as multidões de "fieis" a um sistema que lhes proíbe de pensar, questionar, ter memória e de agir.

Assim como nos dias atuais já não espanta mais este autor tanto quanto à época, anos atrás, quando donos de templos "cristãos", tão rigorosos na sistematização da interpretação teológica a ponto de se envaidecer por isso, raivosos defensores de cada vírgula doutrinária deram razão às "políticas" duras de nada menos que Augusto Pinochet, condenado pela Justiça chilena e por todos os organismos por direitos humanos internacionais por crimes de lesa-humanidade, das mais terríveis que a história tem conhecimento por questões ideológicas (mentes condicionadas, a esquizofrenia contra diferenças teóricas acaba atingindo todos os segmentos da vida deste tipo de indivíduo): "matou pouco", proferido por determinado líder de cursinho bíblico como justificativa às crueldades de Pinochet, sem nenhum constrangimento, além da declaração de outro famoso "mestre bíblico", que "tem que soltar bombas no Oriente Médio árabe-islamita, mesmo!", em tom de defesa do "povo de Deus" (= cristãos, mas cristãos protestantes, mais especificamente batistas e presbiterianos). 

Quando perguntado por que se deveria soltar bombas no Oriente Médio, o presbítero e "líder" de estudo bíblico no Brasil [elaborado diretamente no Texas, Estados Unidos, denominado Bible Study Fellowship, ou Estudo Bíblico do "Companheirismo", pasmem!, em português], e funcionário da Universidade Presbiteriana Mackenzie de São Paulo, respondeu sem titubear, cheio de autoridade: "Por que lá, as pessoas não têm Jesus!".

Na mesma igreja, Calvary International Church da cidade de São Paulo, Brasil (igualmente de origem norte-americana) onde se realizam tais "estudos" recheados de intolerância e demonstrações de histeria contra as mínimas diferenças dentro do próprio cristianismo, até onde este autor tinha conhecimento se prestavam a dar também "aulas" de Islã elaboradas e repassadas, é claro, por "missionários" norte-americanos - nem se faz necessário aqui estender sobre o conteúdo dos "ensinamentos".

Haveria certamente muito que se estender a fim de mencionar as inúmeras demonstrações de ódio religioso inter-igrejas - motivada pelas vírgulas doutrinárias, que se esquecem, ou desconhecem, ou nem querem entender em seus vícios religiosos que bem contrário de teólogos e de grandes debatedores doutrinários em geral, Jesus resolvia as mais controversas questões com um gesto, com um olhar, com um abraço, com um estender de mão - e intra-igrejas - por um lugarzinho ao sol no admirado e tão disputado terraço dos privilégios, acessível não aos que possuem mais virtudes e força de caráter, mas sobretudo aos mais hábeis em defender as retóricas doutrinárias e jogar melhor as cartas da Igreja local, de oratória, aparências, inevitavelmente de intrigas e de muita demagogia.

Contrato Social: Roubalheira Indiscriminada por Anestesia da Consciência

 

Eles devem achar difícil, aqueles que consideram a autoridade a verdade, ao invés de ter na verdade a autoridade

(Gerald Massey, egiptólogo)



Patético cenário religioso em geral, tão apologizado pela nada benevolente CIA e pelos piores manipuladores internacionais.
Sobre este espírito gritantemente reacionário da Igreja dita cristã, o psicanalista e ex-pastor evangélico, Caio Fábio, observa:

(...) Os líderes religiosos são privados deste poder exercido [sobre a vida das pessoas], daí eles preferirem pregar uma graça [bondade de Deus que faz as pessoas livres] barata, sem o explanar das verdades e liberdades que a graça promove, justamente para poder manter o poder de controle acumulado sobre as vidas dos membros dessa confraria chamada "igreja".

(...) Ouvi outro dia de um presbítero que as pessoas não sabem viver com liberdade, por isso tem que haver regras e disciplinas, porque liberdades excessivas geram libertinagem. (...) Muitos pastores e líderes religiosos vivem este medo e fobia que a graça gera, daí eles sempre querer controlar, e manipular situações e pessoas para poder ter ingerência total na vida delas, ditando as regras, e controlando todos os seus passos na vida (...)". Em O Medo como Neurose e Fobia Religiosa-Espiritual.


As cúpulas das religiões elitistas, reivindicando "autoridade celestial", têm servido para amestrar as sociedades levando-as à alienação (estado mental caracterizado pela perda da própria identidade e, consequentemente, à inconsciência do mundo ao seu redor), servindo como instrumento de domínio psicológico. Isso gera, nas massas dessituadas, passividade conivente, indiferença disfarçada de pacifismo que os personagens históricos idolatrados cegamente (idolatria indissociável da cegueira enquanto o próprio Jesus, apenas para citar um exemplo, tem funcionado como ídolo à grande maioria das comunidades religiosas, morto à vida mais prática, bastante vivo aos fins religiosos que incluem massagem de ego, além dos efeitos já mencionados), transformados em ícones por essas mesmas religiões predominantes, jamais ensinaram e nem vivenciaram, muito pelo contrário: foram atores ativos na vida cotidiana (em absoluta antítese às teorias teológicas) de suas épocas, nunca presas fáceis dos poderes corruptos, inertes em relação à vida social mais prática.

O fanatismo, sectário por natureza, é o que impede as pessoas de pensar, de questionar e de ter memória. O alto clero das religiões que jamais foram de serviço, mas que são servidas pela fé da sociedade, sabem muito bem disso. Veja-se, neste sentido, como se dá a tão cega quanto impetuosa devoção á imagem do papa sem que, na grande maioria das vezes, seus devotos tenham o mínimo conhecimento de sua biografia, de como ele chegou a tal posição, qual sua missão. Basta dizer que é o papa, e fim de papo! Não se admite questionamentos, ou neste caso, invariavelmente, vale agressiva acusação de herege por parte dos chamados fieis, autodenominados guardiães do sagrado, sempre a postos no combate a toda e qualquer "ameaça" às tradições da "sã doutrina", inquisidora aos de fora.

Este consenso é praticamente impossível de ser questionado cuja imediata e imperdoável inquisição aos "hereges", com pouca ou nenhuma chance ao diálogo, é perpetrada por todas as religiões reacionárias, que blindam os Estados oligárquicos. No caso cristão-católico, é este senso de se colocar seres humanos acima do bem e do mal que leva inúmeros sacerdotes a praticar ocultamente as maiores barbaridades, entre elas a violência sexual infantil, sob descarada justificativa na falibilidade humana, tese que se sustenta exatamente entre seres sem autonomia reflexiva, sem a mínima capacidade analítica.

Em cima da alienante submissão de suas obedientes massas de manobra - muitas vezes incondicional que não se incomoda com o que existe de mais podre neste mundo, comodismo sutilmente imposto pelos donos dos templos patrocinados pelos donos do poder estatal que, em diversos casos, imputam também nas massas forte espírito belicoso -, abre-se ainda espaço para que políticas de linha dura sejam implementadas as quais, além de servir para acobertar o sistema corrupto, estruturalmente endêmico, vão contra as liberdades civis e levam a muito confronto, doméstico e exterior (exatamente o que temos visto ocorrer historicamente, entre as confrarias religiosas reacionárias e entre nações). 

Tal sistema religioso possui direta relação com o falido sistema de ensino global, cujos fins são apontados desta maneira pelo linguista e filósofo norte-americano Noam Chomsky, no sítio Truth Out (Estados Unidos):

Há que se ter ensino em massa. A razão é que milhões estão podendo votar, e deve-se educá-los a fim de que não incomodem. Em outras palavras, deve-se treiná-los para a obediência e servilismo, para que não pensem como o mundo funciona e, assim, não vão depois pegar no pé deles. (...) As escolas são projetadas para ensinar o que vai cair na prova. Não existe a preocupação com a capacidade dos alunos de pensar, de se superar, de levantar questões. (...) Isso acontece em toda parte. E possui a evidente técnica de emburrecimento da população, e também de controlá-la. Para a maioria das pessoas, não há escolha. É o mesmo que dizer que todos têm a chance de se tornar milionários.
Tudo isso é uma forma de transformar a população em um bando de imbecis.


Já dizia Albert Einstein: "A submissão incondicional é a maior inimiga da verdade". Inimigos por natureza da verdade e da igualdade de condições em todos os segmentos da vida, os donos do poder, em todas as esferas, sempre foram muito conscientes disso, mestres na compreensão dos fatores psicológicos e do domínio da neurolinguística. Dos finos gabinetes, dos suntuosos templos e dos pomposos palácios, ora se acomoda, ora se gera ódio e as piores guerras entre suas marionetes: eis o perfeito resumo da pobre história humana. 

E dentro desse sistema das conveniências, aqueles que lavam as mãos como Pilatos, não participam dos banquetes indecentes estão, em última instância (na "menos maléfica" das hipóteses), na condição prevista pelo arcebispo sul-africano da Igreja anglicana, Desmond Tutu, quem lutou contra o apartheid em seu país: "Se você se mantém neutro em situações de injustiça, então escolheu o lado do opressor". Além do tão antigo quanto sábio vezo popular, que diz que "é preferível errar por ação, que por omissão", o que encontra eco no próprio conteúdo dos ensinamentos de Jesus. Trata-se da anti-cidadania que os sistemas religiosos mais sabem reproduzir em nome de Deus, aos bilhões. 

Os arquitetos e mantenedores de tais sistemas sempre souberam que seus submissos, mesmo os mais acomodados são, na verdade, grandes participantes do saqueio alheio e das tragédias históricas por meios sutilmente psicológicos mesmo sem terem consciência disso, tanto quanto Pilatos foi um dos atores principais na morte de Jesus ao lavar as mãos.

Outro ponto que evidencia de maneira inconteste o caráter fortemente sectário das religiões predominantes, além de seus fragilíssimos fundamentos ideológicos e psicológicos, é que a passividade que as marca quando o assunto é cidadania, transforma-se fatalmente no oposto, indignação (em muitos casos, profunda) ou mesmo a famosa histeria quando interesses ou meras ideias religiosas/doutrinárias/estruturais das comunidades estão em questão. Faz-se os mais duros juízos e, se possível, estabelece-se os mais acalorados debates teológicos, cuja esquizofrenia doutrinária é marcante entre as sociedades ao redor do planeta. Mais um evidente fruto do quanto as profundamente idolatradas chefias religiosas utilizam seus fieis, mergulhados no auto-engano, como massa de manobra e como escudo para esses mesmos chefes das religiões.

Diante disso tudo, a versão atualizada da religião de dominação é, indisfarçavelmente, esta: "Só há um Deus, e um mediador entre Deus e os homens: Mamon". Paradoxalmente, a clarividência de tal fato é tão intensa quanto a incapacidade das plateias religiosas, mundo afora, de enxergá-la.

Outro Mundo É Possível

 

Sem coragem não é possível ser honesto. Sem coragem não é possível ser solidário e caridoso

(Heloísa Helena)



Quando a humanidade despertar para estes fatos, por outro lado enfatizando, sim, as virtudes - tão simples quanto é simples a beleza encantadora da vida, tão simples quanto ao apaixonante fato de que Jesus corria imediata e até indignadamente, largava absolutamente tudo a fim de curar, de resolver conflitos, exercer justiça e saciar tanta fome por amor, jamais por calculista cumprimento dogmático conforme os cursinhos teológicos enfiam goela abaixo da humanidade -, um outro mundo será possível, em que haja igualdade e solidariedade, tolerância com as diferenças (não com a corrupção, conforme convenientemente invertem os papeis as dominadoras religiões dos intolerantes dogmas).

A questão crucial que se coloca - que certamente a colocariam nos dias de hoje seres humanos tão brilhantes quanto açoitados até a morte pelos falsários da religião e donos do poder em geral, seres iluminados como Jesus, Maomé, Chico Xavier, Madre Teresa de Calcutá, Gandhi, Buda, entre outros - é: desejarão as multidões pertencentes às preponderantes religiões deixar algum dia o caminho, de certa maneira mais cômodo, da inconsciência que os torna indiferentes passageiros do destino ditados por desavergonhados gozadores de privilégios, para serem protagonistas da história e das suas próprias vidas?

Isso será realidade quando as multidões de fieis às suas respectivas autoridades religiosas, supostas porta-vozes de Deus, tiverem brios suficientes para perder o medo de serem acusadas de hereges ao denunciar o que, silenciosamente, presenciam em tais meios escandalizando-se interiormente por isso, tentando fazer com que o próprio subconsciente abafe a indignação apontada pelo consciente (suicídio mental e espiritual).

Em outros casos, quando determinados seres abrirem mão de seus interesses. Ou ainda, este mundo se desvencilhará de seus maiores grilhões quando outros tantos abrirem mão de uma combinação de ambos, do medo e dos interesses inerentes a tais sistemas escravizantes, e deixarem de se prestar ao papel de massa de manobra.

Diz o grande comandante Fidel Castro, um dos principais líderes da Revolução Cubana: "Ou triunfam as ideais justas, ou triunfa o desastre".

Sem ruptura da histórica e corrupta aliança entre religião e política, contudo, o outro mundo é impossível. Não por coincidência, as grandes religiões impregnam nas mentes de seus bilhões de adeptos (de maneira tão exitosa que provoca profunda irritação, quando se diz acreditar no contrário) que ele é invariavelmente impossível de ser alcançado, reservado a outras dimensões.

Eis os fragilíssimos alicerces psicológicos enraizados nas religiões dominantes e dominadoras - que manipula o inconsciente societário como poucas instituições -, inversamente proporcionais aos alicerces materiais e a todo o aparato que as sustentam há muitos séculos, garantindo seus privilégios e os dos Estados corruptos, um se apoiando e se encobertando no outro. Em troca, as multidões têm sua consciência anestesiada por esses poderes. Dizem que é mais fácil viver assim...

Entre a melancolia de um mundo apaticamente sedado que glorifica os iguais, a estupidez e a ignorância, bem mais vale fazer tudo por paixão e conscientemente, sempre. E com todos os obstáculos e até dores que possam surgir decorrentes de se viver a realidade, jamais entre fugas aplaudidas pelos maiores carrascos da humanidade, nunca deixar de olhar adiante e acreditar: outro mundo é possível!

Conforme ironizou Jon Stewart: "A religião oferece às pessoas a esperança em um mundo devastado pela... religião".

Há que se fazer a devida separação colocando em polos completamente opostos o genuíno Evangelho - ensinamentos baseados fundamentalmente em práticas, interiorização e conscientização, igualitário, transparente e inclusivo -, e o perverso, estúpido, repugnante Cristianismo estabelecido por Constantino em Roma nos idos do século IV - agressivamente verticalizado, excludente, cujas cúpulas organizam-se de modo mais obscuro que o próprio sistema político, altamente corrupto - seguido entusiasticamente pela maioria das confrarias ocidentais a fim de retirar consciência, enfraquecer personalidades, dominar e acumular riqueza
Edu Montesanti

 


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