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Ciência

Dedos das mãos de crianças revelam seus desempenhos

25.05.2007
 
Dedos das mãos de crianças revelam seus desempenhos

 Os dedos da mão de crianças revelam  o seus desempenhos escolares  de acordo com pesquisadores.

O estudo, que incluiu 75 crianças de sete anos de idade, descobriu que crianças com o dedo anular mais curto em comparação ao indicador, se saíram melhor em testes de linguagem do que de matemática.

Os com o anular mais longo tiveram um melhor desempenho em matemática do que em linguagem, disse o estudo publicado no British Journal of Psychology.

A equipe britânica disse que isso se deve a diferentes níveis de exposição de crianças a hormônios no útero materno.

O chefe do departamento de Psicologia da Universidade de Bath, Mark Brosnan, que liderou a pesquisa, disse que a testosterona promoveria o desenvolvimento de áreas do cérebro que são normalmente associadas ao raciocínio espacial e matemático. "Acredita-se que o estrogênio faça o mesmo em relação a áreas do cérebro normalmente associadas à habilidade verbal."

Segundo Brosnan, "acredita-se também que estes hormônios tenham uma influência na relação entre o comprimento dos dedos indicador e anular".

As crianças expostas a uma dose maior de testosterona tendem a ter dedos anulares mais longos e as expostas a uma dose maior de estrogênio têm dedo indicador mais longo.

"Nós podemos usar as medidas destes dedos como forma de avaliar a exposição relativa a estes dois hormônios no útero, e como mostramos através deste estudo, nós também podemos usá-los para prever a habilidade em áreas cruciais de matemática e linguagem", acrescentou.

A equipe de pesquisa comparou a proporção entre os dois dedos com os resultados dos exames escolares das crianças de sete anos e disseram ter encontrado uma "relação válida" entre ambos.

Brosnan acrescentou que o estudo não sugere que a medida do comprimento dos dedos possa substituir exames. "A proporção dos dedos nos fornece uma observação interessante sobre nossas habilidades natas em áreas cognitivas chaves.

 Fonte Agência Estado

 


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