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Ciência

Amazônia lar de uma grande civilização perdida

08.05.2017
 
Amazônia lar de uma grande civilização perdida. 26516.jpeg

A Natureza é muito mais resiliente do que a os ambientalistas radicais imaginam, por mais que insistam na tese catastrófica do Aquecimento Global de origem antropomórfica. 

A descoberta de traçados geométricos modulados pela mão do homem, depois do arroteamento de terras para pasto na Amazónia, da confirmação de espécies vegetais frutíferas domesticadas na cobertura vegetal da imensa região do Amazonas e finalmente de uma camada de terra rica em carvão e cinzas, fica demonstrado que afinal a Mata Amazónica não é tão "virgem" como nos afirmam...  Ali floresceu durante muito tempo uma civilização. 

Sobre a capacidade da Natureza de superar a pressão evolutiva do homem, por mais que este queira, queira até modificar o clima, há muito que se observa junto a cidades das chamadas civilizações pré-Colombianas a fantástica recuperação da cobertura vegetal, que inclusive obriga a uma prévia limpeza do matagal para pôr à vista os diferentes edifícios monumentais que o homem de antanho construiu. Creio mesmo que a floresta dita "virgem" esconderá muito mais...

Recentemente lendo um artigo sobre a perda de cobertura vegetal no planeta em virtude da ação do homem, dei-me ao trabalho, com base nos dados informados no mesmo e cruzados com outros de outras fontes, de começar a fazer contas, tendo chegado às seguintes a conclusões absurdas... 

Considerando que o planeta tem neste momento cerca 150 milhões de km2 de floresta e as taxas de abate constantes, colhidas em 3 fontes diferentes, a cobertura vegetal durará os prazos seguintes:

643 anos, baseado na fonte do artigo "Ligação à Terra", do jornalista Carlos Reis, publicado na revista "Além Mar" de Março de 2017;

964,5 anos, baseado na fonte da Carta Aberta da Comunidade Científica à Comunidade Religiosa, de Janeiro de 1990, na qual se incluem como subscritores nomes como Carl Sagan, James E. Hansen, etc, inserta no livro O Império Ecológico de Pascal Bernardin, pag. 456;

2.884,6 anos, baseado na fonte da enciclopédia Wikipédia, artigo sobre a desflorestação.

Chamo atenção que nenhuma das fontes procurou demonstrar o provável fim do recurso florestal. As razões são óbvias... Face aos valores calculados, ainda que sem ter em conta que a taxa de exploração é variável e a capacidade de a Natureza e o próprio homem de repor as perdas de floresta ao longo do tempo, coisa que ninguém sabe, pode-se dizer que a cobertura vegetal do Planeta é um recurso praticamente renovável!!!

Vem a propósito afirmar que todo o alarmismo climático, que quase todos os dias nos é martelado pela "mídia", tem objetivos sinistros que se escondem por trás de uma falsa preocupação com a "mãe natureza"... Um deles e talvez o mais importante é o da partilha equitativa dos recursos naturais disponíveis. Os países mais desenvolvidos, afinal os maiores produtores de poluição local e consumidores de energia, não desejam partilhar com os países menos desenvolvidos esses mesmos recursos, embora a maioria deles se situam nestes últimos. O caso do Brasil é notoriamente comprovado. Em consequência disso, todo o alarido que as ONGs e outros institutos fazem à volta da hipotética escassez de bens alimentares, só serve para aumentar os preços das matérias primas, o que significa concentração de riqueza nos mesmos bolsos... Daí a situação de grande desigualdade social que vivemos hoje no Mundo. Apenas 1% dos mais ricos, detêm 95% de toda a riqueza global. Ora isto é que faz a verdadeira "Crise Ecológica", considerando a Ecologia no seu sentido mais abrangente. Não apenas relacionado com o ambiente, mas também com a questão social.

Finalizando, do volumoso livro documental de Pascal Bernardin, "O império Ecológico ou a Subversão da Ecologia pelo Globalismo", pag.513, de Edgar Morin, famoso intelectual francês, antropólogo, sociólogo e filósofo, pode-se ler a propósito do que atrás afirmei, o seguinte: "Nossa Civilização tem a doença da velocidade. A tomada de consciência da corrida maluca, do risco de arrebatamento é urgente. É preciso frear, diminuir a velocidade, a fim de fazer chegar a um futuro diferente. Daqui em diante é necessário considerar a regulação internacional do crescimento e da competição económica e promulgar uma carta de normas de vida que comporte os direitos do tempo humano.

Como desacelerar? Para esse problema é preciso a mesma tomada de consciência mundial que começou a se manifestar na Cúpula da Terra no Rio (Janeiro),. Esse é um problema que na era da interdependência (Globalização), não pode ser tratado por uma só nação, caso contrário, encontrar-se-á numa autarquia sufocante(???)". O resultado deste pensamento perverso e alarmista só tem um objetivo: concentrar mãos dos de sempre, uma minoria de magnatas, a riqueza total das nações... O resto são cantigas de embalar! 

Artur Teixeira

 


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