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Federação Russa

Rússia não quer sanções contra Coréia do Norte

06.07.2006
 
Rússia não quer sanções contra Coréia do Norte

 O vice - ministro dos Negócios Extrangeiros russo  Aleksandr Alekseev declarou oficialmente ontem  em Moscou ao embaxador da Coréia do Norte , Pak Y Tchun,  que  a Rússia considera  os lançamentos dos mísseis norte-coreanos  serem prejudiciais para a paz e a estabilidade no Extremo Oriente. 

 O diplomata russo apontou que os mísseis disparados em 4 e 5 do corrente complicam as perspetivas de resolução da problemática nuclear na península da Coréia.

 O embaixador norte-coreano prometeu informar imediatamente Pyongyang sobre a posição russa.

 Numa declaração anterior, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia havia sublinhado que a Coréia do Norte lançou esses mísseis sem prévia notificação e contra o previsto na sua própria moratória sobre tais lançamentos. O mais preocupante é que assim foi criada uma ameaça à liberdade de navegação internacional nas águas do Pacífico.

 Entretanto o Conselho de Segurança da ONU esteve ontem reunido а porta fechada a pedido do Japáo para decidir uma resposta concertada a mais este desafio de Pyongyang.

  Os presentes na reunião receberam a minuta de resolução preparada pelo Japão, Estados Unidos e Grã-Bretanha, que recomenda a todos os Estados não financiar doravante esse país e acabar com a transferência de tecnologias para cumprimento do seu programa de desenvolvimento de mísseis.

A Rússia é contra a introdução de sanções contra a Coréia do Norte por causa dos lançamentos de mísseis . Moscou apóia  uma declaração  de  advertência oficial sobre concequências dos lançamentos . Segundo o embaxador da Rússia no Japão, Aleksandr Losyukov,  as sanções  levam a perder a possibilidade de resolver o problema nuclear nortecoreana por via diplomatica. A China pronunciou-se também contra sanções.

A reunião foi suspensa enquanto decorrem negociações diplomáticas, face esta à o posição da  Rússia  e  da China à proposta japonesa.
 
O número de lançamentos efectuados por Pyongyang não é consensual, com a Rússia e a Coreia do Sul a assegurarem que foram disparados dez míssseis e os EUA a afirmararem que foram sete.

 De acordo com Washington, seis dos mísseis foram lançados ao princípio da noite de terça-feira num espaço de tempo de quatro horas e o sítimo foi testado na manhã de ontem. O ‘Taepodong-2’, com capacidade para atingir o Alasca, estava entre os primeiros lançamentos, tendo falhado, ao contrário dos outros – de curto e médio alcance –, que caíram no Mar do Japão.


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