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São Tomé e Príncipe pode vir a albergar o Comando Africano do Pentágono

05.10.2006
 
São Tomé e Príncipe pode vir a albergar o Comando Africano do Pentágono

04.10.2006-Pravda.ru (São Tomé) Fradique de Menezes confessou que já tinha chamado a atenção de um responsável do comando dos Estados Unidos instalado na Europa, e que cobre também o continente africano, para a necessidade de se aproximar o comando ao campo das operações. Agora tudo está dependente da escolha Norte Americana.

Confrontado pelos jornalistas, com notícias que admitem a possibilidade de São Tomé e Príncipe acolher o comando das tropas norte americanas em África, o Presidente são-tomense foi peremptório. «Não. Não posso confirmar, porque não discuti esse caso», afirmou Fradique de Menezes, que no entanto reconheceu que há fumo no ar. «poderá se dizer que não há fogo sem fumo, que de facto poderá haver algo, mas isso não foi discutido», reforçou o Chefe de Estado São-tomense.

O Presidente da República disse que após a sua reunião no Pentágono, leu nos jornais que «havia dois países que poderiam abrigar isto, São Tomé e Príncipe ou o Gana, isso é o que percebi. Mas haverá um longo caminho ainda para andar até que isto possa um dia concretizar», pontuou.

Fradique de Menezes não escondeu o interesse de São Tomé e Príncipe em albergar o comando militar dos Estados Unidos para África. Tudo depende da decisão norte americana e dos acertos com os poderes instituídos no país. «Se São Tomé e Príncipe for o país ideal, para a parte americana para a instalação disto, teremos também todo um processo interno a ser feito. Tanto a nível do governo, o Presidente da República, bem como a Assembleia Nacional, para que o país possa acolher ou não este tipo de instituição», explicou.

O Chefe de Estado são-tomense confessou que há dois anos atrás tinha chamado a atenção das autoridades americanas, para o facto de que tornava-se necessário, trazer o comando militar para África, actualmente tutelado pelo comando europeu, para o centro das operações. «Disse que se estivessem preocupados com a segurança do golfo da guiné, e dos recursos sobretudo os petrolíferos, que este comando está muito longe do campo das operações, que seria muito bom aproximarem-se um pouco mais. Isto foi há dois anos atrás, portanto hoje parece que estão decididos a criar este comando para África», concluiu Fradique de Menezes.

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