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Falta de assistência médica no Hospital prisional (V)

20.10.2008
 
Falta de assistência médica no Hospital prisional (V)

Ciente da utilidade do telefone para fazer ver como funciona a prisão, no seu caso, terá pedido à direcção da cadeia de Monsanto para inscreverem o número de telefone da ACED na lista dos números a que poderia recorrer, no quadro do regime de controlo dos telefonemas instituído.

 Tal pretensão foi-lhe negada. Não lhe será permitido telefonar para a ACED a partir de Monsanto. A ter em conta as declarações das autoridades prisionais vindas a público nos jornais, não será por vingança ou represália que tal impedimento foi decretado.

Será, com toda a probabilidade, por ser um dos pilares da política do sistema prisional abafar toda e qualquer circulação de informação sobre o que se passa nas prisões. Esperemos que, no futuro, as represálias contra o queixoso não se venham efectivamente a cerificar.

Mas a partir do Hospital prisional Luís teve permissão de contactar-nos. Foi-nos contando a história que relatámos ao longo de cinco ofícios, e disse-nos agora que desistiu de reclamar. Quis-nos pôr a par da sua decisão – pois não pretende ser herói e, tendo ficado isolado (o seu companheiro Jorge Paulo Ribeiro estava na cela ao lado com televisão, enquanto ele estava numa cela nua e algemado) não se sentiu com forças para continuar. E já que não só não o tratam no hospital como as condições da cela são piores que em Monsanto, preferiria voltar para Monsanto.

Disse-nos ainda que uma senhora representante do Provedor de Justiça o visitou e pôde constatar como estava sem mobília na cela, embora uma cama tenha sido lá posta pouco antes de chegar.

ACED


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