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Até o bispo... valha-nos o "senhor"

08.03.2019
 
Até o bispo... valha-nos o

Sim... "valha-nos o Senhor", pois não nos faltasse já uma presença cada vez maior das forças armadas portuguesas nos Açores, impondo o que entendemos e, aqui, já algumas vezes referimos como uma acção "psíco-social de presença" aparece-nos caído de para- das quedas o prelado castrense nacional em visita pastoral ao poder militar instalado nos Açores.

Continuamos a assistir como se nada fosse de nosso interesse particular à construção de "algo" que tomamos a iniciativa de adjectivar como uma "cabala" bem urdida nos gabinetes do poder central nomeadamente dos ministérios dos Negócios Estrangeiros, da Defesa, da Administração Pública, (esses em referência hoje estarem abrangidos pelo tema)

Vamos vendo, lendo e escutando as notícias que ultimamente saem em catapulta, sobre as visitas que a mando dos DDT (donos disto tudo) que para além de umas palestras e reuniões dentro portas, vão pé ante pé conquistando ou pelo menos tentando conquistar os incautos cidadãos açorianos.

Do ministro da defesa ouve-se o já cansado fado da descontaminação dos solos e aquíferos na ilha Terceira (neste concernente com declarações do Embaixador dos Estados Unidos em Lisboa) Resultados? A vêr vamos para quando os mesmos. Por meio do seu discurso vai o mesmo ministro tentando aliciar os jovens açorianos a aderirem às forças armadas portuguêsas, prometendo-lhes mundos e fundos numa carreira profissional de que sinceramente duvidamos.

No que se refere ainda à presença castrense e no que diz respeito às três armas que a compõem a troca de "cadeiras" dão-se com frequência, com honras de circunstância, desfiles, juramentos de bandeira em espectáculo público, concertos, conferências especializadas, relatórios à maneira de "artigos de opinião" deslocação de unidades para a periferia da cidade.

Não há "bicho careta" que não ponha discurso sobre os Açores, a sua importância geoestratégica, as suas condições de vantagem sobre o "internacional" quer na exploração de mar e do espaço.

Frase como "os Açores, a ponte estratégica de Portugal com os Estados Unidos" George Glass - Embaixador dos EUA in artigo de opinião): "Urge assegurar a presença do Poder Aéreo e Espacial português nos céus dos Açores através do reforço das capacidades aéreas nacionais, garantindo uma maior persistência (...) "O poder Aéreo e Espacial - Os Açores e o Atlântico" conferência do coronel das FAP nas comemorações do  26º aniversário do COA (referenciar a presença na assistência do Cônsul dos EUA que já se tornou habitual em outros cenários palestrantes e de cerimónias oficiais do género). Perante o cenário internacional do interesse despertado pelos Açores por parte da China, tal presença e acompanhamento do mesmo não será de estranhar.

Mas... voltemos ao principio da redacção que nos fez deambular um pouco sobre o cenário desenvolvido e que se prende com a visita do Bispo da FAP que, a exemplo de outros actores no "Teatro" que tem tido como cenário os Açores, vem também considerar os Açores uma parte dianteira de Portugal absolutamente fundamental para o mesmo.

"Os Açores não são uma periferia de Portugal; são a sua parte dianteira de Portugal" afirma D. Rui Valério lembrando que esta premissa é válida  

 "O arquipélago é determinante para a defesa de Portugal e da Europa. Por isso considero que não se trata de uma periferia, mas de uma parte avançada do nosso território, - absolutamente fundamental

Melhor homilia sacerdotal no sentido colonialista, não se poderia escutar. Recomendamos S.Exa. Reverendíssima a preocupar-se com a consciência moral, das chefias do "rebanho" de que é pastor quando, permitem a corrupção (o caso das messes) da violência (com as jovens instruendos dos comandos) das conivências (no caso de Tancos) entre outros que devem haver.

Não se preocupe S.Exa. Reverendíssima com a (...) matéria de defesa, mas também de ataque" ... nem com a sujeição dos Açores e do seu Povo que há muito entoa na sua alma e no seu coração, como seu simbólico hino,  "O Coro dos Escravos" Hebreus.

VALHA-NOS O "SENHOR" ...

José Ventura

Ribeira Seca GRG, 2019-03-07

Por convicção o autor não respeita o Acordo Ortográfico

 


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