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Brasil: Lula ganha intenção de voto

04.05.2006
 
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“Há um grau de percepção sobre a crise que abalou o PT, mas o partido continua sendo, para a população brasileira, o que tem maior compromisso com os movimentos sociais”, avalia Venturi. De acordo com ele, se o pilar da ética chegou a ser abalado, a popularidade permanece porque o outro pilar, o do compromisso com o trabalhador, continua firme.

Preferência partidária

Esta avaliação é confirmada quando medida a preferência partidária dos entrevistados. Reafirmando o que as pesquisas anteriores vinham mostrando, o PT continua a ser o partido preferido do eleitorado brasileiro. Preferem o PT 23% dos entrevistados. Em segundo lugar, bem distante, está o PMDB, com 9% da preferência e PSDB, com 7%. Confira a preferência por partido:

PT – 23%

PMDB – 9%

PSDB – 7%

PFL – 4%

PDT – 1%

PL – 1%

PTB – 1%

Outros – 3%

Sem preferência – 53%

Questionados sobre as razões da preferência pelo PT, a maioria (15%) afirmou que o motivo principal é que a atenção do partido é voltada aos menos favorecidos. Em seguida, com o segundo maior número de citações(5%), está o fato de o entrevistado acreditar nas propostas e nos ideais do partido.

PT hoje

As mudanças promovidas pelo PT após a crise política, com o afastamento de alguns dirigentes e a renovação de seus quadros com o PED (Processo de Eleições Diretas), foram consideradas positivas por 41% dos entrevistados. Outros 40% não souberam responder e 8% consideraram-nas negativas.

Para 34% dos entrevistados, as mudanças foram verdadeiras, mas insuficientes, e é preciso fazer mais. Outros 25% consideram que a mudança foi apenas uma fachada para fingir que o partido estava mudando. Ainda, 16% acham que as mudanças foram adequadas aos problemas que as denúncias apontavam e 8% classificaram as mudanças de “exageradas” e que o partido não deveria ter perdido os dirigentes que perdeu — 18% não souberam responder a questão.

Para os próximos anos, a maioria esmagadora (71%) acredita que o PT vai se recuperar. Desse total, 31% ressalva que não será tão forte como antes; 28% acha que o partido voltará a ter a mesma “musculatura” que antes; e 13% acha que o PT vai continuar crescendo como sempre cresceu, desde que surgiu.

Uma minoria (19%) aposta que o PT não irá se recuperar, ficará menor e perderá força política. Outros 8% não souberam responder.

Financiamento de campanha

A pesquisa indica que a maioria da população prefere que o financiamento de campanhas continue privado, ao contrário do que defende o PT e outros partidos de esquerda. Entre os entrevistados, 45% preferem que o financiamento de campanha continue como está. O financiamento público foi defendido por 39%. Outras respostas somaram 5%, e 11% não souberam responder.

O resultado indica, segundo Gustavo Venturi, um esclarecimento insuficiente sobre este tema. De acordo com ele, a recente crise política ocorrida no país foi pouco utilizada no sentido de aprofundar a discussão sobre mecanismos de financiamento de campanha. “Essa questão teria que ter sido muito mais debatida”, diz o cientista político.

 

Fonte: PT 

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