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Clássico uruguaio pela Copa Bi-centenário foi para o time do Vicente Aguirre

22.01.2011
 

O Clássico uruguaio pela Copa Bi-Centenário da República ficou no bolso do time do treinador Diego Vicente Aguirre. O Peñarol venceu o Nacional 2 x 1 perante uns 40 mil torcedores no Estádio Centenario de Montevidéu. Com um jogador a menos no decorrer de uma hora o Peñarol encerrou o roteiro dos torneios de verão com vitória sempre importante no clássico com mais Taças do Mundo no gramado (6).

Sexta 21 de Janeiro de 2011

Estádio Centenario de Montevidéu

Início do jogo: 22:15 h - Clima: 20ºC (lua cheia)

A noite vai ter lua cheia...tudo pode acontecer.

Árbitro central: Héctor Martínez; Bandeirinhas: Walter Changala e Jimmy Álvarez.

PEÑAROL 2 (VS) NACIONAL 1

ESCALAÇÕES

PEÑAROL: (01) Sebastián Sosa (goleiro); (04) Alejandro Gonzáles; (05) Nicolás Freitas; (08) Antonio Pacheco (Capitão); (11) Fabián Estoyanoff; (14) Luis Aguiar; (15) Matías Aguiar; (19) Juan Manuel Olivera; (22) Darío Rodríguez; (24) Emiliano Albín e (25) Nicolás Domingo.

PLANTÃO:  (12) Fabián Carini (goleiro); (02) Emilio Mac Eachen; (06) Jhony Galli; (07) Gonzalo Camargo; (09) Diego Alonso; (10) Alejandro Martinuccio; (13) Heber Collazo; (21) Matías Mier; (23) Facundo Guichón;

TREINADOR CHEFE: Diego Vicente Aguirre

TREINADORES ADITOS: Jorge Goncalves e Edinson Machìn

NACIONAL: (25) Rodrigo Muñoz (goleiro); (04) Cristian Núñez; (19) Sebastián Coates; (03) Alexis Rolín; (18) Gonzalo Godoy; (08) Matías Cabrera; (23) Facundo Píriz; (10) Tabaré Viudez; (07) Martín Cauteruccio; (20) Santiago García (Capitão) e (11) Horacio Peralta.

PLANTÃO: (01) Leonardo Burián (goleiro); (02) Alejandro Lembo; (15) Julián Perujo; (24) Gabriel Márquez; (16) Carlos Dutra; (14) Robert Flores; (17) Maximiliano Calzada; (05) Anderson Silva; (09) Jonathan Charquero; (13) Sergio Cortelezzi; (21) Santiago Romero y (06) Guillermo Méndez.

TREINADOR CHEFE: Juan Ramón Carrasco

TREINADOR ADITO: Darwin Rodríguez; Preparador Físico: Mauricio Marchetti

TREINADOR DE GOLEIROS: Omar Garate.

CARTÕES AMARELOS: (05) Nicolás Freitas (Peñarol - 1´); (11) Horacio Peralta (Nacional - 5´); (24) Emiliano Albín (Peñarol - 13´); (04) Cristian Núñez (Nacional - 16´); (05) Nicolás Freitas (Peñarol - 29´); (15) Matías Corujo (Peñarol - 42´). (22) Darío Rodríguez (Peñarol - 63); (25) Nicolás Domingo (Peñarol - 64´);

CARTÕES VERMELHOS: (05) Nicolás Freitas (Peñarol - 29´).

ALTERAÇÕES: 36´ (Nacional - (24) Gabriel Marques e (13) Sergio Cortelezzi x (04) Cristian Núñez e (11) Horacio Peralta). 46´(Peñarol - (10) Alejandro Martinuccio e (21) Matías Mier x (11) Fabián Estoyanoff e (08) Antonio Pacheco). 67´(Nacional - (14) Robert Flores x (07) Martín Cauteruccio).

GOLS: 46´(Peñarol - (19) Juan Manuel Olivera); 59´(Nacional - (13) Sergio Cortelezzi) e 65´(Peñarol - (21) Matías Mier).

Antes do apito inicial do árbitro central, Héctor Martínez, foi descendo das quatro arquibancadas um bate palmas como despedida do ex-jogador do Peñarol e da Associação Portuguesa de Desportos de São Paulo, Ernesto «Cholo» Ledesma que acabou falecendo um dia antes do jogo.

Ledesma foi Campeão do Mundo com o Peñarol em 1961, tendo participado daquele terceiro jogo perante o Benfica no Estádio Centenario na estréia internacional do Eusébio que até conquistou um golaço perante o goleiro Luis María Maidana (que foi jogador do Palmeiras de São Paulo). Aliás, nesse decênio das grandes batalhas do Peñarol e o Santos do Rei Pelé, o Ledesma teve a responsabilidade da marca do Edson Arantes do Nascimento a cada oportunidade.

Quanto ao jogo de ontem, no início o esquema foi conservador, sem aquele ida e volta ímpar que costumam jogar em campo os dois treinadores dos grandões uruguaios até que andando os 28´ 29" o meia do Peñarol, Nicolás Freitas, deu um mergulho no gramado dando uma batida nas pernas do atacante tricolor que já enfiava rumo á grande área. Segundo cartão amarelo para o camisa (05) jalde-preto que conseguiu que o jogo desse uma virada no esquema geral. Foi expulso com justiça absoluta e ninguém reclamou nada sendo o melhor sintoma para o árbitro que a decisão dele tinha sido correta.

Daí para frente o Nacional com mais um jogador em campo ia começar progredir nele tentando sitiar o time do treinador Aguirre. Num jogo equilibrado, conseguir uma vantagem desse tamanho muda as táticas e o Peñarol, fora o centroavante Juan Manuel Olivera, encostou os jogadores alguns metros no aguardo do erro dos «bolsos» tentando gerar um contra ataque que garantisse vantagem no painel eletrônico.

A primeira metade ia encerrar com esse esquema...Nacional tentando tocar na frente e o Peñarol esperando uma bola de presente fora da grande área para fugir de jeito agílimo para o gol.

Segunda metade houve alterações no início para o Peñarol, ficando fora do relvado o capitão Antonio «Toni» Pacheco e Fabián «Lolo» Estoyanoff deixando suas vagas para o argentino Alejandro Martinuccio e o Matías Mier que ia ser peça extremamente importante para o Peñarol e o próprio jogo.

Quase no início do segundo tempo, acima dos 4´ o lateral do Peñarol, Emiliano Albín segura uma bola na faixa média do campo e começa a escalada pela faixa esquerda do ataque. A bola dividida foi cair na chuteira do canhoto Luis Aguiar que continuo essa tal escalada até atingir a linha de fundo. Foi quanto concretizou o cruzamento pela paralela dessa linha de fundo até atingir a cabeça do artilheiro Juan Manuel Olivera (1.92 m) que deu aquela cabeçada tímida quase entre as mãos do guardião Rodrigo «Popi» Muñoz que pulou alto mas sem essa força que carimba ele a cada jogo importante. A bola entrou na cidadela quicando e acompanhando a linha final embaixo do travessão...quase sem vontade de beijas as malhas.

Um dos jogadores do Nacional que tinham pulado em campo nos últimos minutos tinha sido o mocinho Sergio Cortelezzi que após uma bagunça na grande área do Peñarol recebeu a bola pertinho do ponto de cobrança dos pênaltis e chutou para o gol sem conseguir encaçapar a bola na chuteira como tivesse querido mas...bola ia começar ultrapassar a linha de fundo na hora que uma das chuteiras do argentino Nicolás Domingo chutou para cima provocando que os jogadores do Peñarol comemorassem o esforço salvando o gritaria dos torcedores do Nacional e os jogadores do «tricolor montevideano» bracejassem bem para cima reclamando que a bola tinha ultrapassado a linha de fundo....porém comemorando o empate.

Até com a camarinha da tevê como parceira, não dá para confirmar se a bola ultrapassou o não a linha do gol. Embora, não dá para reclamar para o árbitro nem para o bandeira, Walter Changala que num piscar de olhos precisam resolver aquilo que nós sequer conseguíramos de olho na telinha e replay.

15´da segunda metade e tudo igualzinho que no apito inicial. Empate no confronto dos grandões uruguaios.

Peñarol reclamando e Nacional comemorando...no gramado e nas arquibancadas. O panorama para os jalde-pretos ia se complicando a cada vez mais. Dez  jogadores em campo e agora com o jogo 1 x 1. Na maioria dos casos aqueles que vem perseguindo continuam na frente logo. Com certeza esse foi o sentimento das 40 mil pessoas no Estádio e mais alguns milhares assistindo o jogo pela telinha.

Tudo, tudo, tudo vai dar pé...para o Nacional...até que o Matías Mier, mais uma vez  pela faixa esquerda do campo tricolor começou nova escalada entre quatro camisas alvas. Nem ele sabe como mas a bola ficou sempre sob controle da sua chuteira esquerda.. Uma camisa vermelha na frente...foi o goleiro Rodrigo Muñoz que tento diminuir o tamanho da cidadela...o Mier chutou e tudo, tudo, tudo acabou dando pé para o Peñarol...2 x 1.

Nacional continuo querendo evoluir ainda mais em campo se topando perante zagueiros e meias do rival bem posicionados sem deixar buracos para o ataque Tricolor que na maioria dos casos tentou chutando cruzamentos para a grande área na procura de uma cabeçada que desse novo empate no painel eletrônico da Arquibancada Colombes.

O mais próximo foi uma bola que ficou quase no ponto de cobrança dos pênaltis para o centroavante Martín Cauteruccio que chutou forte e raso encontrando mais uma vez o goleiro Sebastián Sosa fazendo uma defesa ótima e encaminhando a bola para mais um escanteio.

Sofrendo mas foi vitória do Peñarol...do jeito que os torcedores anseiam. Vitória com extrema justiça.

Destaques jalde-pretos, o meia armador, Luis Aguiar, fazendo cera assim que teve a oportunidade e jogando muito bem a maioria das bolas que passaram pelas chuteiras dele. O goleiro Sebastián Sosa foi importante.

Querendo sempre mas sem acompanhar o cardápio do treinador JR Carrasco e o paladar dos torcedores «bolsos» o jogo encerrou com derrota para o Nacional.

Destaques tricolores não foram muitos...o Martín Cauteruccio incomodando sempre na grande área rival e com chances para concretizar gols. Sergio Cortelezzi, o mais novo da turma mergulhando em campo na segunda metade fez  muito mais que o resto além disso gol na estréia clássica adulta...parabéns. Sebastián Coates e Alexis Rolín, os zagueiros jogaram bem com a bola progredindo em campo com certidão....erros compartilhado com o goleiro Muñoz para eles no primeiro gol do Peñarol....

Felizmente a paixão deste clássico único no mundo continua vivo desde 1899.

Gustavo Espiñeira

Jornal Pravda

Montevidéu - Uruguai

 


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