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Brasil terá crescimento econômico sustentado em 2008

19.12.2007
 
Brasil terá crescimento econômico sustentado em 2008

O Brasil vai manter a demanda interna forte e o crescimento econômico será sustentado em 2008, afirmou nesta segunda-feira (17), em São Paulo, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, no encerramento do seminário Reavaliação do Risco Brasil. O evento foi promovido pelo Centro de Economia Mundial da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O ministro acrescentou que a disciplina fiscal não está ameaçada pelo fim da CPMF e que o país está claramente engajado no processo de responsabilidade fiscal.


Meirelles explicou que é a expansão do crédito e da renda que continua dando sustentabilidade ao crescimento da demanda interna. Essa demanda interna faz também com que as importações continuem aumentando. O presidente do BC lembrou ainda que a expansão do crédito, principalmente o consignado, é um fator importante para a elevação significativa do número de consumidores com conta bancária - fenômeno que já vinha ocorrendo há algum tempo, mas que se expandiu enormemente nos últimos anos, principalmente com a abertura de correspondentes bancários.


Ao lado de Meirelles, que apresentou a visão governamental do cenário do próximo ano, o seminário incluiu a apresentação da visão das instituições financeiras - por Octavio de Barros (Bradesco) e Fábio Barbosa (Banco ABN) - e da visão do setor privado, a cargo de Roberto Castello Branco (Vale), Ivan Zurita (Nestlé Brasil) e Raul Calfat (Votorantim Participações).


Octávio de Barros, economista-chefe do Bradesco, disse, em entrevista à imprensa, que o mercado internacional tem feito uma "leitura generosa do Brasil", o que significa mais capital de investimento na economia nacional. E que esse investimento externo direto continuará forte em 2008, atraído principalmente pelas boas perspectivas de crescimento econômico do país, além da proximidade de o Brasil obter o grau de investimento internacional, por parte das agências de risco (investment grade).


Já o diretor de Relações com Investidores da Vale, Roberto Castello Branco, lembrou que a mineradora foi a primeira companhia brasileira a receber grau de investimento (em julho de 2005). Para o executivo, embora o Brasil não tenha recebido ainda o grau de investimento, o principal já aconteceu. O mercado já está incorporando a obtenção da nota máxima nos preços da dívida. Isso pode ser constatado, segundo ele, pelo processo de globalização das finanças corporativas brasileiras. Para o futuro, Castello Branco disse que a Vale possui US$ 60 bilhões para investir em projetos que não estejam relacionados a aquisições.

Fonte: Comunicação Social da Presidência da República


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