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Brasil: Crescimento real na economia

13.12.2007
 
Brasil: Crescimento real na economia

Crescimento da economia nos últimos quatro trimestres é o maior desde 2004.

A economia brasileira cresceu 1,7% do segundo para o terceiro trimestre de 2007 e, no acumulado de janeiro a setembro, cresceu 5,3% em relação a igual período de 2006. Os números do PIB (Produto Interno Bruto) divulgados hoje pelo IBGE revelam ainda que o crescimento acumulado dos últimos quatro trimestres é o maior desde 2004.

A economia brasileira cresceu 1,7% do segundo para o terceiro trimestre de 2007 e, no acumulado de janeiro a setembro, cresceu 5,3% em relação a igual período de 2006. Os números do PIB (Produto Interno Bruto) divulgados hoje pelo IBGE revelam ainda que o crescimento acumulado dos últimos quatro trimestres é o maior desde 2004.


Em valores, o PIB do terceiro trimestre de 2007 alcançou R$ 645,2 bilhões. Na comparação com o trimestre anterior, o maior destaque foi a agropecuária (7,2%), seguida pela indústria (1,8%) e pelos serviços (1,2%).


Para o presidente de Ipea, Marcio Pochmann, os números do IBGE confirmam a expectativa que se tinha para este ano com relação ao crescimento da economia e acredita que esse ambiente de expansão continuará em 2008 graças à presença mais efetiva do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e também às eleições municipais, que significam concretização de mais obras.


Investimento e consumo


Na comparação com o segundo trimestre de 2007, a formação bruta de capital fixo (ou investimento) cresceu 4,5% e o consumo das famílias cresceu 1,5%. Pelo lado do setor externo, as exportações apresentaram crescimento de 1,4%, enquanto as importações tiveram elevação de 9,1%.


Na comparação com o terceiro trimestre de 2006, o crescimento da formação bruta de capital fixo foi de 14,4%, explicado principalmente pelo aumento da produção e da importação de máquinas e equipamentos. E o consumo das famílias teve taxa positiva de 6%, 16º crescimento consecutivo nessa comparação e resultado, em parte, da elevação de 4,3% da massa salarial real.


De acordo com Pochmann, não há perigo de inflação por conta do aumento da demanda. “Há capacidade produtiva para atender a essa demanda e o saldo positivo da balança comercial permite que as importações ajudem a atender o consumo e a segurar a inflação”. O Ipea deve divulgar na próxima semana sua previsão para o crescimento da economia.

Fonte: Sec. Comunicação Social da Presidência da República


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