A Rússia comemorou ontem, pelo quarto ano consecutivo, a festa da «Unidade Nacional», que simboliza a libertação do país do jugo estrangeiro e a restauração da independência nacional a 4 de Novembro de 1612, destacamentos armados russos expulsaram as tropas polacas que tinham ocupado Moscovo.
Este ano, como anteriores , as comemorações voltaram a ficar marcadas pela discórdia, não obstante todos os apelos à reconciliação nacional.
Foram realizadas as manifestações de nacionalistas e antifascistas, as primeiras, claramente, obtiveram mais atenção.
Os neonazis russos terem trazido gente para as ruas de Moscovo, eles conseguiram isso não obstante a sua manifestação ter sido declarada ilegal pelas autoridades, enquanto o comício dos antifascistas tinha sido autorizada.
Porem, a Marcha russa ( marcha da ultradireita) este ano sofreu os obstáculos postos pelas autoridades da capital. Aunque os ultranacionalistas conseguiram organizar uns grupos no metrô moscovita a ter gritado Sig Heil e ter erguido as mãos no gesto da saudação fascista , mas foram forçados a correr para lá e para cá e até mudar a roupa fugindo da polícia.
A ligação telefonica celular no metrô foi especialmente sufocada para não permitir aos castanhos coordenar suas atividades .
Por ter receio das ações da Policía e, simplesmente, por não ter percebido qual é o local da concentração , muitos dos supostos participantes da Marcha russa preferiram ficar na casa , pois a participação dos fascistas nas manifestações em Moscovo este ano foi menor do que no ano passado e o comportamento das "cabeças raspadas" foi mais cobarde. As autoridades de Moscovo provaram que se quiserem, podem.
Nas outras cidades russas o dia da Unidade Nacional passou também tranquilamente.
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