Fukushima reformulou indústria atômica global

A previsão geral para a construção de usinas nucleares em todo o mundo até 2030 voltou aos níveis "pré- Fukushima", disse o diretor geral da empresa da estatal de energia nuclear Rosatom, Sergei Kiriyenko.

Durante o Sexto Fórum Público "Indústria Nuclear, Sociedade e Segurança ", em São Petersburgo, na Rússia, esta semana, Kiriyenko observou que o Japão, a Alemanha e alguns outros países europeus suspenderam seus planos de construir novas usinas nucleares depois que um tsunami causou um colapso em uma instalação japonesa em 2011. No entanto, ele lembrou que novos players, como a Grã-Bretanha, passaram a interessar-se pela construção de usinas  e, nos últimos anos, o número de pedidos dobrou.

"A geografia para construção de usinas nucleares mudou. Compreensivelmente, hoje a previsão de novas unidades não inclui Alemanha, Japão e vários países europeus. No entanto, a Grã-Bretanha, que antes do episodio de Fukushima não fazia parte da previsão, agora está entre aqueles países dispostos a desenvolver vigorosamente engenharia de energia nuclear", disse Kiriyenko.

Ele disse que a primeira usina nuclear construída com padrões de segurança pós- Fukushima é a usina nuclear Kudankulam, na Índia. "Pode-se dizer com firmeza que, se essa planta fosse atingida por um terremoto de tamanha força como Fukushima, não haveria qualquer impacto sobre o meio ambiente", disse Kiriyenko. Ele também disse que todas as usinas atualmente em construção na Rússia atendem aos padrões de segurança pós- Fukushima. 

Apesar do declínio global das encomendas de usinas de energia nuclear, após o desastre na usina de Fukushima, no Japão, a indústria nuclear da Rússia tem visto o número de pedidos duplicaram, concluiu Kiriyenko.

O Brasil é considerado um desses novos mercados para a Rosatom, pois existem planos do Governo para a construção de quatro novas usinas nucleares até 2030, com possibilidade de expansão desse número até 2050. Em 2014 a empresa irá abrir um escritório no país a fim de acompanhar de perto o desenvolvimento deste mercado. 

Débora Rolando

Press Porter Novelli

 


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Pravda.Ru Jornal