Rejeição do Fórum Social do Panamá à interferência dos EUA

Rejeição do Fórum Social do Panamá à interferência dos EUA

Por Osvaldo Rodríguez Martínez Panamá, 16 de agosto (Prensa Latina) A defesa da autodeterminação e a rejeição da interferência dos Estados Unidos no país foram o consenso do Fórum Social do Panamá, em meio às pressões exercidas hoje pelo poder hegemônico.

 


Com fortes declarações, os membros repudiaram a chegada amanhã de uma delegação de alto nível dos EUA cuja agenda inclui a imposição da gestão interna da crise sanitária, como disse à imprensa um dos membros do grupo, o Conselheiro de Segurança Nacional Mauricio Claver-Carone.

A reunião virtual reuniu cerca de 1.600 participantes em dois dias de sessões e na declaração final proposta incluíram a ideia de manter o Fórum como uma plataforma para chegar a um consenso sobre aspectos da vida nacional e sua projeção no que é um cenário que irá mudar o modelo de desenvolvimento.

Alfredo Graell, Secretário Geral da Central de Trabalhadores do Panamá, em suas palavras finais do evento, elogiou o resultado das análises que descreveu como 'alto nível intelectual', acrescentando que o encontro deu um claro mandato de unidade inclusiva e participativa, a partir do respeito à diversidade de opiniões.

Ele acrescentou que nestes dias foram estabelecidos princípios comuns, tais como as posições contra o modelo de transição neoliberal, já obsoleto no país, e 'somos também anti-imperialistas', portanto, somos contra a interferência em nossos assuntos nacionais, reafirmou ele.

O sindicalista alertou sobre a intenção do presidente colombiano Ivan Duque, que está convocando o Grupo de Lima, do qual o Panamá é membro, a ignorar as eleições parlamentares na Venezuela em dezembro próximo, a fim de apoiar a pressão do governo dos Estados Unidos.

Outra questão que ele propôs condenar é a participação de quatro ex-presidentes panamenhos, que apoiaram o 'narcoparamilitar (Álvaro) Uribe que enfrenta atualmente um julgamento e o Departamento de Estado está pressionando a Suprema Corte de Justiça da Colômbia a pronunciar-se a favor de Uribe'.

Graell ratificou que as conferências e trabalhos apresentados e as opiniões dos participantes enquadraram o Fórum como patriótico, para a refundação do Estado; e o descreveu como progressivo e revolucionário, que abraça a soberania dos povos.

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