Imposições ao povo grego: Exploração, empobrecimento, ruína

Nota do Gabinete de Imprensa do PCP

Sobre as novas imposições ao povo grego

Quinta 9 de Fevereiro de 2012

O novo pacote de medidas imposto à Grécia põe em evidência o rumo ruinoso que, a pretexto da dívida pública e do défice orçamental, as instituições ao serviço do capital transnacional e dos interesses do directório das principais potências europeias estão a impor aos trabalhadores e aos povos da Europa.

Um rumo de exploração, empobrecimento e saque dos recursos nacionais que, em nome de uma falsa "assistência financeira", tem em vista a institucionalização de um programa de agressão que dá corpo à estratégia de concentração e centralização capitalista e de regressão social e civilizacional, cujo resultado é o agravamento da dependência e o comprometimento das possibilidades de desenvolvimento soberano.

Ao contrário do que o governo de Passos Coelho e Paulo Portas querem fazer crer, a situação da Grécia e as dramáticas consequências que se abatem sobre os direitos, rendimentos e condições de vida do seu povo é a que já se verificando em Portugal poderá ser substancialmente agravada se não for rejeitado e derrotado o Pacto de Agressão assinado por PS, PSD e CDS com a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional.

Ao contrário do que o governo de Passos Coelho e Paulo Portas querem fazer crer, não é a resistência à concretização do Pacto, mas a cega submissão e antipatriótica imposição de um programa ditado por interesses do grande capital que conduzirá inevitavelmente o nosso país a um ciclo vicioso de endividamento, austeridade e recessão com terríveis consequências económicas e sociais, condenando-o à condição de um mero protectorado submetido à chantagem e extorsão do grande capital e à dependência externa face a países como a Alemanha.

A evolução da situação na Grécia - país com mais um ano do que Portugal de sujeição às mesmas medidas e imposições que estão a fazer o seu caminho com o Pacto de Agressão - revela que só a rejeição deste Pacto e a derrota das políticas que o acompanham podem impedir que o país seja conduzido para o abismo económico e social para onde o grande capital e as forças políticas ao seu serviço o estão a empurrar.

Afirmando a sua total solidariedade para com a luta dos trabalhadores, do povo e dos comunistas gregos, o PCP apela aos trabalhadores e ao povo português para que no próximo dia 11 de Fevereiro façam da manifestação convocada pela CGTP/IN uma poderosa demonstração da sua unidade e luta contra o pacto de agressão, por um Portugal com futuro.

Fonte: PCP


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Timothy Bancroft-Hinchey