A qualidade das escolas

Formar cidadão crítico e consciente não é tarefa fácil nos dias de hoje. A escola pública tem indicador de instrução diferente da escola privada.

Por Tânia Nicole

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, ideb, busca representar a qualidade de ensino através da progressão ao longo dos anos e o aprendizado dos alunos do 5º ao 9º ano do ensino fundamental.  Mede-se o grau de instrução da escola a fim de estabelecer metas de melhoria.

Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a meta até 2.022 é de 6 pontos, próximo a países desenvolvidos. Redes municipais que concentram praticamente 80% de matrículas, na meta de 2011, alcançaram 77,5%  do rendimento esperado.

Por outro lado, as escolas particulares, que não participam da Prova Brasil, não tem ideb. O indicador objetivo é o Enem, que avalia o aprendizado do aluno no último ano do Ensino Médio. De modo que a performance da Escola  é constatada diferentemente  das que participam da Prova Brasil e possuem Ideb.De acordo com  Maria Luiza Camilo, pedagoga do Colégio Madre Carmem Salles, alunos preparados para o Enem  e para a vida são alunos providos de motivação interior, a despeito dos recursos que lhe são conferidos.

Para os pais, a aquisição de competências, como o racíocionio matemático, é considerado o principal fator de qualidade de ensino. O gosto pelos estudos envolve professores que estimulem a curiosidade dos alunos em sala de aula e  consequentemente, o interesse e a criatividade ativam o exercício do pensar. Além de  preparar o aluno para vestibulares concorridos. Deixar de reproduzir idéias e propor soluções é fundamental na construção do conhecimento. Avalia-se o aprendizado continuamente, dentro de um desenvolvimento psicossocial e cultural.

Quais são, portanto, os critérios adicionais na conceituação de uma Instituição de Ensino? Além do lado acadêmico, uma educação de valores com preparação para a cidadania, com formação religiosa e fluência no idioma estrangeiro como ocorre nas escolas bilíngues, também são diferenciais.As propostas são variadas, desde que a política estudantil esteja associada a destinação de recursos  coerentemente. Investimentos em laboratórios e salas multimídia também fazem parte de um ensino de qualidade. O material interativo já é uma realidade tanto nas escolas públicas como nas particulares.O importante é manter a universalidade do saber, afinal: "Educação é o que fica quando você se esqueceu do que aprendeu"

B. F. Skinner.  

 


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