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UNESCO alerta sobre assédio virtual de mulheres jornalistas

17.12.2020
 
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UNESCO alerta sobre assédio virtual de mulheres jornalistas

Paris, 15 dez (Prensa Latina) 73% das jornalistas que participaram de uma pesquisa recente relataram ter sofrido algum tipo de violência online, um cenário também presente na vida de repórteres offline, alertou a UNESCO hoje.

 

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) abordou o tema discutido na semana passada na Conferência Mundial sobre Liberdade de Imprensa, que terminou no dia 10 de dezembro, Dia dos Direitos Humanos.

Nesse mesmo dia, pesquisa realizada pelo órgão multilateral e pela entidade com sede em Washington D.C. International Center for Journalists, uma investigação em que 25% das mulheres entrevistadas reconheceram ser vítimas de ameaças de violência física e 18% de violência sexual.

O problema não se limita à Internet, já que duas em cada 10 repórteres afirmaram que fora da rede de redes passaram por vários ataques.

A Unesco lançou a pesquisa em outubro de 2020, com a participação de 900 jornalistas de 125 países, tarefa especialmente concentrada no chamado Sul Global (nações em desenvolvimento), para identificar a magnitude do fenômeno e propor medidas de resposta.

De acordo com a organização especializada da ONU, a violência online contra mulheres que praticam o jornalismo afeta sua vida profissional e pessoal.

Mesmo 26% dos entrevistados expressaram dificuldades com sua saúde mental, a ponto de alguns pensarem em sair das redes sociais.

mgt / wmr /bm

 

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