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«Ruby» de Mariana Gaivão é melhor curta criativa

23.11.2020
 
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«Ruby» de Mariana Gaivão é melhor curta criativa

O filme português, Ruby, venceu este sábado o Prémio Cervantes para melhor curta-metragem criativa no Medfilm Festival, em Roma. 

Foto:

«Ruby», de Mariana GaivãoCréditos/ agencia.curtas.pt

Produzido pela produtora portuguesa Primeira Idade e filmado na
localidade de Góis, no distrito de Coimbra, o filme estreou em Julho nas salas de cinema nacionais, tendo recebido já o prémio para Melhor Realizador na sua estreia mundial no Curtas de Vila do Conde. 

A Primeira Idade revela num comunicado que, na cerimónia de entrega do prémio, ontem, o júri do Medfilm afirmou que «Ruby é um filme rodado com mestria, com planos longos e fortes, sons e luzes que misturam as personagens nos espaços. Oscilando entre o inglês e o português, a jovem protagonista procura o seu cão perdido nas montanhas de Góis, ou talvez a sua própria identidade, mergulhando-nos numa sensação de perplexidade hipnótica, um mistério vivo e palpável».

O filme retrata uma «juventude em autodescoberta», acompanhando a jovem Ruby, filha de pais ingleses, exilados no Interior de Portugal, nos dias antes da sua melhor amiga, Millie, regressar ao país natal. «Desenvolvido com não actores dentro da comunidade local, conta com a participação de Ruby Taylor e Millie Romer», lê-se na nota.

Mariana Gaivão, citada no comunicado, assume ter regressado «às mesmas montanhas onde tinha já filmado, e onde em parte cresci, em busca de uma outra dimensão que me assaltou na infância, a dos miúdos que cresciam do outro lado do rio, filhos de ingleses, alemães e holandeses, separados de mim por margens distintas do mesmo lugar».

«Fascinava-me que nas mesmas paredes de xisto ecoassem as guitarras punk de uma nova juventude, igualmente próxima e distante. O filme foi o lento e rigoroso caminho até ela», regista a realizadora, que começou o seu percurso como montadora, tendo colaborado em filmes exibidos em festivais como os de Cannes, Berlim, Veneza e Locarno.

A sua primeira curta-metragem, Solo, estreou-se no Curtas Vila do Conde e venceu, entre outros, o prémio para Melhor Curta-Metragem do Festival Nouveau Cinéma de Montreal, após o qual é seleccionada para o Berlinale Talents, como talento emergente na área da Realização.

O Medfilm Festival decorreu entre os dias 9 e 20 de Novembro em Roma, sendo, desde 1995, o primeiro festival de cinema em Itália dedicado à promoção do cinema mediterrâneo e europeu.

 

 

 

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