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Pandeiros, Pandemônios e Pandemias

05.03.2021
 
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"Quatro Cavaleiros do Apocalipse", professores escritores em isolamento escrevem e lançam livro a oito mãos com poemas sobre a situação pandêmica.

-Quatro mestres, dois migrantes lotados em SP e dois no chamado sul-maravilha, lançam em conjunto uma antologia poética sobre os meandros da pandemia da coronavírus, seus surtos, recalques, estripulias, invocações e sequelas. A arte como libertação?

-Silas Corrêa Leite, Pedro Henrique, Alma André e Adel José Silva, trocando e-mails ou mesmo em papos irados via meet ou redes sociais, sentindo na pele o isolamento, tiraram o "isola" e bancaram os teares litero-poéticos do (s) "lamento(s)", e deu nisso. Um livro datado, como cruento registro desses tempos entre o fascismo e a pandemia lançado pela Editora Trovoar de SP.

O livro diz, em fragmento de seu prefácio feito pré-fóssil: "Pandeiros como ressonância de sons e tambores do coração e mente reverberando cismas e fragmentos de pensar e sentir (pensatas díspares), ou de pensar o sentir - salve-se quem puder - pandemônios porque acima e sobre todas as coisas o inferno abriu suas represas e antenas, estamos todos no fio da navalha  entre dentes, e as pandemias são tantas que fugimos do cólera, da dengue e de outros rebites mais, para essa corona que nos atiça os ânimos, abre neuras, tenta suportar prisões em cantos íntimos e libera o monstro que há em nós a produzir coquetéis de depressão acirrada, desespero, medo-rabo instintal e desespero com seus sulcos, vertentes e achadouros... Raça humana? Ô raça!"

Por essas e outras, lançado pelos chamados quatro cavaleiros do apocalipse, bancado pela editora Trovoar, 156 páginas de deleite como derrama atual, essa coletânea como um despojo com lampejos relata sob o prisma de cada um dos quatro, os intermeios da situação, o recolhimento, a produção focada, os percalços pessoais, coletivos e nacionais, entre furor, estupor, loucuranças e a arte poética propriamente dita como instrumento de chorumes e relatos. Pandeiros, pandemônios e pandemias é isso.

Poetas são orgânicos, criam sob a luz cinza e nebulosa que castiga o social, soltam suas vozes mesmo usando máscaras. Denunciam os velhos pandemônios e as velhas crueldades impregnadas há séculos em nossa sociedade, desmascaram pandemias sociais que já nos tiravam o oxigênio e a criatividade. "Pandeiros, Pandemônios e Pandemias: quatro cavaleiros do apocalipse" é uma coletânea de poetas que lançam as suas sensibilidades, unhas e dentes sobre o cotidiano social e político da pandemia. Conceitos e experiências, já vividas por nós, ganham maior dimensão na lente dos poetas aqui reunidos numa crítica estética ao que nos surra e que nos mata. O livro todo produzido em isolamento social traz as marcas da pandemia nos poemas assinados entre as vidas perdidas no fatídico ano 2020. Textos lítero-poéticos nesse caos pandêmico dos professores Adel José Silva Alves, André Xavier, Pedro Henrique Rauchbach e Silas Corrêa Leite.

Em pré-venda pelo link:

https://trovoar.lojaintegrada.com.br/pandeiros-pandemonios-e-pandemias-quatro-cavaleiros-do-apocalipse

Contatos com a Editora:

selintrovoar@gmail.com