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Ciência

‘Vacina chinesa’ e o impeachment do genocida

27.10.2020
 
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'Vacina chinesa' e o impeachment do genocida

. Por Altamiro Borges

Ao politizar o combate ao coronavírus e satanizar a "vacina chinesa", em plena pandemia que já matou quase 160 mil brasileiros, Jair Bolsonaro pode cavar a sua própria sepultura. Vários setores da sociedade já criticam o genocida e defendem a abertura imediata do processo de impeachment contra o "capetão".

Segundo o UOL, até o Cidadania, partido moderado e pragmático presidido pelo ex-deputado Roberto Freire, "ameaça entrar com um processo de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro se ele desautorizar a compra de uma vacina que se comprove eficaz contra a Covid-19".

Crime comum contra a vida

"Crime de responsabilidade, durante o seu ainda curto mandato, tem a granel. Se a vacina for atestada do ponto de vista científico como eficaz e ele tentar impedir, não é nem crime de responsabilidade, é crime comum para ser processado por atentado à saúde e à vida", ataca Roberto Freire.

No mesmo rumo, o líder do Cidadania na Câmara Federal, deputado Arnaldo Jardim, dispara: "Impeachment é quando há crime de responsabilidade. Se ele tomar a atitude que caracterize crime, podemos considerar o pedido... A postura do presidente é altamente repugnável".

Outra sigla disposta a pedir o impeachment do "capetão" é a Rede Sustentabilidade, que já protocolou ação no Supremo Tribunal Federal para obrigar Bolsonaro a assinar protocolo de intenções para a aquisição de 46 milhões de doses da vacina Coronavac, produzida pela chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan.

Lula fala em crime de responsabilidade 

Quem não vacila nesse embate é o ex-presidente Lula. "Se a sociedade, os partidos e os parlamentares precisavam de motivo para discutir o impeachment, Bolsonaro acaba de cometer crime contra a nação ao dizer que não vai comprar a vacina e que vai desrespeitar um instituto da seriedade do Butantan e toda a comunidade científica".

Em outro tuite, Lula ironizou: "Se Bolsonaro não acredita na eficácia da vacina, que não tome. Mas o papel de um presidente da República é possibilitar que o povo tenha a vacina a sua disposição. Se faltava crime de responsabilidade, essa foi a maior irresponsabilidade de um presidente que já vi".

 

 

 

 

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