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Ciência

Cuba: cinco vacinas próprias contra a Covid-19

27.03.2021
 
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Cuba: cinco vacinas próprias contra a Covid-19

É o único país da América Latina a ter suas próprias vacinas contra a covid

Beto Almeida

Mais de 240 mil cubanos já estão recebendo em seus braços a vacina Soberana 2 e a Abdala, imunizantes produzidos em Cuba, que são candidatos ao reconhecimento da OMS, já na fase 3 de testes, resultado de um significativo esforço do país caribenho.

 

Segundo o Chanceler cubano, Bruno Rodriguez,  os cientistas, médicos e voluntários que trabalham com a imunização frente à Covid19.  "são parte de um povo comprometido com a saúde e a soberania."

 

Com isto, a nação socialista torna-se o primeiro país latino-americano a ter desenvolvido suas próprias vacinas contra a Covid19, uma tremenda conquista, considerando, especialmente, a Cuba continua sob bloqueio imposto pelos EUA, desde 1962, dificultando enormemente o desenvolvimento econômico da Ilha Caribenha.

Não apenas no terreno das vacinas que Cuba se destaca como exemplo de desenvolvimento e de soberania, apesar de ter uma economia muitas vezes menor que a economia do Brasil ou da Argentina.  No entanto, nenhum dos dois membros do Mercosul possuem vacinas próprias, e estão muito longe de registrar os elevados indicadores de saúde que Cuba apresenta ao mundo, entre os quais o de possuir uma mortalidade infantil inferior à dos EUA (maior potência capitalista), ou mesmo o fato de ter erradicado o analfabetismo já a partir de 1962, o que o Brasil, pátria de Darcy Ribeiro, Paulo Freire e Anísio Teixeira, não tem sequer uma meta concreta para sua eliminação, mesmo em 2021.

No tocante a saúde, o exemplo das ações de solidariedade que Cuba oferece ao mundo é digno de merecer o Prêmio Nobel da Paz, o que ofereceria a este prêmio a oportunidade de se regenerar de algumas de suas recentes nomeações, como, por exemplo, quando foi destinado ao Presidente Barack Obomba, homem responsável pela guerra da Líbia e da Síria. As Brigadas Médicas de Cuba percorrem mundo salvando vidas.  Estiveram inclusive na África para combater o Ebola, desafio rejeitado todas as grandes nações capitalistas.

Os médicos cubanos estiveram trabalhando em 77 países, inclusive no Brasil, onde se destacaram por prestar atendimento médico a uma população abandonada, nas regiões mais isoladas e mais carentes de atenção de saúde do país, nos quais os médicos brasileiros se recusam a trabalhar, mas se sentem no direito de hostilizar e ofender os seus colegas da Ilha. Basta uma simples comparação entre os padrões sanitários de Brasil e Cuba para se ter uma ideia da natureza da medicina solidária que se pratica por lá. Enquanto isto, no Brasil, em São Paulo, cidade mais rica da América Latina, possuidora da segunda maior frota de helicópteros privados do mundo, um jovem de 22 anos perdeu a vida há poucos dias pela falta de oxigênio.

Além de demonstrar capacidade de produzir suas próprias vacinas, o Brasil se debate frente a incapacidade de produzi-las, face à desindustrialização que penaliza o país desde 1980, exibindo ao mundo o vexame de dolorosas filas de idosos que penam para se imunizarem, enquanto ricaços e marajás são vacinados clandestinamente. O desprezível episódio, revela, cruelmente, que a vida dos ricos vale mais que a vida dos cidadãos comuns, aqueles que pagam impostos e esperam disciplinadamente na fila, correndo o risco da contaminação por uma enfermidade que já ceifou mais de 300 mil vidas, face a macabra condução sanitária do governo Bolsonaro.

 

 

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