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Federação Russa

Ossétia do Sul, Abkházia, Kosovo e o futuro

26.08.2009
 
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Um ano depois, Ossétia do Sul e Abakházia estão submetidos a um processo de desenvolvimento e não de repressão. Seus cidadãos vivem em paz e não com medo. O clima é um da felicidade e não da amargura, como antes. Há amor no ar em vez de ódio. Para aqueles que duvidam, vão ao Internet e perguntem a abkhazes e a ossétios sua opinião. Para aqueles que desejam viraros eventos de último agosto, agora é demasiado tarde, mas perguntem aos povos da Abakházia e de Ossétia do Sul como sentem, com quem querem viver e com quem não querem viver.

Nicarágua e a Federação Russa já reconheceram as Repúblicas de Ossétia do Sul e da Abakházia e um grupo de estados está preparando-se para fazer o mesmo. Tanto faz se fazem ou não. Sob a lei internacional, já existem as novas Repúblicas.

Os paralelos com Kosovo são injustificados

Os paralelos com Kosovo são injustificados porque o caso é totalmente diferente. Kosovo foi, é e sempre será uma parte integrante da Sérvia, desde o começo da nação sérvia e a união dos povos sérvios. Não é sua culpa que as albanesas foram lá parir durante décadas para criar um desequilíbrio da população em seu favor, não é sua culpa que os albaneses lançaram ataques terroristas contra as autoridades sérvias e não é sua culpa que a OTAN decidiu criar um estado mafioso de traficantes de drogas, contrabandistas de armas e proxenetas.

Kosovo é Sérvia e não há nada na lei internacional que indica que um poder estrangeiro pode simplesmente cinzelar para fora parte de um país, cortá-la e dar a terceiros afirmando “isto é seu”. Os tempos de desenhar linhas em mapas terminou há muito tempo e há algo chamado a lei internacional, que ou deve ser respeitada por todos, ou então por ninguém.

Geórgia foi legalmente vinculada a realizar referendos na Ossétia do Sul e na Abakházia a respeito da independência. É evidente que não os realizou porque soube que o resultado, democrático, seria a favor da independência. E dado o ato de tentativa de genocídio no verão passado, dado que a maioria esmagadora de ossétios e abkhazes escolheria viver nos seus próprios estados apoiados pela Rússia, seu amigo, faz grande sentido que Abakházia e Ossétia do Sul devem ser reconhecidos como estados independentes, enquanto um Kosovo independente, além de ser um contra-senso, é ainda uma violação da lei internacional.

Timothy BANCROFT-HINCHEY

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