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Federação Russa

Os BRICs de mãos dadas em prol de uma nova ordem mundial

22.06.2009
 
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A República Federativa do Brasil é um dos maiores exportadores de commodities agrícolas e metálicas do planeta. Ressaltamos que a China é a maior parceiro comercial do Brasil. E as exportações brasileiras para a China são fortemente concentradas em dois produtos, soja e minério de ferro. A Federação Russa é um dos maiores exportadores globais de petróleo e de gás natural. E a República da Índia é a maior exportadora de software e serviços de programação do mundo. A República Popular da China é o país com o maior crescimento econômico dos últimos 25 anos no mundo, com a taxa média de crescimento do PIB em torno de 10% ao ano. A China retirou 480 milhões de pessoas da pobreza absoluta. A China é a maior importadora mundial de commodities agrícolas. A China é a maior detentora mundial de títulos do Tesouro dos EUA, cerca de US$ 767,9 bilhões, segundo informações do Departamento do Tesouro norte-americano.

De acordo com os dados do FMI, em 2007, com base no PIB em dólar PPC, a China é a segunda economia do mundo com PIB de US$ 7,0 trilhões PPC. A Índia é quarta potência econômica mundial com PIB de US$ 2,9 trilhões PPC. A Rússia é a sétima economia do mundo com PIB de US$ 2,0 trilhões PPC. Já o Brasil é a nona economia do mundo com o PIB de US$ 1,8 trilhão PPC. Logo, a participação dos BRICs no PIB mundial de US$ 64,9 trilhões PPC foi de 21%.

O BRIC é de grande importância nestes momentos sombrios em que vive a humanidade. Esperamos que na 35ª cúpula do G-8 na Itália, entre 8 a 10 de julho de 2009, o Grupo dos Cinco (G-5), formado pelo Brasil, China, Índia, África do Sul e México, seja convidado pelos países membros do G-8 (EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Canadá e Rússia) a integrar oficialmente ao grupo, assim surgirá o almejado Grupo dos Treze (G-13).

Os BRICs serão as novas potências econômicas nas próximas décadas. As novas terras de oportunidades são a China, a Índia, a Rússia e o Brasil. Nós temos grandes vantagens comparativas e vantagens competitivas. Nós os brasileiros, russos, indianos e chineses, quase 3,0 bilhões de pessoas, devemos pensar nas soluções dos principais problemas mundiais e devemos aumentar os contatos econômicos, sociais, ambientais, comerciais, políticos, culturais e esportivos em nossos idiomas oficiais.

Enfim, a segunda cúpula do BRIC será no Brasil em 2010. Morando na segunda cidade mais verde do mundo, estou pensando no BRIC, nos números que não deixam dúvidas sobre o seu enorme potencial e, sobretudo, na nova ordem mundial, no qual acredito que seja baseada no interesse de toda a humanidade e na preservação do meio ambiente, ou seja, uma ordem mundial mais justa, mais sustentável.

*Economista, 39 anos, autor do livro digital de Economia intitulado RBCAI, e-mail: paulogalvaojr@gmail.com e blog: www.paulogalvaojunior.blogspot.com

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