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Federação Russa

Os BRICs de mãos dadas em prol de uma nova ordem mundial

22.06.2009
 
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Os países integrantes do famoso BRIC juntos têm 2,8 bilhões de habitantes, ou seja, representa 41,8% da população mundial (6,7 bilhões de habitantes). A China e a Índia são os dois países mais populosos do mundo, com 1,330 bilhão de habitantes e 1,147 bilhão de habitantes, respectivamente. O Brasil é quinto país mais populoso do planeta, com 191,9 milhões de habitantes. Já a Rússia é a nona nação mais populosa do mundo, com 140,7 milhões de habitantes.

As nações do BRIC têm 38,2 milhões de km2, ou seja, significa 25,6% da superfície terrestre do planeta Terra (149,4 milhões de km2). A Rússia é o país mais extenso do mundo com 17,0 milhões de km2. A China com 9,5 milhões de km2 tem o terceiro maior território do mundo, atrás apenas da Rússia e do Canadá. Já o Brasil é o quinto país mais extenso do mundo com 8,5 milhões de km2. Enquanto a Índia é o sétimo maior por área territorial com 3,2 milhões de km2.

Os BRICs juntos representam 13% do PIB global de US$ 54,5 trilhões em 2007. De acordo com os dados estatísticos do FMI, a China é a terceira potência econômica mundial com PIB nominal de US$ 3,7 trilhões em 2007. O Brasil é a décima economia do mundo com PIB de US$ 1,3 trilhão. A Rússia é a 11ª economia do planeta com PIB de US$ 1,2 trilhão. E a Índia é a 12ª maior economia mundial com PIB de US$ 1,1 trilhão.

No BRIC, observamos que dois países são de alto desenvolvimento humano, Brasil e Rússia. E observamos também que dois países são de médio desenvolvimento humano, China e Índia. O Brasil é o país com o mais alto IDH (0,807) entre os BRICs, de acordo com os dados recentes do PNUD. A Rússia está em segundo lugar, com o IDH de 0,806. A China com IDH de 0,762 está em 3º lugar. Já na última colocação encontra-se a Índia, com o IDH de 0,609.

Passemos à outra comparação entre os BRICs. A China apresenta a melhor expectativa de vida ao nascer, com 72,7 anos, enquanto a Índia tem a pior esperança de vida ao nascer, com apenas 64,1 anos em 2006. Em outras palavras, o chinês vive 8,6 anos a mais do que o indiano. Percebemos que a expectativa de vida ao nascer do Brasil (72,0 anos) é maior do que a da Rússia (65,2 anos), segundo os dados do PNUD.

Verificamos a taxa de alfabetização de adultos dos BRICs. A Rússia tem a mais alta taxa de alfabetização de adultos, com 99,5%. Não é de espantar, pois há décadas a Rússia realiza grandes investimentos em educação. Observamos que 93,0% da população adulta sabe ler e escrever na China. No secular Brasil a taxa de alfabetização de adultos é de 89,6% e superior ao da milenar Índia com 65,2%.

Passemos agora analisar os dados estatísticos do PNUD sobre a taxa de escolarização bruta combinada dos ensinos primário, secundário e superior dos BRICs. Observamos que o Brasil tem a maior taxa de escolarização bruta com 87,2%, sendo superior aos 61,0% da Índia. Já a taxa de escolarização bruta da China (68,7%) é inferior ao da Rússia (81,9%).

Comparemos agora o PIB per capita em dólar PPC (paridade do poder de compra). A PPC significa uma taxa de conversão da moeda para permitir a comparação de números agregados de diferentes países e elimina as diferenças do custo de vida entre os países. A PPC é também denominada dólar internacional. Para cada país, o preço da cesta internacional de bens e serviços em moeda local é comparado ao preço da mesma cesta em dólar americano. Observamos que a Rússia tem o maior PIB per capita com US$ 13,205 PPC, em segundo lugar vem o Brasil com US$ 8,949 PPC, em 3º lugar encontra-se a China com US$ 4,682 PPC e na última posição, a Índia com apenas US$ 2,489 PPC em 2006.

Vejamos agora a comparação do BRIC com o Mundo, o desempenho é quase idêntico no IDH, com 0,746 e 0,747, respectivamente. Com dados do PNUD, constatamos ser relativamente igual à esperança de vida ao nascer, com 68,5 anos no BRIC e 68,3 anos no Mundo. Constatamos também que o BRIC e o Mundo têm uma relativa diferença na taxa de alfabetização de adultos, com 86,8% e 81,0%, respectivamente. Finalmente, observamos que a taxa de escolarização bruta combinada dos ensinos primário, secundário e superior do BRIC (74,7%) é maior do que a do Mundo (67,0%).

Os líderes dos países do grupo BRIC têm um papel de iniciar a nova ordem mundial, promovendo o princípio de multilateralismo em negócios mundiais e na reforma de organismos internacionais como a Organização das Nações Unidas (ONU), o FMI e o Banco Mundial, para superar a grave crise financeira e econômica mundial.

O BRIC tem um extraordinário potencial para conduzir o crescimento econômico global. Na realidade, a recuperação da economia mundial será protagonizada pelas economias do BRIC. De acordo com dados recentes, a queda do PIB brasileiro foi de 1,8% no primeiro trimestre de 2009 em relação ao mesmo período de 2008. Já a queda do PIB russo foi de 9,5%. Enquanto o PIB chinês cresceu 6,1% e o PIB indiano aumentou 5,8% no 1º trimestre de 2009 em comparação com o 1º trimestre de 2008.

Os BRICs são extremamente importantes para o crescimento da economia mundial. China e Índia são ricas em recursos humanos, já Rússia e Brasil são ricos em recursos naturais. Os BRICs têm aproximadamente US$ 2,8 trilhões em reservas internacionais, o que significa 40% das reservas mundiais.

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