Pesquisa do Mather Institute mostra aumento de atividade física entre tutores idosos

A solidão na maturidade não é necessariamente sinônimo de falta de alegria ou de interações sociais, mas pode representar um desafio para a manutenção de hábitos saudáveis. Recentemente, pesquisadores do Mather Institute, em Evanston, Illinois, investigaram como a presença de animais de estimação influencia a qualidade de vida de pessoas que vivem sozinhas nesta fase da vida.

O estudo, que contou com a participação de 900 pessoas com 55 anos ou mais, sugere que cães e gatos podem atuar como um mecanismo de proteção contra a isolação social. De acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, a solidão prolongada está correlacionada a riscos elevados de doenças cardiovasculares, depressão, transtornos de ansiedade e demência. Nesse cenário, a interação com animais apresenta indicadores positivos de suporte emocional e social.

Os dados coletados revelam percepções claras dos tutores sobre o impacto dos animais em seu cotidiano:

  • Quase metade dos entrevistados afirmou que os animais ajudaram a mitigar a sensação de solidão;
  • 76% relataram melhora no estado emocional;
  • 62% observaram a redução dos níveis de estresse;
  • Cerca de um terço dos participantes notou um aumento na interação com outros seres humanos, frequentemente estimulada por atividades como passear com o cão.

Além do aspecto psicológico, há uma mudança observável no comportamento físico. Aproximadamente 45% dos tutores relataram ter se tornado mais ativos fisicamente. O efeito é mais pronunciado entre os donos de cães, que passam 42% mais tempo em movimento do que pessoas sem animais.

"Este estudo nos lembra que a saúde não depende apenas da medicina. Conexões sociais, a sensação de ter um propósito e a atividade física desempenham um papel colossal, e os animais de estimação ajudam a sustentar esses três aspectos", afirma Jennifer Smith, vice-presidente do Mather Institute.

Entretanto, a prática de ter um animal na maturidade não está isenta de exigências. O relatório reconhece que o cuidado animal demanda recursos financeiros e tempo, o que torna a escolha consciente do animal um ponto crucial para o bem-estar de ambas as partes.

Para que a convivência seja equilibrada e benéfica, os especialistas sugerem algumas considerações práticas:

  • Alinhamento de energia: Escolher um animal cujo nível de atividade seja compatível com o estilo de vida do tutor (por exemplo, optar por um gato tranquilo ou um cão adulto em vez de um filhote hiperativo).
  • Rede de apoio: Planejar previamente quem poderá auxiliar nos cuidados com o animal em caso de necessidade.
  • Uso de serviços de suporte: Aproveitar programas de voluntariado que auxiliam tutores idosos em tarefas como passeios ou idas ao veterinário.

Dessa forma, para muitos adultos que vivem sozinhos, a companhia de um animal torna-se um estímulo concreto para a manutenção da atividade física e do engajamento social, refletindo-se em indicadores positivos de bem-estar geral.

Subscrever Pravda Telegram channel, Facebook, Twitter

Author`s name Evgenia Rumyantseva
Correspondente do Pravda.Ru, atuando na edição em português do site.