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Alfabetização avança no Panamá com o método cubano

24.02.2021 | Fonte de informações:

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Alfabetização avança no Panamá com o método cubano

 

Panamá, 23 fev (Prensa Latina) Mais de 800 panamenhos aprenderam a ler e escrever no meio da pandemia de Covid-19 com a ajuda do método de alfabetização cubano Yo sí puedo, informou hoje o Ministério do Desenvolvimento Social (Mides).

 

De acordo com a entidade, o programa Muévete por Panamá, Yo sí Puedo (Move for Panama, Yes I Can) permitiu que muitos adultos em áreas rurais e comunidades indígenas se alfabetizassem durante 2020, através de técnicas inovadoras de aprendizagem e com o apoio de 130 professores voluntários.

Em seu relatório de gestão do ano passado, o Mides relata que as aulas de leitura e escrita se concentraram nas províncias de Bocas del Toro, Chiriqui, Darien e Panamá Ocidental, onde vive a maioria dos analfabetos do país.

Especifica que atualmente 327 pessoas recebem aulas em 90 instalações equipadas para tais fins, enquanto o objetivo é ensinar mais de mil cidadãos a ler e escrever até o final de 2021.

Com uma duração de sete semanas, Muévete por Panamá, Yo sí Puedo é um procedimento básico que ensina os alunos a ler e escrever em 65 aulas, baseado em uma metodologia que vai do conhecido (números) ao desconhecido (letras).

De acordo com as autoridades, o programa facilita a entrada dos interessados no sistema educacional e trabalhista, através de uma aliança entre o Mides, o Ministério da Educação, o Instituto Nacional de Formação Profissional e Treinamento para o Desenvolvimento Humano e a iniciativa privada.

Desde sua implementação no país centro-americano em 2007, o sistema de aprendizagem cubano atingiu 77.230 pessoas analfabetas.

Uma análise recente reflete o interesse do governo em elevar para 5.000 o número de pessoas instruídas por ano até 2024, de modo que até o final da década atual 'todos os jovens e uma proporção considerável de adultos serão alfabetizados e assim contribuirão para acabar com a pobreza'.

Yo sí Puedo foi criado por um grupo de pedagogos cubanos, liderados por Leonela Relys Díaz (que morreu em 2015), que desenvolveu uma campanha de alfabetização radiofônica no Haiti em 2001 e foi posteriormente concebido para ser adaptado a diferentes realidades sociais e línguas.

Entre 2002 e 2016, cerca de 10 milhões de pessoas em 130 países aprenderam a ler e escrever com essa ferramenta de ensino, o que permitiu que várias nações do continente fossem certificadas como livres de analfabetismo pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco).

Por seus excelentes resultados, o programa recebeu o Prêmio de Alfabetização Rei Sejong 2006 da UNESCO, concedido ao Instituto Pedagógico Latino-Americano e Caribenho com sede em Cuba.

mem/npg/bm

 

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