Da direita, especialmente radical e extrema, parte a negação do óbvio: a crise climática. Está correto, na visão deste autor, questionar o que se diz em nome da ciência não significa, necessariamente, “brigar contra a ciência” em si, pelo contrário: tudo deve ser questionado.
Contudo, a degradação do meio ambiente, evidentemente, resulta em consequências ambientais negativas: como negar este simples raciocínio envolvendo algo com graves consequências vistas e sentindas por todos? Não há mistério nenhum detrás desta lógica.
Pois com a direita retrógrada não é possível dialogar com vistas a soluções: o ¨debate¨ com este setror, se é que possível sem verborragia, exaltações e ofensas, o que já é acentuadamente difícil, ainda deve girar em torno do primeiro – e primário – ponto abordado no parágrafo acima.
Outro ponto que se deve perguntar – para tal, tanto quanto para chegar à respectiva resposta, não se deveria requer muito esforço psíquico: a quem interessa a negação de que a degradação ambiental está causando danos ao meio ambiente, e que tudo siga como está? Às grandes corporações, à grande mídia e aos políticos de alto escalão por eles financiados, ou à base da sociedade?
E deve-se questionar, outrossim, o inverso disso, que tampouco se trata de grande engenharia intelectual: a quem interessa aceitar que há crise climática, buscando soluções?
Fornecer as respostas aqui, seria atentar contra a inteligência.
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