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Um ano para esquecer?

14.01.2021 | Fonte de informações:

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Um ano para esquecer?

2020 "Annus horribilis"!  Um ano horrível que a partir do seu mês de Março começou a ser um pesadelo em todo o mundo. A saúde que toda a gente preza, passou a ser uma interrogação. A economia em todas as suas vertentes também não escapou e todas as actividades sociais sofreram e sofrem com um "extraterrestre" que não gosta dos "terráqueos", denominado COVID19. No mundo, a 31 de Dezembro 2020 às 00h00 locais, contavam-se 85.083.465 infectados e 1.842.455 mortes. Da Peste Negra à Covid-19, a história conta-nos como as pandemias dizimaram parte da população e como foi possível superar as doenças. Diante do grande número de mortes e infectados por todo o mundo, o novo coronavírus já é tido como uma das maiores pandemias da história da humanidade. Marcará a presente geração de uma forma muito significativa e, como uma lição a aprender como lidar com o próximo que possa surgir do nada, como este que surgiu da enigmática China.  Prevenir o futuro com infra-estruturas e profissionais capazes de fazer frente a "inimigos" de cariz igual ao que no século XXI assola o mundo é obrigação do poder político instituído pela vontade dos povos que aos mesmos confiam a gestão da coisa pública através do seu voto.

No meio deste mar imenso que é o Atlântico, não estiveram os Açores nem as suas gentes a salvo desta pandemia. Devagar... devagarinho, foi ela tomando conta de alguns espaços mais oportunos para a sua propagação. Tentativas houve por parte do poder público de limitar a forma de invasão do "bicho", mas ... porque sempre há um mas, a continuidade territorial constitucionalmente invocada, não o permitiu. Terá sido a causa primeira da instalação do chamado COVID-19 fazer os seus estragos entre nós? Será que os 1.942 casos ocorridos com 22 mortes declaradas e os actuais 345 positivos activos poderiam ter sido evitados? A História, quiçá, o dirá.

Com Esperança, encaremos que a "vacina" agora posta ao serviço da saúde pública chegada até nós e, com a sua primeira aplicação no último dia do ano com "pompa e circunstância", seja o início do fim desta pandemia que teima em estar presente no estigma de uma nova variante.

De 2020 tivemos ainda entre os acontecimentos relevantes, as eleições para a Assembleia Legislativa Açoriana, cujos resultados se fez alarido na mudança de um paradigma político na governação dos Açores. Entre "trocas e baldrocas" depois da contagem da noite de 25 para 26 de Outubro e troca de galhardetes nem sempre com a galhardia apropriada que, continuou até mesmo depois da proclamação do vencedor a 7 de Nov. pelo inquilino da "Madre de Deus", S.Exa. o embaixador Catarino, lá surgiu o que muitos chamam de "geringonça à direita".  Um casamento poligâmico a três com a participação de uns penduras que se associaram ao desposório com o apadrinhamento de umas comadres alcoviteiras lá do rectângulo. Do mesmo resultou uma longa Lua de Mel que apelidamos de retiro silencioso do qual, resultou um diário de 139 (melhor 141) páginas chamadas de Programa de Governo apresentado a 9 de Dezº. aos 57 pares da ALA no qual, apadrinhavam 13 discentes para a sua constituição.  Dois dos polígamos pois um houve que preferiu ficar a assistir à orgia no seu significado de adoração extática (não confundir com sinónimo de licencioso pois longe de nós a calúnia) e, onze convidados. Assim, a troupe será composta por um presidente, um super e ambicioso vice-presidente e onze figurantes.

Da sua actividade pouco se tem visto de grande vulto e que corresponda às propostas apresentadas quer na campanha eleitoral, quer no programa governo. À excepção do Presidente do Governo que se desdobra em encontros e reuniões com um enorme fluxo de representantes de entidades diversas ligadas a actividades económicas, sociais e afins e que nas habituais declarações no final das mesmas só se ouvem da parte do mesmo a promessa de "apoios". Do Secretário de Saúde e da sua "Equipa Covidiana", a acção devida à situação pandémica que enfrentamos.  Da titubeante Secretária da Educação e do Secretário da Agricultura intervenções que muito pouco ou nada nos dizem. Do Secretário das Finanças e Planeamento depois das suas bombásticas declarações deu-lhe um "Puf".

Dos 57 eleitos para o Parlamento Açoriano que entre a sua tomada de posse e a apresentação do Programa do Governo, também se encontraram em "Meditação Sabática" e que pensamos se repete até meados do presente mês, ficamos aguardado as suas intervenções, que naturalmente têm estado a trabalhar para merecimento do que custarão ao erário público.

Voltamos à pergunta que intitula a presente redacção e que se pressupõe o 2020...

"UM ANO PARA ESQUECER?  - Não! Nem pensar´... 2020 será um ano para se ter presente no futuro e com relevância especial para a Saúde à qual, a Constituição afirma os cidadãos terem Direito e que, no concernente a sua falta levou a uma série de consequências sócio-económicas drásticas e nomeadamente à morte de 1.842.455 seres humanos no período de 9 meses os mesmos que dão direito à sua gestação.

Se referente à pandemia e às consequências que nos atingem não podemos olvidar, também não o podemos fazer em referência à situação política presente que foi anunciada como a mudança de um "Paradigma" que está difícil de espreitar ... Por um compromisso assumido num manifesto eleitoral intitulado "Açores Sempre" vamos estar atentos!

                                                                   "Não importa o que as pessoas pensam.

                                                                   Se você acredita que vale a pena, lute por isso!"

José Ventura

Ribeira Grande - 2021-01-04

Por opção o autor escreve pela antiga grafia.

 

 
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