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Bolsonaro intensifica ataques à imprensa no Brasil

05.11.2020 | Fonte de informações:

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Bolsonaro intensifica ataques à imprensa no Brasil

Brasília, 5 de nov (Prensa Latina) O presidente Jair Bolsonaro emitiu 299 declarações ofensivas de janeiro a setembro contra o jornalismo no Brasil, o que corresponde hoje a uma média de 33 casos por mês, denunciou a Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj).

 

Esses números surgiram depois que entidades ligadas à informação condenaram a violência contra os profissionais da TV NSC por banhistas na praia do Campeche, em Florianópolis, capital do estado de Santa Catarina, no dia 2 de novembro.

O portal Brasil de Fato indica que, embora as imagens do episódio tenham sido veiculadas e gerassem fortes críticas em âmbito nacional, o episódio é considerado mais um entre os muitos ataques contra a imprensa.

Segundo Maria José Braga, presidente da Fenaj, somente na última semana foram registrados outros três casos de violência.

De acordo com o relatório da federação, a maioria dos ataques que ocorreram neste ano (259) são classificados como desacreditando o setor quando o Bolsonaro atacou o jornalismo em geral ou um meio específico. Os demais são registrados como ataques diretos contra profissionais.

Na opinião de Marcelo Trasel, presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo, a polarização e os ânimos ferozes da atual conjuntura política brasileira fazem com que as pessoas considerem a mídia tendenciosa quando a notícia é desfavorável ao seu grupo.

'A desconfiança contra a imprensa é alimentada por discursos estigmatizados de políticos como o Presidente da República e membros do Congresso Nacional, além de altos funcionários', alertou Trasel.

Esses políticos, observou ele, 'efetivamente pintam um alvo no peito de todos os jornalistas, o que leva ao assédio nas redes sociais, ameaças, intimidação e, nos casos mais graves, agressão física'.

Um estudo da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, publicado segunda-feira, revelou que 44 jornalistas brasileiros foram assassinados entre 2006 e 2019. Desse total, 32 casos permanecem sem solução.

Para Braga, os dados mostram que a sociedade brasileira está totalmente influenciada por uma política de violência e ódio imposta no país desde a eleição de Bolsonaro, em janeiro de 2019. Com tantos ataques à imprensa, 'o presidente institucionaliza a violência contra profissionais no Brasil. Isso é muito sério', comentou.

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