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Dívida latino-americana em alerta vermelho

10.04.2021 | Fonte de informações:

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Dívida latino-americana em alerta vermelho

 

Por José Bodes Gómez Havana, 10 abr (Prensa Latina) Os próximos meses, na opinião dos especialistas, serão decisivos para os esforços dos países da América Latina e do Caribe em sua busca por salvar suas economias da fatal falta de pagamento da população. dívida. Mundialmente, e pela primeira vez na história, em 2020 o valor dos débitos praticamente igualou o valor total de bens e serviços acumulados naquele período.

 


No que diz respeito à área da América Latina e Caribe, a emissão de títulos de dívida pública e corporativa ultrapassou os 150 bilhões de dólares nos mercados internacionais.

No final do calendário passado, a dívida regional ultrapassava 3,3 trilhões de dólares, enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) chegava a 4,2 trilhões, o que representou um sinal positivo em meio à grande crise econômica causada pela pandemia da Covid-19 .

Os governos de todo o mundo, explicam os especialistas, se endividaram para pagar as gigantescas despesas fiscais feitas para evitar a falência de inúmeras empresas, o aumento do desemprego e a cessação de benefícios públicos vitais.

A iniciativa G20

Dada a gravidade da situação financeira criada em escala global, o Grupo dos 20, composto por igual número de países de alto e médio desenvolvimento, concordou em lançar um programa emergente denominado 'Iniciativa de Suspensão do Serviço da Dívida'.

Aprovado a princípio por seis meses, período que vai de maio a outubro de 2020, deveria ter sido estendido até meados deste ano, já que o auxílio aos países de baixa renda a que se destina chegou a apenas 44 deles.

A expansão desse programa para incluir países vulneráveis ​​de renda média não teve êxito no G-20, apesar de contar com o aval da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) e a gestão pessoal de sua secretária executiva, Alicia Bárcena.

Na área, 72% da dívida pública total corresponde aos estados sul-americanos, liderados pelo Brasil, com 930 milhões de dólares no vermelho, e pela Argentina, que acumula um montante de 336 milhões.

O último caso é extremamente complexo, já que seu presidente anterior, Mauricio Macri (2015-2019), tentou resolver a falta de liquidez em um polêmico acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), que resultou no maior montante (57 bilhões de dólares) na história dessa organização e cuja negociação está sendo investigada pelas novas autoridades de Buenos Aires.

O acordo foi muito criticado pelos sindicatos e outros setores populares, já que foi aprovado pela reunião de financiadores em Washington sob o compromisso da nação ribeirinha de que o déficit fiscal seria reduzido a zero em 2019, condição que implicava a abolição de provisões de benefícios sociais que são benéficos para famílias pobres e de renda média.

Uma recuperação tardia

As projeções para este ano, tanto da CEPAL como do FMI, calculam um crescimento do PIB entre 3,7 e 4,1%, respectivamente, concordando ambas as organizações que a economia da região levará mais dois ou três calendários para recuperar o patamar que tinha antes da chegada de Covid. -19.

Dos grandes problemas que as nações da América Latina e do Caribe enfrentam para seu avanço e, principalmente, no enfrentamento da dívida externa, destacam-se a baixa arrecadação tributária e a elevada taxa de emprego informal.

A receita tributária na área é de apenas 23% do PIB, enquanto a média registrada por países com alto padrão de vida e países emergentes que compõem a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) é de 34%.

No que se refere ao emprego, relatórios de entidades especializadas em matéria social indicam que cerca de metade das pessoas com ocupação o faz por conta própria e não têm seguros de protecção das suas condições de vida.

Uma crise nos portões

O responsável para a América Latina e o Caribe do Centro de Desenvolvimento da OCDE, Sebastián Nieto, argumenta que, para contrabalançar o perigo de que alguns Estados da região caiam em uma crise de dívida soberana em 2021, é necessário implementar um diálogo inclusivo, em que credores públicos e privados, bem como bancos multilaterais, interagem.

Uma recuperação tardia

As projeções para este ano, tanto da CEPAL como do FMI, calculam um crescimento do PIB entre 3,7 e 4,1%, respectivamente, concordando ambas as organizações que a economia da região levará mais dois ou três calendários para recuperar o patamar que tinha antes da chegada de Covid. -19.

Dos grandes problemas que as nações da América Latina e do Caribe enfrentam para seu avanço e, principalmente, no enfrentamento da dívida externa, destacam-se a baixa arrecadação tributária e a elevada taxa de emprego informal.

A receita tributária na área é de apenas 23% do PIB, enquanto a média registrada por países com alto padrão de vida e países emergentes que compõem a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) é de 34%.

No que se refere ao emprego, relatórios de entidades especializadas em matéria social indicam que cerca de metade das pessoas com ocupação o faz por conta própria e não têm seguros de proteção das suas condições de vida.

'No diálogo', explica o especialista, 'serão vistas diferentes opções, como moratórias, alívio da dívida ou acordos especiais para financiar a crise'.

'Embora os importantes esforços fiscais e monetários dos países tenham permitido mitigar os efeitos da crise', acrescenta, 'as consequências econômicas e sociais da pandemia foram exacerbadas pelos problemas estruturais que historicamente a região arrasta.'

Desigualdade, cobertura deficiente e acesso insuficiente à proteção social para seus habitantes, bem como espaço fiscal limitado, estão entre as fragilidades estruturais que a área sofre há muitas décadas e dificultam seu desenvolvimento.

Soma-se a esses problemas os baixos rendimentos em muitas linhas de produção em geral, que, como visto em 2020, agravam os efeitos da contingência da saúde nas economias latino-americanas e caribenhas.

Da mesma forma, as lacunas estruturais acima mencionadas dificultam a implementação de políticas que amenizem o impacto da nova doença e realizem uma reativação que atenda aos requisitos de sustentabilidade e inclusão.

Nieto, como outros analistas, acredita que a dinâmica de crescimento econômico da região em 2021 depende de uma série de fatores que não podem ser previstos com precisão, por exemplo, o risco de surtos de Covid-19, a agilidade na elaboração e distribuição de vacinas, bem como a capacidade de manter estímulos fiscais e monetários para apoiar os centros de produção e atender ao aumento da demanda.

No próximo verão, no hemisfério boreal, a questão do déficit fiscal e da baixa liquidez ocupará grande atenção na mídia especializada da América Latina e do Caribe.

E, sem dúvida, haverá quem se lembre dos anos tensos da década de 1980, quando a área praticamente paralisou com a crise da dívida externa, ainda não totalmente resolvida.

(Retirado de Negócios em Cuba)

/bj

 

 

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